Blog - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

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Durante esta semana, a biblioteca do HCP sedia a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (SIPATMA), um evento realizado pela CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidente e pela equipe de Segurança do Trabalho. Com o tema "Cuidando de si para cuidar do próximo", o SIPATMA conta com palestras informativas para os colaboradores, como: Competências socioemocionais no trabalho; Gerenciamento de resíduos de saúde; Qualidade da água do HCP; Como lidar com o estresse e ansiedade e Saúde bucal.

O SIPATMA, além de trazer assuntos atuais e pertinentes, também possibilita aos colaboradores a liberdade de dividir suas experiências e emoções relacionadas ao ambiente de trabalho. Ao final de cada dia de palestra, os funcionários participam de um sorteio de brindes. 

A programação encerra nesta sexta-feira (29), com a última palestrante da semana, Dra. Wanessa Michele, que vai falar sobre saúde bucal.

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Em alusão à Semana da Saúde Bucal e ao Dia do Dentista (ambos comemorados no dia 25 de outubro), a equipe da Odontologia do HCP realizou uma ação para pacientes que aguardavam consulta. 

Os profissionais ofereceram orientações sobre higiene bucal e prevenção de doenças que acometem a região, como o câncer na cavidade oral. Além disso, houve a entrega de lanches e um kit escova de dente e creme dental. Pacientes e acompanhantes também puderam tirar dúvidas com os especialistas.

“Ao notar qualquer anormalidade na boca, como lesões sem motivo, feridas que não cicatrizam, caroços ou mudança na coloração, é importante ir a um especialista, ou procurar um posto de saúde mais próximo”, recomendou Dr. Igor Henrique, estomatologista do Serviço de Odontologia e Próteses Reabilitadoras do HCP.

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O Recife ensolarado na manhã do domingo (24) foi cenário para a maior corrida solidária de Pernambuco. Quase 500 corredores participaram do Circuito Mova-se Running Recife, iniciativa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Regional NE) e do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), e patrocinado Instituto Movimento. A alegria das pessoas foi contagiante e a cor que predominou foi a cor rosa em alusão ao Outubro Rosa, campanha que conscientiza a sociedade sobre o câncer de mama. 

O evento marcou a nova fase das corridas de rua em meio à pandemia. Para a realização, todos os cuidados foram tomados, incluindo a exigência do comprovante de vacinação da segunda dose - para quem só tivesse a primeira, foi necessária a apresentação do teste negativo para Covid-19. "Fiquei muito feliz com a realização da corrida, deu tudo certo. Todos os protocolos foram seguidos e as pessoas puderam se divertir nesse momento de retorno à normalidade", comemorou Kadu Lins, presidente do Instituto Movimento e fundador do Instituto do Autismo. 

É sabido que correr ajuda na boa forma física, mas o melhor de tudo foi a luta pela causa: parte das vendas dos kits da corrida teve lucros revertidos para o HCP, instituição referência no tratamento do câncer de mama e de outros tipos de cânceres. E o time do HCP esteve bem representado na corrida. Estiveram presentes o superintendente técnico do HCP, Dr. João Alberto, o gerente de Marketing do hospital, Gustavo Penteado e a coordenadora do setor de Serviço Social, Luciana Caldas. 

Também teve colaboradores do HCP no circuito. Eduardo Henrique, maqueiro da instituição, estava animado com a corrida. "Sou corredor e fui representar o time HCP", declarou. O circuito teve percussos de 5 quilômetros e 10 quilômetros. 

Informação sobre câncer de mama

No sábado (23), a programação do Mova-se Running Recife teve início com palestras no hall do Shopping Paço Alfândega. Especialistas em oncologia dividiram informações importantes sobre o câncer de mama. O debate iniciou à tarde e teve a presença da oncologista clínica da NEOH oncologia D'OR e coordenadora do serviço de oncologia de adultos e do IMIP, Jurema Telles e com Candice Lima, Oncologista Clínica do IMIP e do Hospital Esperança Recife, Oncologia D'Or. Em seguida, entrou em pauta a relação entre hereditariedade e câncer, com Vandré Carneiro, diretor do programa de Câncer Hereditário e coordenador do Departamento de Cirurgia Pélvica( oncoginecologia) do Hospital de Câncer de Pernambuco. 

Confira as fotos do evento abaixo:

DOUTORANDO.jpgDonato da Silva Braz Júnior, fisioterapeuta e doutorando em Saúde Integral

Em setembro, o fisioterapeuta e aluno do Programa de Pós-Graduação Interinstitucional em Saúde Integral do Hospital de Câncer de Pernambuco com o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) – na modalidade doutorado –, Donato da Silva Braz Júnior, teve seu estudo publicado pela primeira vez na renomada revista internacional Respirology, um periódico que publica artigos científicos sobre biologia e doenças respiratórias. 

O artigo de autoria de Donato focou em mostrar que pacientes com Covid-19 em situação crítica e em tratamento com Ventilação Mandatária Intermitente (VMI), tinham um risco de 10 vezes maior de morte em comparação a pacientes não ventilados mecanicamente. Outro ponto estudado foi sobre fatores que influenciaram na mortalidade de pacientes gravemente doentes pelo coronavírus. 

“Nosso objetivo foi avaliar, dentro do cenário da pandemia, os pacientes que foram para a UTI, entraram na ventilação mecânica e como eles morreram. Além de estudar o processo de morte associado à ventilação mecânica, buscamos entender qual a estratégia de gestão pública nós podemos utilizar para tentar minimizar essas perdas”, explicou o dourando Donato que está empolgado com a repercussão do artigo. Donato deverá participar da programação voltada para a iniciação científica e saúde integral do IMIP e da Faculdade Pernambucana de Saúde – FPS. Além disso, ele foi convidado para apresentar o trabalho em um congresso nacional promovido pela UNINASSAU. 

De acordo com Donato, esse e outros três trabalhos, inclusive da residência, serão submetidos para avaliação no Congresso Norte e Nordeste de Câncer, que está previsto para ser realizado em novembro, no Centro de Convenções do Recife.

“O doutorado HCP/IMIP faz essa ponte para melhorar a qualificação de um profissional e esse profissional melhorar a qualificação do hospital a partir do ensino e pesquisa", completou.

Colaboraram com o estudo Maria Júlia Gonçalves de Mello, Médica doutora; Nathália Alves de Barros e Lyra; Mirela Muniz Arantes Viana e Vinícius Santos Borba ( Estudantes de Medicina e do programa de iniciação científica- PIBIC; Luiz Claudio Santos Thuler, médico doutor; Guilherme Jorge Costa, médico doutor.

O curso de doutorado em Saúde Integral do HCP em parceria com o IMIP existe desde 2019. O programa contribui para aumentar as chances de inserção tanto nos centros de referência em oncologia da rede SUS de Pernambuco quanto no cenário do ensino e de pesquisa em câncer no Brasil e no mundo.

(Clique aqui para ver o artigo na Revista Respirology)

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Idealizada pelo Empório Barrozo, Gastro Bar na Rua da Aurora, a Exposição Fotográfica DE PEITO ABERTO já está aberta para visitação do público. A ação faz parte do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama e conta com a participação de seis pacientes do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP). O projeto é uma iniciativa do Empório Barrozo e do fotógrafo Moisés Jorge e produção visual de Patrícia Góes. A exposição está disponível desde o último dia 21 de outubro e vai até o dia 21 de novembro, de quarta a domingo, a partir das 14h. No local, os frequentadores poderão realizar doações HCP através de QRCOD’s expostos na galeria, para contribuir com o tratamento do paciente oncológico.

“Quando pensamos em um paciente em tratamento de câncer a primeira coisa que nos vem na cabeça é uma pessoa debilitada, triste. O que estaremos mostrando na exposição são momentos plenos e de felicidade, mesmo em uma fase tão difícil de quem tem a doença e passa por tratamentos muitas vezes difíceis. O objetivo é mostrar que deve existir “SIM” alegria em todos os momentos da nossa vida” ressalta o idealizador da exposição Carlos Pachêco.

A exposição está aberta ao público gratuitamente. “Quando Carlinhos me jogou a ideia assinei em baixo na hora. Até porque o nosso empório não nasceu apenas para ser um lugar onde se bebe e se come, e sim com o objetivo de ajudar ao próximo. Essa é uma das maiores missões do ser humano nessa vida e nós não poderíamos deixar de colaborar com o Hospital do Câncer que realiza um trabalho lindo para o nosso estado” ressalta Ana Paula Góes proprietária do Empório Barrozo.

A jornalista Natascha Costa deu um toque ainda mais especial à exposição. Ao lado de cada painel, o cliente poderá conhecer um pouco mais sobre a história de cada paciente. Em belíssimas palavras, Natascha relata o que o sentimento de cada um ao receber o diagnóstico de câncer, o que eles pensaram na hora que souberam e o rumo decidiram dar para sua vida após a notícia.

Confira as fotos da exposição e conheça cada uma dessas histórias, mas não deixe de conferir pessoalmente e ajudar o HCP.

 

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Maria Luiza Rodrigues

48 anos

Aposentada

Viúva

Mãe de uma filha

Mastectomia Total unilateral

Quimoterapia: 28

Radioterapia: 27

 

Ela tinha 23 nos e uma filha de seis meses, quando a vida mudou completamente. Não bastasse a maternidade e todo o rebuliço que causa no dia a dia das mulheres, Luiza descobriu um câncer que iria testar todos os limites da mente e do corpo dela. “Eu recebi o diagnóstico, mas nem sabia da gravidade da doença. Na verdade eu não tava entendendo nada. Era tudo muito estranho e complicado pra mim”. E não era pra menos. Luiza teve um tipo de tumor muito agressivo, que era retirado e, com cerca de 15 dias, reaparecia. Ao todo foram 28 cirurgias, que fizeram até os médicos desacreditarem de uma possível cura.  “Eu me sentia perdida e fui praticamente adotada por um casal de voluntários do HCP, que me acolheu em tudo. Cheguei a ir pra casa deles e ganhar os remédios que eu não tinha a menor condição de comprar”, lembra. Esse casal era Alciete e Hermes Darci, mais conhecido como HD. Luiza não cansa de falar da importância desses dois anjos, como ela gosta de chamá-los, na vida dela. Mas também lembra o apoio que recebeu do marido, da família e de todos do HCP. A história dessa mulher que enfrentou bravamente as intermináveis sessões de quimio e radio, a perda do marido durante esse processo e viu a filha crescer entrando e saindo de hospital, foi contada no livro ‘O Sorriso de Luiza’, escrito por Gil Acioly.  E é esse sorriso que a gente vê o tempo todo no rosto dessa mãe dedicada que se tornou o maior exemplo de força, coragem e amor ao próximo, pra filha.  “Muitas vezes eu fazia uma sessão de quimio e esperava as reações passarem, pra voltar pro HCP, onde trabalho, e ajudar as pessoas. Amor, cuidado e atenção são remédios poderosos pra quem dá e quem recebe. E eu nasci pra isso”.  Alguém duvida?

 

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Josefa Isaura da Silva  - 55 anos

Catadora de latinha

Viúva

Mãe de uma filha

 

Foi durante o autoexame, na hora do banho, que Isaura sentiu alguma coisa errada no peito. E ela estava certa. Os exames mostraram que aquele nódulo era mesmo câncer e ela precisava ser rápida pra aumentar as chances de cura. Encaminhada pro HCP, Isaura começou o tratamento pra, em seguida, fazer a retirada total da mama direita. “ A gente leva um susto, mas não dá pra ficar muito tempo pensando, chorando, reclamando. Tem que ter fé, primeiramente em Deus, depois nos médicos e seguir”. Isaura se dedicou dia e noite a matar “o bichinho que queria fazer mal a ela”, como disse a médica que viu a mamo. “Eu disse pra doutora que se era um bicho, eu ia matar ele com minha vontade de viver, minha autoestima e meu sorriso. Porque coisa ruim não gosta de ver ninguém feliz e eu sou muito”, comemora. Isaura é puro aprendizado. Não há como conversar com essa mulher sem abrir um sorriso de admiração. Pra ela o dia está sempre lindo, mesmo se amanhecer nublado. Porque ela sabe a importância de estar viva e com saúde. “Eu faço tudo que os médicos dizem pra ficar bem. A quimioterapia mata as células cancerígenas, mas mata as células boas também, então a gente tem que ficar forte pra não deixar o corpo sofrer muito e combater a doença”. Isaura aprendeu o que pôde sobre o câncer, teve todo apoio da família e profissionais do HCP. Todo dia tenta se reinventar pra não ficar parada e ser a melhor avó do mundo Miguel, de 1 ano e meio. “A gente tem que acreditar que Deus tá sempre olhando pela gente. A vida é maravilhosa e não podemos desistir de viver. Sempre dá pra lutar um pouco mais. E eu luto sempre”. E com essa energia incrível, você vai vencer sempre, Isaura.

 

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Andrea Mota - 54 anos

Mãe de dois filhos

Solteira

Auxiliar de saúde bucal

Mastectomia total unilateral

 

 “Senhor, será que vai dar tempo?!”. Esse foi o único questionamento que Andrea fez a Deus, na hora que confirmou que aquele nódulo na mama direita, descoberto durante o banho, era câncer! Um tumor de  9cm e super agressivo, deixava claro que seria uma batalha difícil. “Não foi a primeira vez que achei que fosse morrer, mas ninguém se acostuma com essa sensação”, desabafa. Essa mulher que nasceu em casa, em cima de uma mesa, sabia que era forte o suficiente pra enfrentar mais essa luta. Vítima de violência doméstica física, durante quatro anos, e depois de pensar em acabar com a própria vida e do filho, pra escapar das agressões do pai da criança, Andrea teve a chance de comprovar que ainda havia muito amor e empatia nesse mundo. “Ou eu seguia em frente ou seguia em frente. E foi a mão estendida de uma amiga que renovou a minha fé”. Juntas, ela e Jeronice, carinhosamente chamada de Nice,  seguiram. As sessões de quimio, radio, cirurgia de retirada total da mama, depois retirada dos ovários que ameaçavam causar problemas, tudo era acompanhado de perto por essa amiga por quem Andrea sente profunda gratidão. “Até lenço na cabeça Nice passou a usar pra me deixar mais a vontade” conta emocionada. Hoje esse sorriso é de quem ressignificou tudo, transformou a dor em alerta e solidariedade. Essa mulher incrível virou Voluntária do Amor no HCP e tem levado esse belo exemplo de superação pra centenas de outros pacientes. “A gente está nessa vida pra isso: fazer o bem. Hoje eu sou feliz sim, e sigo reconstruindo minha saúde mental dia a dia. As marcas estão aí pra me mostrar como sou rodeada de amor e muito capaz”. Muito mesmo, Andrea.

 

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Mariana Miranda – 28 anos

Auxiliar administrativa

Casada

Está grávida de oito meses

Mastectomia Total unilateral – Mas será bilateral depois de amamentar

 

Ela tinha 26 anos, muita energia e disposição pra não abrir mão da academia, nem naqueles dias mais preguiçosos. “Eu era focada no meu corpo. Tinha que tá magra e malhada sempre” conta. Até que uma alteração genética favoreceu o aparecimento de um câncer na mama esquerda. Era dezembro de 2019.  “Parecia que o mundo ia desabar. Fiquei sem chão”. A juventude tornava o diagnóstico ainda mais inacreditável. E dezembro, que já carregava o peso de ser o mês da morte do pai de Mariana, ficou ainda mais cruel. “Nessa hora a gente precisa de todo apoio possível. Minha família e meu marido foram fundamentais. Nunca fui sozinha pra nenhuma sessão de quimio, nem radio, muito menos pra cirurgia de retirada total da mama”. Mari conta que, mesmo arrasada pelo diagnóstico, nunca pensou em deixar de lutar. E foi no meio dessa luta que veio a notícia: Mariana descobriu que ia ser mãe, durante a quimioterapia oral. Agora ela precisava cuidar de mais uma vida, além da dela. “Tive que interromper essa etapa do tratamento. Volto depois que minha bebê nascer. Estamos muito bem, eu e ela, graça a Deus e aos meus médicos maravilhosos”, comemora essa menina tão nova, quanto madura, que depois de amamentar vai retirar a mama direita, por precaução. Mariana diz que entendeu perfeitamente porque precisou passar por isso. “Eu tinha que repensar a relação com o corpo. A saúde é o foco. Todo mundo gosta de se olhar no espelho e ficar satisfeito com o que vê. Mas às vezes a gente fere o corpo, achando que tá cuidando dele”. E Noemi Vitória, que chega no fim deste ano, fez o mês de dezembro ser promovido ao mês do renascimento. “Agora eu vou comemorar a minha cura e a vida da minha filha, todo fim de ano”. E a gente fica muito feliz com isso, viu Mari?

 

 

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Daniel Lira – 34 anos

Empresário

Casado

Pai de dois filhos

Mastectomia total unilateral

Quimioterapia: não precisou

Radioterapia: 30

 

Um histórico familiar preocupante deixava Daniel sempre alerta. “Tenho pais, avós, tios  e primos que descobriram câncer em diferentes órgãos do corpo. Isso sempre me preocupou”. Mas o que nunca tinha passado pela cabeça dele é que um dos tipos mais raros de carcinoma masculino, seria descoberto justamente nele. Carcinoma Ductal in-situ. Esse é o nome do responsável pela mudança total na vida de Daniel e da família toda. “Minha esposa chegou em casa dizendo que tinha sido desligada da empresa. Ficamos arrasados. Além da perda financeira havia a preocupação com o plano de saúde. Eu tinha ginecosmatia, um aumento do volume das mamas e precisava me operar pra fazer essa correção. Só que eu sempre adiava”. Com a demissão da esposa, Daniel só tinha mais 20 dias de convênio médico pra voltar ao cirurgião, fazer os exames pré-operatórios e passar pela cirurgia. Não podias mais adiar. E deu tudo certo! Como procedimento padrão, o material retirado das mamas seguiu pra biópsia. E foi aí que veio o susto! Sem dar o menor sinal de que estava ali, o câncer tinha se instalado. “Na hora parece que te dão uma sentença de morte e eu só tinha 32 anos. Só que o resultado é apenas um diagnóstico e a gente precisa entender isso pra juntar forças e lutar”,  ensina. E assim foi feito. Com o câncer de Daniel, a família toda passou a se cuidar mais, principalmente os homens. Ele mesmo hoje leva uma vida bem mais saudável, com alimentação balanceada e exercícios físicos. “A gente entendeu tudo. Foi um alerta pra todo mundo. Deus sempre faz a coisa certa. Tenho uma família incrível e a gente ainda tem muito o que viver juntos. Eles são minha prioridade”. É, Daniel, a gente também entendeu tudo. 

 

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Risolene Maria da Silva - 46 anos

Costureira

Solteira

Mãe de uma filha

Mastectomia total unilateral

Quimioterapia: 8

Radioterapia: 32

 

“Todos me abandonaram, menos Deus e minha boneca”. É assim que Risolene resume a falta de apoio que teve, quando contou pra família que estava com câncer. “Parecia que eu tinha dito que tava com uma dor de cabeça”. A frase só não é mais forte que essa mulher de 46 anos, que aos 38 foi surpreendida por um tumor no seio. “Eu vinha sentindo uma dormência nos braços fazia tempo. Mas achava que era o esforço na bicicleta” conta. E assim ela foi adiando o ida ao médico. Até que o acaso salvou a vida dela.

O ex-marido pediu ajuda pra fazer uma sopa na casa dele. E ela foi. Sopa pronta e eles foram sentar pra comer juntos. Foi aí que a história dela ganhou novos e desafiadores capítulos. “Quando sentei, a cadeira quebrou e bati meu peito na mesa. Na hora senti uma coisa estranha, parecia uma caroço”. E era. O diagnóstico confirmou um câncer que a fez tirar toda a mama esquerda e 15 linfomas da axila. Seis meses depois, voltou à sala de cirurgia pra tirar o útero e em seguida a vesícula. “Foi tanta coisa ao mesmo tempo que eu achei que não ia aguentar”. Mas ela aguentou! E vem aguentando firme, dia após dia. No hospital fez amigos e foi de um deles que ganhou Babalu, a boneca que virou parceira e símbolo da sua luta. “Enfrentar o câncer sem apoio deixa tudo ainda mais difícil. Mas também ensina muito, faz a gente ficar mais forte”. A doença fez Risolene criar um canal no youtube, onde compartilha sua experiência. “É a minha forma de ajudar as pessoas e me ajudar também. Postei só alguns vídeos, mas recebi muita energia boa de quem assistiu”. E não podia ser diferente. Risolene é sorriso aberto de quem não desiste da luta e segue sempre em frente. “Eu amo viver. Aproveito cada minuto. Estar vivo é uma dádiva e eu já acordo agradecendo a Deus por tudo”. E a gente segue torcendo pra que existam cada vez mais Risolene nesse mundo!

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Reforma finalizada, foi no último sábado (23) a inauguração oficial da urgência do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O momento contou com a presença dos doadores responsáveis pela requalificação, as empresas Metropolitana e Rodoviária Caxangá, especialmente a matriarca, a senhora Niege Rossiter Chaves. “Minha mãe tem muito amor pela vida. Ao ser diagnosticada com câncer, há 12 anos e, depois, receber a importante notícia da cura, quis retribuir para a sociedade e, assim, a filantropia entrou em nossas vidas. Também entendemos que é uma forma de cuidar dos nossos mais de dois mil colaboradores e seus familiares, que podem precisar do serviço do HCP”, explica Paulo Chaves Júnior, empresário.

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Durante a visita ao novo espaço, com mais de 280 m², o presidente do Conselho de Administração do HCP, Ricardo Rodrigues de Almeida, destacou a importância dessa reforma para a qualidade de atendimento do paciente oncológico. “Por mês são mais de 1500 pacientes atendidos nesse espaço. Não temos como agradecer o envolvimento desses doadores nessa importante conquista. Nossos pacientes serão beneficiados com uma grande estrutura”, relata.

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O superintendente geral do HCP, Hélio Fonsêca, destacou o trabalho da empresa de engenharia responsável pela obra, a Tecnocom Engenharia, que entregou o empreendimento em três meses e meio, se adequando com a realidade e necessidades da instituição. “Foi um desafio. Mesmo nossa empresa sendo responsável por grandes obras na área da saúde, no HCP precisamos nos adequar ao dia a dia da instituição, já que o ambiente da obra não poderia ser totalmente desocupado, então trabalhamos por etapas e garantindo a limpeza que o ambiente precisava”, destacou Luiz Ludmer, engenheiro e diretor da Tecnocom  Engenharia.

 

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São 34 leitos, divididos nas áreas verde, amarela e vermelha, com espaço para acomodação de novas macas, se necessário.  

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Ainda estavam presentes: a superintendente administrativa, Cláudia Barbosa; o superintendente técnico, João Alberto; o superintendente de controladoria, Josenildo Sá; o assessor da superintendência de ensino e pesquisa, Guilherme Costa; os médicos da urgência, João Paulo, Luiz Henrique e Francisco de Paula; a gerente de enfermagem, Alciete Cordeiro; o gerente administrativo, Renan Cassimiro, entre outros profissionais do HCP.

O momento ainda contou com uma homenagem aos profissionais que atuam na urgência do HCP, em especial os médicos e enfermeiros. Nesse sentido, o superintendente técnico do HCP, dr. João Alberto, entregou “certificado de reconhecimento” aos coordenadores médicos da urgência, dr. João  Paulo e dr. Francisco de Paula, e, também, para Alciete cordeiro, gerente de enfermagem, representando todos os profissionais.

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Em dia de reinauguração da unidade do Arco-Mix no bairro da Cohab, no Cabo de Santo Agostinho, a equipe do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) foi recebida em clima de muita alegria para a entrega do troco solidário. Graças ao valor de 56.377,46 arrecadado no mês de setembro, será possível a instituição adquirir próteses mamárias para pacientes que passaram pela mastectomia, cirurgia de retirada da mama.

Por coincidência, havia uma paciente do HCP fazendo compras no supermercado. Ela terminou o tratamento de 16 quimioterapias e 15 sessões de radioterapia há seis meses, e está numa felicidade só: "Estou curada graças a Deus e graças aos médicos do HCP, meu oncologista e minha mastologista. Tive um atendimento maravilho no hospital. Não tenho o que falar, só agradecer", disse a paciente Edvalda Borges que também incentiva as pessoas a doarem trocos no Arco-Mix.

Além de Edvalda, uma funcionária da loja também tem um vínculo com o HCP. Ana Rebeca de Albuquerque, balconista no Arco-Mix, não economizou palavras - e nem a emoção - para falar do hospital. Há 15 anos, a mãe de Ana Rebeca se tratou de um câncer já em estado avançado. 

"Eu perdi a minha mãe para o câncer, por isso sei da importância de conscientizar sobre a doença e ajudar as pessoas. O Hospital de Câncer foi muito importante para o tratamento de minha mãe, então hoje posso retribuir através da oportunidade que tenho de trabalhar no Arco-Mix e arrecadar trocos", explicou Ana Rebeca, que foi a operadora de caixa que mais arrecadou na loja. Agora, ela está em outra funcção no estabelecimento, mas esteve presente na entrega do chque.

O Troco Solidário é uma campanha fruto da parceria do Arco-Mix e Arcovita em prol do HCP, que oferece um tratamento completo a milhares de pacientes oncológicos. 

"A cada vez que a gente entrega essa doação ao Hospital de Câncer, temos a sensação de estarmos cumprindo uma missão muito importante. Para nós é uma honra contribuir para uma instituição tão necessária no nosso estado", pontuou a gerente da unidade, Quitéria Barbosa.  

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Saúde, prevenção e bem-estar. Essas sempre foram as premissas que envolveram o evento Mova-se Contra o Câncer que, em sua quarta edição e agora como Mova-se Running Recife, inaugura nova fase dos eventos de rua com a volta ao calendário anual do Recife na programação do Outubro Rosa, alertando sobre os cuidados e prevenção contra o câncer de mama. Neste 2021, o evento acontecerá nos dias 23 e 24 de outubro, no Recife Antigo, trazendo debates e palestras com especialistas do segmento, no primeiro dia, e coroando com uma grande corrida de rua, no domingo, com vendas de kits do primeiro lote já disponível.

No dia 23, a partir das 16h, as palestras acontecerão no hall do Paço Alfândega, com transmissão pelo YouTube. A programação envolve os temas Diagnóstico Precoce e Cuidado com a Prevenção, com a Oncologista clínica da NEOH oncologia D'OR e Coordenadora do serviço de oncologia de adultos e do IMIP, Jurema Telles e com Candice Lima, Oncologista Clínica do IMIP e do Hospital Esperança Recife, Oncologia D'Or. Em seguida, entra em pauta a relação entre hereditariedade e câncer, com Vandré Carneiro, diretor do programa de Câncer Hereditário e coordenador do Departamento de Cirurgia Pélvica( oncoginecologia) do Hospital de Câncer de Pernambuco. O terceiro tema do dia vai falar sobre a importância das Atividades Físicas e da Qualidade de Vida, com o presidente do Instituto do Movimento, fundador do IMOVE e idealizador do Instituto do Autismo, Kadu Lins.  A Preservação da Fertilidade e o Sonho de ser Mãe será abordada pelo Embriologista e Diretor Técnico-Científico do Criovidas Criopreservação, da Donare Banco de Óvulos e do laboratório de FIV da Rede Geare, Paulo Mateus e, por fim, Os desafios que a Gravidez pós Câncer de Mama pode trazer e quais os cuidados deste pré-natal, com a ginecologista e obstetra, Simone Carvalho, da clínica Isis Medicina Feminina. "O debate assume ainda mais significância neste momento em que o mundo converge para atenção redobrada com a saúde. Vamos poder não só trazer esses temas para discussão, mas principalmente chamar atenção para a conscientização, o diagnóstico precoce, além de temas que estão interligados ao Câncer de Mama, uma doença que, no Brasil,  ainda é o tipo mais incidente em mulheres de todas as regiões", ressalta a oncologista Candice Lima. 

 

No domingo(24), a partir das 7h, a corrida vai tomar as ruas do Recife Antigo, num grande gesto de união e reforço aos cuidados do câncer de mama. Com percursos de 5km e 10km, a atividade será exclusiva para participantes vacinados, na qual 90% dos inscritos deverão estar com a segunda dose ou dose única da vacina em dia e 10% com a primeira dose e teste negativo para a COVID-19. O protocolo ainda conta com largada em fases com distanciamento, uso obrigatório de máscaras e pontos de hidratação e higienização.O primeiro lote dos kits do evento, running bag contendo: Camisa Dryfit Mova-se 2021, máscaras, ZIM (pó rosa especial) para personalização,  já está disponível. Custa R$84,00 e pode ser adquirido pelo endereço: bit.ly/movase2021 . Parte das vendas será revertida para o HCP.

Ação Social - A entrega dos kits acontecerá no dia do evento no Paço Alfândega Office & Mall e os participantes ainda poderão levar 1 kg de alimento não perecível que também será doado ao Hospital de Câncer de Pernambuco. "Esse evento já faz parte do calendário recifense como um alerta para os riscos do câncer de mama e, como instituição referência no tratamento desta doença em todo o Estado, o Hospital de Câncer de Pernambuco sente-se honrado em poder participar dessa iniciativa e conscientizar cada vez mais pessoas. Além da corrida, que deixará a nossa cidade rosa, as palestras também vão oferecer muito conhecimento e informação", destaca o gerente de marketing e comunicação do HCP, Gustavo Penteado.

Mova-se Running Recife tem realização e coordenação da Agência Prensa. O evento é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - Regional NE e do Hospital de Câncer de Pernambuco, com apoio da Prefeitura do Recife. Tem patrocínio do Instituto do Movimento, Donare- Centro de Doação de Óvulos e da TDS Company e co-patrocínio Pier de Negócios e Isis Medicina Feminina. 

 

 

Serviço:

Mova-se Running Recife

Quando: dias 23 e 24/10

Inscrição e compra dos kits: bit.ly/movase2021

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Com o tema “Não deixe ninguém para trás, equidade no acesso aos cuidados paliativos”, a equipe de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Pernambuco promoveu uma linda ação para celebrar o Dia Mundial de Cuidados Paliativos. A data é lembrada sempre no 2º sábado do mês de outubro e reforça a importância dos cuidados específicos que são prestados por uma equipe multidisciplinar ao paciente em fase avançada de uma doença. 

No HCP, a ação começou nesta quinta-feira (7) com um café da manhã, atividades motivacionais e sorteio de brindes para os funcionários do setor, que conta com médicos, enfermeiras, técnicos e auxiliares de enfermagem, psicóloga, nutricionistas e assistentes sociais. A ocasião serviu também para fortalecer cada um que faz parte dos cuidados paliativos da instituição. Sorrisos misturados com lágrimas de emoção marcaram o momento. 

Dr. Fábio Malta, coordenador médico do setor, salientou a relevância dos cuidados paliativos para o paciente. 

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“Cuidados Paliativos é mais uma ferramenta que existe para oferecer qualidade de vida ao paciente com doenças que ameaçam a vida, e a gente sabe que o câncer é uma doença que ameaça diretamente a vida. Por isso a importância de chamar atenção para esse paciente que precisa de cuidado, assim como a família que muitas vezes está fragilizada e necessita de atenção”, disse Dr. Fábio Malta.

Flávia Soares, coordenadora de enfermagem dos cuidados paliativos, não poupou elogios aos colaboradores. “Esse encontro é muito importante para que possamos nos fortalecer enquanto equipe. Não é fácil lidar com as adversidades que o nosso trabalho exige, é preciso ter muito amor ao próximo, muita empatia. Todos aqui são profissionais excelentes que cuidam do paciente com dedicação e carinho”. 

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A árvore dos sentimentos foi uma das dinâmicas elaboradas pelo setor. Cada escreveu um sentimento no papel em forma de coração para colar na árvore. “A árvore dos sentimentos tem o objetivo de motivar as pessoas com os sentimentos mais sinceros vindos delas mesmas”, explica Adélia Sobral, psicóloga dos cuidados paliativos. 

Ainda no dia de ontem, pacientes também receberam brindes cheios de afeto que foram entregues por enfermeiras e assistentes sociais.  Na manhã desta sexta-feira (8), a equipe de plantão foi contemplada pela ação. 

No HCP, o serviço de cuidados paliativos teve início em 2010 e está focado em manter todo o atendimento humanizado com o objetivo de aliviar a dor e proporcionar um melhor tratamento ao paciente. 

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Em breve, a odontologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) vai poder atender pacientes que estão nas enfermarias sem que eles precisem sair do leito. A conquista é graças a um consultório móvel doado pela Receita Federal. O equipamento irá possibilitar que a equipe realize pequenas intervenções cirúrgicas. 

O consultório móvel é pesado e, portanto, está aguardando a confecção de um carrinho para facilitar a locomoção do instrumento. Ele contém os tubos usados pela odontologia e será de enorme importância no tratamento dentário dos pacientes. Dr. Igor Henrique, cirurgião dentista e coordenador do Departamento de Odontologia Clínica do HCP, explicou que os procedimentos que serão feitos a partir do consultório móvel em pacientes com casos específicos. Ele ressalta que o material também irá facilitar o trabalho da odontologia. 

"O consultório móvel vai permitir que a gente faça atendimento à beira leito, em pacientes com condições físicas mais delicadas. Não será preciso que eles desçam até o setor. Estamos apenas aguardando o carrinho ficar pronto para iniciarmos os atendimentos nas enfermarias. Importante frisar que  não será criado um ambulatório de odontologia móvel. O atendimento à beira leito não será cotidiano, mas sim, para quando existir uma necessidade". 

O instrumento também aguarda a doação de cabos de borracha, peças que são necessárias para a utilização do aparelho. A equipe de odontologia é fundamental no preparo bucal do paciente oncológico, assim como na reabilitação dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

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