Blog - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

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VISITAA.JPGJeremias Germano, servidor da JFPE, foi recebido pela gerente de captação de recursos, Juliane Carvalho

A campanha “Por um Dia das Crianças mais Feliz”, da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), beneficiou o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) pelo 10º ano consecutivo, com computadores e um aparelho de DVD que estão instalados na brinquedoteca da enfermaria pediátrica Anjo Rafael, e que são usados pelas crianças e adolescentes em tratamento oncológico. Nesta terça-feira (11), a instituição recebeu a visita de Jeremias Germano, servidor do JFPE e idealizador da ação solidária que todos os anos mobiliza pessoas com o objetivo de recolher donativos para o HCP.

Normalmente, a doação é realizada com uma festa de Dia das Crianças com direito a apresentação de palhaço, contação de histórias, entre outras atividades e animações. Em razão da pandemia, a festa mais uma vez não pôde acontecer, mas a campanha continuou firme e forte. 

“Essa campanha já envolveu milhares de pessoas, entre funcionários da Justiça Federal, terceirizados, estagiários, servidores e magistrados. Todo mundo participa”, diz Jeremias Germano, criador da campanha. 

Além das pessoas do meio jurídico, a ação também recebe o apoio da sociedade, como empresários e voluntários dispostos a ajudar a quem mais precisa. Nessa última edição, a campanha teve a contribuição de Otidene Rocha, docente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

"Somos muito gratos por Jeremias e à Justiça Federal por nos apoiar todos os anos com essa campanha linda e ajuda tanta gente aqui no HCP", agradeceu a gerente de captação de recursos, Juliane Carvalho.

Mobilização nas redes sociais

Tudo começou em 2012, quando Jeremias Germano mobilizou amigos no Facebook para conseguir as primeiras doações para o HCP. Um caso de câncer com uma amiga de Jeremias o motivou para dar o primeiro passo para a iniciativa que, em pouco tempo, já contava com a ajuda de mais de 20 mil pessoas.

“Eu fiz uma viagem com a minha amiga que teve câncer na época e, quando voltamos, estava próximo do Dia das Crianças. Foi a partir daí que pensei em fazer algo pelas crianças em tratamento, devido ao sofrimento delas que é muito maior”, explica.

Previamente, o servidor do JFPE vem ao HCP para saber o que o hospital precisa, tendo como foco as crianças. A doação dos equipamentos compôs o conjunto de melhorias que a brinquedoteca ganhou no ano passado. 

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O câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, é bastante frequente no Brasil, com incidência de mais de 16 mil casos novos por ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de ser evitável, a doença ocupa o terceiro lugar na lista dos tumores malignos mais comuns entre as mulheres brasileiras, além de ser a quarta maior causa de morte no sexo feminino por câncer, no país. Para conscientizar e reforçar a importância da prevenção e da detecção precoce da doença, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) chama atenção para a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), principal causa do câncer de colo do útero, bem como a realização anual do exame preventivo, necessário para o diagnóstico precoce. 

De acordo com o cirurgião oncológico do HCP, Dr. Vandré Carneiro, a infecção persistente do HPV é responsável pelo desenvolvimento do câncer de colo de útero. A infecção por esse vírus ocorre principalmente por meio das relações sexuais desprotegidas. “A vacina contra o HPV é o método mais eficaz de evitar o aparecimento do câncer de colo de útero, uma vez que ela previne a infecção. Provavelmente, isso irá mudar a história natural da doença nas próximas gerações”, explica o médico. Em geral, a doença é mais comum em mulheres que iniciaram a vida sexual cedo e que tiveram múltiplos parceiros. O tabagismo também é um fator de risco.

A segunda forma de evitar o surgimento do câncer é o exame preventivo – chamado de citologia ou, mais comumente, de Papanicolau. Através do exame, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-malignas em mulheres infectadas pelo HPV, evitando que elas evoluam para um tumor maligno. Vale ressaltar que o tratamento não elimina o vírus do organismo e que, por isso, mulheres que já apresentaram lesões devem realizar um acompanhamento médico mais rigoroso. “Na imensa maioria das vezes, mesmo quando há a presença do HPV, a mulher não terá um câncer, principalmente se ela for submetida a exames de rastreio de forma eficaz”, ressalta Dr. Vandré. A recomendação mais comum é que o preventivo seja realizado após a primeira relação sexual ou a partir dos 25 anos. No caso da vacinação, quanto antes o imunizante for aplicado, menor será a chance de desenvolver câncer do colo do útero na fase adulta. A vacina é oferecida para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos e protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

O exame preventivo também é importante para diagnosticar o câncer de colo de útero em fase inicial. Nesse caso, quando for identificada uma lesão suspeita, a paciente será submetida a outros exames e procedimentos, como a colposcopia e a biópsia, e, se necessário, à cirurgia. “O câncer de colo de útero é curável, especialmente se diagnosticado na fase inicial, quando as taxas de cura podem ultrapassar 90%”, destaca o cirurgião. 

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O sangue é elemento vital para a vida humana, principalmente para a vida daqueles que mais precisam. Todos sabem da importância da doação de sangue e dos benefícios que esse ato de solidariedade proporciona. Contudo, os ciclos do processo que fazem com que o sangue chegue até um paciente, são desconhecidos por muitos. E, se tem um departamento essencial para que a transfusão de sangue ocorra com segurança e agilidade, esse é a Agência Transfusional.

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) conta com uma Agência Transfusional há 27 anos. Em parceria permanente com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), o setor é responsável por todas as etapas anteriores a transfusão de hemocomponentes (produtos extraídos do sangue) recebida pelos pacientes oncológicos conforme a solicitação médica. Interessante notar a história da Agência Transfusional na instituição, cujo começo foi em uma pequena estrutura e com uma equipe bem menor do que é hoje – atualmente com 21 profissionais.

Uma das pessoas que fizeram parte do início da Agência Transfusional no HCP foi a Dra. Fátima Araújo, hematologia e hemoterapeuta. Ela lembra de como era na época: "Antes não existia a agência no HCP. As solicitações (de sangue) iam para o Hemope e eram encaminhadas para o hospital. Era uma burocracia muito grande. Em razão disso, houve a necessidade de um lugar próprio, intra-hospitalar, para receber as solicitações", conta a médica que tem 48 anos de profissão e que se orgulha de ter trabalhado na agência do HCP.

De acordo com a Dra. Fátima Araújo, a criação efetiva da Agência Transfusional no HCP aconteceu no dia 1º de março de 1995. Desde então, o setor presta atendimento 24 horas por dia e realiza cerca de 600 a 700 transfusões ao mês. 

"Assim que recebemos a solicitação de sangue, começamos com o processo de atendimento ao paciente pelos nossos profissionais que também realizam a coleta de sangue do paciente. Além disso, também fazemos os testes pré-transfusionais que correspondem a classificação sanguínea e os testes de compatibilidade. Tudo feito para dar ainda mais segurança durante o procedimento", explica a bióloga Karla Lira, que compõe a equipe desde o primeiro ano. 

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A transfusão de sangue é um ato médico, uma maneira de tratar os pacientes usando o sangue. No caso do HCP, um hospital especializado no tratamento de câncer, a transfusão é necessária para pacientes oncológicos que podem desenvolver anemia, por exemplo. 

"A nossa Agência Transfusional funciona como um caminho que viabiliza que aquele sangue doado por uma pessoa de forma voluntária no Hemope, chegue até o paciente, que precisa melhorar de uma anemia, melhorar a condição clínica, fazer uma quimioterapia ou realizar uma cirurgia. Então, a função da agência é cumprir todo esse ciclo para beneficiar vidas", diz Dra. Karina Caldas, médica hematologista e supervisora técnica do setor.

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Doação de sangue 

Doar sangue é um ato voluntário que salva vidas. Mais do que um dever de todo cidadão, é um gesto de amor. Uma das maneiras de ajudar os pacientes oncológicos do HCP, é doando sangue.

Onde doar? HEMOPE – Recife

1º (Hemocentro Coordenador)

Rua Joaquim Nabuco, 171 - Graças - Recife 

Fone: 0800 081 1535

Atendimento: Segunda a sábado, das 7h15 às 18h30, inclusive nos feriados.

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O Programa de Educação Permanente em Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) chega ao fim após quase um ano de aprendizados voltados para profissionais da saúde, com aulas divididas em 10 módulos teóricos e 05 módulos práticos. A capacitação foi viabilizada pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), do Ministério da Saúde, e fez com que o HCP desse o primeiro passo para a formação de dezenas de profissionais no serviço de cuidados paliativos.

Diversos profissionais da saúde que atuam na atenção oncológica ministraram aulas na capacitação. Um deles foi a Dra. Lívia Andrade, que também esteve na coordenação. “Participar como docente e orientadora do Pronon HCP foi um grande aprendizado mútuo.  Foi possível oportunizar o debate e a construção do conhecimento numa área tão necessária como os cuidados paliativos. E tudo isso de modo interdisciplinar, o que torna esse projeto ainda mais rico e inovador”, avalia. 

A psicóloga e professora na capacitação, Adélia Sobral, disse que o curso veio para agregar ainda mais à expertise de trabalhadores da saúde, principalmente em cuidados paliativos. “Foi de suma importância proporcionar  o aprimoramento do conhecimento acerca dos princípios dos cuidados paliativos. Uma experiência enriquecedora poder trocar vivências tanto com a equipe de cuidados Paliativos como os alunos. Este curso fortaleceu ainda mais o nosso serviço e serve de incentivo para possíveis implementações em outras instituições”, completou. 

Para o coordenador geral do projeto e superintendente de ensino e pesquisa do HCP, Guilherme Costa, a capacitação em cuidados paliativos foi de extrema importância para a difusão do conhecimento.

“Através do curso nós oferecemos visitas técnicas, discussões teóricas e cenários práticos ao longo do ano, o que fez com que o Hospital de Câncer de Pernambuco crescesse no conceito para que outros profissionais da saúde enxerguem o HCP também como um ambiente de ensino e pesquisa”, pontuou Dr. Guilherme Costa.  Além das experiências teóricas e práticas, os alunos puderam dar início ao trabalho de conclusão de curso, cujas apresentações estão previstas para março de 2022. 

Além de Dr. Guilherme Costa e a Dra. Lívia Andrade, estiveram à frente da coordenação o oncologista Dr. Rodrigo Pinto, o médico paliativista Dr. Davi câmara, Coordenador do Programa de Residência de Enfermagem em Cancerologia, Dr. Roberto Bezerra, a Coordenadora de Projetos de Ensino e Pesquisa, Suany Dantas, e a psicóloga Adélia Sobral.

Hospital-Dia dos Cuidados Paliativos do HCP

Implantado em 2017, o Hospital-Dia dos Cuidados Paliativos do HCP tem o objetivo de promover atendimento ambulatorial e humanizado aos pacientes oncológicos que estão em cuidados paliativos e de fim de vida. O setor possui o diferencial de reduzir a necessidade de hospitalização do paciente que está em cuidados paliativos, proporcionando a ele e a sua família melhor qualidade de vida. No modelo, o paciente recebe um atendimento personalizado feito pela equipe multidisciplinar formada por profissionais de diversas especialidades, que traçam um plano terapêutico dentro das necessidades dele, para que os seus sintomas sejam melhor assistidos a nível ambulatorial. 

 

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“Estudo retrospectivo do perfil imunohistoquímico dos Gliomas Difusos sob a ótica da Classificação de 2016 da Organização Mundial de Saúde entre os anos de 2019 a 2021: avaliação do potencial impacto da introdução de marcadores na nova classificação da OMS em um contexto de limitação de testagem molecular”, esse foi o tema da monografia apresentada pelo médico residente em patologia, Gabriel Lotero Lima. A pesquisa teve como objetivo aplicar os novos critérios com uso somente da imunohistoquimica sem o auxílio dos testes moleculares concomitantes.

De acordo com Gabriel, o estudo “revelou que grande parte dos pacientes com diagnóstico de glioma difuso, apesar de já se beneficiarem da introdução dos novos marcadores, ainda necessitam dos testes moleculares para que tenham seu diagnóstico completamente concluído segundo os critérios mais recentes da OMS”, o que comprova a importância do trabalho. 

Dr. Roberto José Vieira de Mello, médico patologista esteve presente na banca avaliadora, além dos médicos Frederico de Melo Tavares de Lima e Mariana de Albuquerque Borges, anátomopatologista. O também médico patologista Dr. Sergio Ricardo Soares de Moura foi o orientador do trabalho. 

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Em celebração à chegada do Natal, a Rede Feminina e o grupo Renascer apresentaram, na manhã desta quinta-feira (23), a cantata de Natal, no jardim do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O momento contou com a presença do papai e da mamãe Noel, que fizeram a alegria de nossos pacientes.

Em seguida, o grupo teatral Atuarte apresentou uma linda peça em alusão ao nascimento do menino Jesus. 

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A apresentação dos trabalhos de conclusão de curso da residência médica do HCP rendeu aprofundamentos sobre temas importantes. Um deles, voltado para a anestesiologia, foi demonstrado pela médica residente Marcella de Melo Falcão, que estudou a ‘Comparação da Escala Cormack e Lehane com Uso do Laringoscópio Macinttosh versus Videolaringoscópio Med3D.’

Os equipamentos laringoscópio e videolaringoscópio são usados podem ser usados durante anestesia e emergências. De acordo com Marcella, o principal o objetivo foi “comparar a visualização da região glótica obtida através do laringoscópio Macintosh, habitualmente utilizado, com a visualização obtida através do videolaringoscópio Med3D, impresso em ABS por impressora 3D”. O trabalho foi avaliado pela banca formada pelos médicos anestesiologistas Dr. Lucas Wanderley Lima, Dra. Simone Borges Diu Barros, e pelo anestesiologista e orientador do trabalho, Dr. Alexandre Dubeux. 

Marcella explica que a escolha do tema foi baseada na prática de intubação traqueal, comumente usada pelos anestesiologistas. “A incapacidade de intubar a traqueia e proteger as vias aérea é uma das principais causas de lesões relacionadas à anestesia. Esses fatos levaram ao desenvolvimento de várias técnicas alternativas, para a realização da intubação orotraqueal. Porém estes dispositivos são bastante onerosos, dificultando seu acesso e treinamento”, completa. 

Para a médica, a realização do estudo é de grande importância para avaliar uma alternativa eficaz e de baixo custo para o treinamento de residentes e anestesiologistas no cuidado com as vias aéreas.

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Diante da alta incidência de câncer de mama em pessoas no mundo, bem como os estágios mais avançados da doença que levam à metástase, a médica residente em mastologia, Gabriela Calado Silva, apresentou sua monografia voltada para o tema “Avaliação das pacientes com câncer de mama metastático HER-2 positivas submetidas a pertuzumabe trastuzumabe no Hospital de Câncer de Pernanambuco”. A apresentação foi realizada na Biblioteca da Superintendência de Ensino e Pesquisa do HCP.

Para o trabalho, foi criado um banco de dados com as pacientes elegíveis ao estudo no hospital, no qual foram colhidas informações como características e a realidade local das mulheres com câncer de mama. “Conhecer melhor a população atendida pelo HCP é, de fato, essencial à assistência aos pacientes. Dessa forma, torna-se fundamental estudar a população-alvo de cada serviço a fim de serem ofertados atendimentos mais eficazes com profissionais cada vez mais atualizados”, diz Gabriela Calado. 

O trastuzumabe e o pertuzumabe podem ser acrescidas à quimioterapia e atuam como um “tratamento-alvo” para o câncer de mama. No caso do trastuzumabe, o método terapêutico passou a ser introduzido no Sistema Único de Saúde (SUS) recentemente. Com o estudo desenvolvido por Gabriela Calado sob a orientação da Dra. Mastologista Denise Sobral, espera-se somar esforços para bons resultados no futuro. “Acompanhar os desfechos dos tratamentos propostos é uma das principais formas de avaliar os desafios que podem surgir e, principalmente, garantir os resultados ideais dos  estudos”, conclui. 

Participaram da banca avaliadora Dra. Carolina de Souza Vasconcelos e a Dra. Samara Aquino Holanda.