Blog - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

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Como parte do Programa de Educação Permanente em Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), será realizado na próxima sexta-feira (20), das 19h às 21h30, o Webinar Capacitação em Cuidados Paliativos. A aula é aberta ao público, inteiramente online e gratuita. Para participar, basta acessar o link: https://bit.ly/3bS8ViU.

O Programa, realizado através de incentivo financeiro via Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica – PRONON, tem a proposta de formar um núcleo de educação permanente em cuidados paliativos para aperfeiçoar a qualidade da assistência a pacientes oncológicos do HCP, assim como, difundir conhecimento capacitando e ensinando os profissionais de saúde para atuarem na rede oncológica do SUS de Pernambuco. O curso tem previsão de encerramento das ações no mês de maio de 2022, tendo como culminância a Apresentação dos trabalhos de conclusão de curso em cuidados paliativos do HCP, assim como um Webinar em Cuidados Paliativos nos dias 20 e 21 de maio de 2022 através da plataforma virtual webex.

Iniciado em fevereiro de 2021, o curso disponibilizou 160 vagas exclusivamente para profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos, assistente social, entre outros profissionais que compõem equipe multidisciplinar em cuidados paliativos. Foram mais de 30 instituições participantes indiretamente. Com a modalidade de Ensino à distância – EAD, em razão da pandemia da COVID19, as aulas teóricas ocorreram até junho de 2021 com10 módulos teóricos concluídos. 

As aulas práticas foram realizadas no período de agosto a dezembro de 2021, no formato semipresencial, com visita técnica observacional. Nessa modalidade os alunos tiveram acesso a conteúdos como: Procedimentos e abordagem multidisciplinar do paciente em cuidados paliativos; Atendimento ambulatoria e hospitalar ao paciente e familiar em cuidados paliativos; Criação de protocolos de atendimentos, fluxos, processos, indicadores e metas dos serviços de cuidados paliativos e Estudos em grupos para formulação e execução do TCC.

Todas as atividades de ensino e gestão são realizadas sob a coordenação geral de Dr. Guilherme Costa, médico pneumologista e Diretor de Ensino da Superintendência de Ensino e Pesquisa do HCP, que conta com uma equipe técnica de apoio para execução do projeto. O corpo docente do curso é formado por profissionais que integram a equipe multidisciplinar do HCP, assim como de outras instituições, inclusive da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE).

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Pode parecer um ato simples, mas a higienização das mãos é uma das ações mais eficazes para redução da transmissão de microrganismos causadores de doenças infecciosas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), infecções relacionadas à assistência à saúde afetam milhões de pacientes e têm um impacto significativo nos doentes e nos sistemas de saúde em todo o mundo. Por isso, a OMS, desde 2007, instituiu o 5 de maio como o Dia Mundial de Higienização das Mãos, para criar um alerta sobre esse ato tão importante. Ainda, o ato de higienizar as mãos corretamente é umas das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, Reduzir o Risco de Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde (Meta 05).

Sabe-se que a maioria das gripes, resfriados, hepatites, intoxicação alimentar, infecções hospitalares e, até mesmo, a Covid-19 são transmitidas pelas mãos contaminadas. A higienização das mãos ganhou bastante atenção no mundo todo com a pandemia do novo coronavírus, mas essa atitude de higiene considerada básica sempre foi muito incentivada, tanto os profissionais de saúde quanto a comunidade, por meio de uma medida simples como esta, podem desempenhar um importante papel na prevenção destas infecções.

Ação no HCP

No Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), a equipe do departamento da Qualidade vem desenvolvendo diversas ações internas com o objetivo de fazer esse importante alerta. Neste ano, em visitas aos departamentos, reforçaram a adesão à prática de lavar as mãos como medida essencial para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras). Em uma dinâmica muito divertida, foi ensinada a forma correta de lavagem das mãos. Vendado, o colaborador (a) vestia uma luva e recebia um pouco de tinta em suas mãos. Ao movimenta-las simulando a lavagem, era possível verificar as áreas que não foram bem higienizadas, mostrando a importância de lavagem ser feita corretamente.

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Para lavar as mãos de forma correta, eliminando os germes e bactérias é preciso seguir alguns passos.  É importante destacar que lavar apenas com água não é a forma certa, é necessário o uso do sabão e o processo dura de 30 a 40 segundos. A higiene deve ser frequente e realizada com sabonete líquido, água corrente e álcool em gel. Assim, tanto os profissionais de saúde quanto a população, por meio de uma medida simples como esta, podem desenvolver um papel importante na prevenção das infecções.

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Na próxima semana, entre os dias 12 e 13, a equipe da Qualidade, com o apoio do departamento de Comunicação e Marketing, gravaram o nome vídeo de lavagem das mãos da instituição. 

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No mês de maio, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) muda de cor em alusão à Campanha Maio Cinza, que busca alertar e conscientizar para o diagnóstico precoce do câncer que atinge o cérebro. A doença é caracterizada por um tumor maligno formado pelo crescimento anormal de células no Sistema Nervoso Central (SNC), podendo ocorrer de forma primária, quando se origina no próprio cérebro, ou de forma metastática, quando o tumor tem origem em outro órgão e se espalha pelo corpo. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 4% das mortes por câncer estão associadas ao SNC, ficando entre os 10 tipos de câncer que mais matam no mundo. Por não ter formas esclarecidas quanto a prevenção, a detecção precoce é a maneira mais eficiente para conseguir a cura.

Para ter o diagnóstico em fase inicial da doença, é preciso estar atento aos sintomas, que variam de acordo com a localização e extensão do tumor. Os principais sintomas são: dores de cabeça com frequência, tonturas, falta de equilíbrio, lapsos de esquecimento, visão duplicada, alteração na fala e crise convulsiva de início recente, entre outros. “Como são sintomas que podem ser confundidos com outras doenças, é importante ficar atento às alterações no tipo e forma que eles se apresentam. Nas dores de cabeça, por exemplo, se começarem a ocorrer com intensidades diferentes do habitual, já é um alerta para procurar um médico”, orienta o coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do HCP, Dr. Ilan Pedrosa.  

Uma vez identificado um ou mais sintomas, a pessoa deve procurar um especialista, podendo ser um clínico geral ou um neurologista clínico que irá solicitar exames para confirmar o tumor, como a tomografia computadorizada e/ou a ressonância magnética. Dr. Ilan Pedrosa salienta que o tratamento ficará sujeito a localização e tamanho do tumor: “Identificado o tumor, o tratamento dependerá do tamanho e localização do câncer, podendo ser a radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia. Importante destacar que a cirurgia é o único tratamento curativo. Se o paciente tiver condições de ser operado, aumenta muito a chance de sobrevivência”, completa.   

 

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A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) está promovendo uma série de orientações sobre o serviço realizado pelo setor no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), que trabalha exclusivamente com a doação de córneas (único órgão que pode ser transplantado de um paciente oncológico). As visitas começaram no dia 11 de abril e continuam até o próximo dia 22.

As orientações têm o objetivo de explicar aos colaboradores da assistência sobre como o CIHDOTT atua no acolhimento das família que podem ser doadoras de córneas. “Essas orientações são muito importantes para fazer com que os profissionais conheçam melhor o nosso setor, assim como temos a oportunidade de desmistificar algumas ideias a respeito do nosso serviço”,  diz Gabriela Prado, enfermeira da comissão.

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O departamento gerencia todo o processo de doação e captação de córneas, incluindo a realização da abordagem e prestação de esclarecimentos aos familiares sobre o potencial doador. A doação da córnea só é feita após aceitação da família, com preenchimento da documentação legal.

Em Pernambuco, a Comissão Intra-hospitalar de Doação de órgãos e Tecidos para Transplante também atua no Hospital da Restauração, Hospital Pelópidas Silveira, PROCAPE, Hospital Oswaldo Cruz, IMIP, Hospital das Clínicas, Hospital Getúlio Vargas, Hospital Dom Helder, Hospital Miguel Arraes, Hospital Jayme da Fonte, Hospital Memorial São José, Hospital Agamenon Magalhães, Hospital Regional do Agreste, Hospital Mestre Vitalino, Hospital Dom Malan, Real Hospital Português e Hospital Santa Joana.

Como ser um doador de órgãos

Para se tornar um doador basta conversar com a família e deixar claro o interesse.

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A direção da rede de supermercados Arco-Mix e dos atacarejos Arco-Vita entregou nesta segunda (18) ao Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) um cheque simbólico comemorativo aos três anos da campanha Troco Solidário, que ultrapassou a marca de R$ 2 milhões arrecadados. Participaram da cerimônia o superintendente geral do HCP, Hélio Fonseca, a superintendente administrativa do HCP, Cláudia Babosa, a presidente da Rede Feminina, Maria da Paz, além do presidente do Arco-Mix, Edvaldo Guilherme Santos, demais diretores e colaboradores que se envolvem diariamente para divulgar junto aos clientes a ação nas lojas.

Como esse valor é repassado em doações mensais, foi possível atender a várias demandas do HCP, tais como a aquisição de uma ambulância, compra de computadores, televisores, equipamentos cirúrgicos, respiradores e cilindros, estruturação do setor de telemarketing, melhoria na área de quimioterapia, câmara fria para medicamentos, enxovais, cortinas para leitos, compra de EPIs (especialmente no período de pandemia) e roupas para uso das equipes, além do atendimento a várias outras necessidades. No total, foram repassados R$ 2.052.424,87 até o mês de março.

“Esta é uma ação que envolve muita gente, desde a nossa diretoria, o pessoal de escritório e todas as equipes das lojas. Faço esse registro para reconhecer o esforço, o envolvimento, a emoção e a alegria com os resultados. O Troco Solidário está em todas as nossas lojas e temos a alegria de contribuir para a manutenção e o fortalecimento do Hospital de Câncer de Pernambuco”, afirmou o presidente Edvaldo Santos.

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Os funcionários das lojas têm um papel fundamental na ação, explicando e motivando os clientes a doar parte do troco das suas compras. O valor doado é discriminado no cupom fiscal, podendo ser feito com dinheiro, cartão de débito ou crédito. 

“Instituição filantrópica 100% SUS, o HCP conta com a solidariedade de parceiros, como a Arco-Mix, para proporcionar o tratamento oncológico que o nosso paciente em tratamento contra o câncer precisa. Nosso desejo é que essa parceria permaneça por muito anos e que possa incentivar outras empresas e pessoas a contribuírem com a nossa instituição”, reforça o superintendente Geral do HCP, Hélio Fônseca. 

Com o jeito Arco-Mix e Arco-Vita de ser, com credibilidade e sensibilidade social, várias ações vêm sendo feitas, contemplando comunidades vizinhas às suas lojas e instituições que atendem pessoas que tanto precisam. Além do Troco Solidário, a família Arco-Mix realiza outras iniciativas, como Gincana do Bem, que acontece internamente durante todo o ano e entrega alimentos a dezenas de instituições no mês de dezembro. E o Pão Solidário, realizado em outubro, em parceria com a Pan Cristal, destinando todo o valor da venda do pão francês em suas lojas (no Dia Mundial do Pão), para o setor de oncologia pediátrica do IMIP. 

A rede conta com mais de dois mil funcionários e atua há 40 anos nos municípios de Igarassu, Abreu e Lima, Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Recife e Olinda. Com muita fé em Deus e seguindo os pilares dos fundadores a família Arco-Mix criou uma base sólida em seus valores como espiritualidade, família, inovação, ética, valorização dos clientes e resultado.

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Após as apresentações dos trabalhos dos médicos que participaram do Programa Fellowship em Neurocirurgia nos últimos dois anos no Hospital e Câncer de Pernambuco (HCP), foi a vez de oficializar o encerramento com uma cerimônia simbólica realizada neste mês. O neurocirurgião Bruno Leiming recebeu das mãos do coordenador do serviço de Neurocirurgia Oncológica do HCP, Dr. Frederico Tavares de Lima, o certificado de conclusão do programa de formação profissional. 

Bruno Leiming concluiu o programa em 31 de março. Ele conta que o período em que esteve no HCP foi de muitos aprendizados, mesmo em anos desafiadores em razão da pandemia de covid-19. 

"Estou muito grato por tudo que vivi no HCP e por toda a equipe. Apesar da pandemia, tivemos muito trabalho com a realização de uma média de 220 cirurgias em 2021, quase o dobro do ano anterior. Foi muito cansativo, mas valeu a pena. Hospital de Câncer de Pernambuco é uma referência no estado e ter tido essa experiência na minha profissão foi inesquecível", disse. 

O programa

Fruto do investimento em ensino e pesquisa na formação de profissionais, o Fellowship em Neurocirurgia Oncológica irá proporcionar a vivência no serviço de Neurocirurgia do HCP no período de 1 ano. Na instituição, o participante irá compartilhar conhecimento com profissionais especialistas na área. Para a programação, estão previstas atividades de cirurgias endoscópicas, cirurgias de alta complexidade, atividades científicas e um observeship não remunerado opcional no Swedish Neuroscience Institute em Seattle (Whashington, EUA). 

Ao final do programa, o profissional apresenta sua monografia para estar apto a realizar procedimentos de alta complexidade em oncologia.

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Em alusão à campanha Abril pela Segurança do Paciente, o setor da Qualidade promoveu dois dias de palestras voltadas para a segurança no uso de medicamentos oncológicos. A ação teve início na terça-feira (12), na biblioteca de Ensino e Pesquisa. 

O objetivo da atividade é reforçar para os profissionais da assistência do HCP a importância do processo de segurança na prescrição, distribuição, administração, monitoramento e uso dos medicamentos. Para ministrar as palestras, foram convidadas Silvana Helena, Layse Raynara e Kelyanne Modesto, todas representando a farmácia oncológica da instituição. 

Após as palestras, técnicos de enfermagem, enfermeiros e outros profissionais da assistência participaram de dinâmicas educativas sobre o tema.  

A campanha

Buscando assegurar o melhor atendimento e cuidados possíveis aos pacientes, a campanha Abril pela Segurança do Paciente - que este ano traz o tema 'O autocuidado está em suas mãos', existe para conscientizar profissionais de saúde, gestores, pacientes e acompanhantes como um todo, sobre a  adoção de práticas de segurança do paciente dentro das instituições de saúde. 

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Com o mote “Ajudando a quem precisa”, o grupo de jipeiros 4x4 Recife trouxe para o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), a doação de 88 cestas básicas, além de mais de 300kg de alimentos não perecíveis, resultado da Festa dos Jipeiros e Veículos Militares de Pernambuco (FEJIVEM/PE), evento solidário realizado no último 02 de abril, data em que se comemorou o Dia do Jipeiro. 

Marcelo Moura um dos organizadores do evento e coordenador da 4x4 Recife, veio pessoalmente fazer a entrega dos alimentos não perecíveis. Para ele, poder contribuir com o HCP, é gratificante, principalmente por se tratar de um hospital filantrópico sem fins lucrativos. 

“Todos os alimentos foram arrecadados pela comunidade jipeira, entre participantes e patrocinadores da festa, que levaram cada um 1kg de alimento. E eu sei que ações como essa são muito importantes para o HCP, instituição que depende muito da ajuda da sociedade civil”, disse. Além das doações de alimentos, o grupo de jipeiros também doou para o HCP o valor de R$ 1.533.

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Foto: Dr. Marcelo Souza, Prof. Hendrik van de Meent MD. PhD. e Tiago Bessa 

Natural de Cabrobó, Maria Leidjane Pereira da Silva (33 anos) descobriu um câncer ósseo aos 14 anos e aos 23 precisou amputar a perna direita. Ela não conseguiu andar com prótese e nos últimos 10 anos, mesmo após inúmeras tentativas, permanecia utilizando muletas para se locomover. Cerca de 40% de todas as pessoas amputadas no mundo passam pela mesma realidade.  Porém, a história de Leidjane tem tudo para ser diferente.  Nesta quinta-feira (7), ela foi a primeira paciente a se submeter à osteointegração para amputados no Brasil, realizada no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), onde é paciente. 

"Nunca consegui me reabilitar. Tentei, só que era bastante difícil, machucava. Em algumas tentativas, eu caí e acabei desistindo de tentar novamente", contou a pernambucana. Indicada para pacientes que não conseguem se adaptar às próteses externas convencionais, o procedimento consiste na implantação de um implante metálico feito de titânio no “coto” do membro amputado para que seja possível receber a prótese externa, essa que será acoplada em uma parte exteriorizada do implante inserido. 

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Foto: Maria Leidjane Pereira da Silva

Por se tratar de um equipamento internacional e de alto custo, trazer a tecnologia desse implante metálico ao Brasil só foi possível graças ao empenho do cirurgião e ortopedista oncológico do HCP, dr. Antônio Marcelo Gonçalves de Souza, que idealizou o modelo nacional e do protesista Tiago Bessa, responsável pela reabilitação e protetização. Com o projeto em mãos, conseguiram o apoio da empresa brasileira (São Paulo) IMPOL, que investiu no desenvolvimento e fabricação do implante brasileiro desenvolvido pelo dr. Marcelo Souza.  Após cerca de quatro anos de tramitação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o implante foi aprovado no final de 2021 e agora pode ser utilizado no Brasil, especialmente para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). "O implante de osteointegração é realizado dentro do osso ou do que sobrou dele, fixando-se biologicamente a uma parte exteriorizada. [...] Um engate rápido se fixa na parte exteriorizada do implante e a pessoa consegue sair andando ou mexendo o braço", explica Marcelo Souza.

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A cirurgia foi realizada no HCP pelo ortopedista oncológico do HCP dr. Marcelo Souza, com apoio do médico holandês Hendrik Van de Meent, especialista neste tipo de cirurgia na Holanda.  "É uma cirurgia que pode beneficiar os pacientes amputados no Brasil, que tem um clima quente e muito úmido, o que favorece a transpiração por quem usa a prótese tradicional", destaca Hendrik van de Meent, ao falar sobre a indicação da osteointegração.    

Agora Maria Leidjane vai passar por um período de reabilitação.  "Tudo na vida tem uma curva de adaptação, de reabilitação, uma curva de aprendizagem. Maria Leidjane agora vai ter assistência fisioterápica do nosso parceiro, Dr. Tiago Bessa, fisioterapeuta e protesista, vai dar o segmento ao processo de adaptação e nós como cirurgiões vamos dar o acompanhamento. Esperamos que ela consiga caminhar sem muletas em breve", disse Marcelo Souza.

"Estou muito, muito feliz porque eu acredito que agora é o recomeço. Vai ser tudo diferente porque eu estava presa às muletas por muitos anos", declara Leidjane. 

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Foto: Maria Leidjane Pereira da Silva e dr. Marcelo Souza

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O câncer ósseo é considerado uma doença rara, correspondendo a não mais que 2% do total de todos os tipos de cânceres diagnosticados, mas que pode ser extremamente agressivo e com alto índice de mortalidade. Por essa razão, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lança, em mais um ano, a campanha Abril Amarelo, desenvolvida pela própria instituição para conscientizar a todos e disseminar informações importantes relacionadas à doença. 

Criada pelo departamento de ortopedia do HCP, a campanha faz um alerta sobre esse câncer que atinge principalmente crianças, adolescentes e idosos, e não pode ser prevenida, sendo o diagnóstico precoce a melhor forma de garantir a qualidade de vida do paciente e até a cura. 

O câncer ósseo é um tumor maligno que acomete qualquer parte do osso, na maioria dos casos os ossos longos, como braços, coluna, coxa e bacia. Esse acometimento pode ocorrer diretamente no osso, chamado de tumor ósseo primário, ou através de uma metástase, chamado de tumor ósseo secundário. Geralmente, os tumores ósseos se localizam com mais predileção ao redor do joelho. “Entre os tumores primários, o osteossarcoma, o sarcoma de Ewing e o condrossarcoma são os mais comuns. Os dois primeiros, mais agressivos, são encontrados em crianças e adolescentes, especialmente na área ao redor do joelho. O condrossarcoma, por sua vez, é comum em adultos e costuma atingir a área da bacia. Adultos e idosos, no entanto, são mais acometidos por tumores metastáticos, ou seja, que são oriundos de outros tipos de câncer”, diz o Dr. Marcelo Souza, ortopedista do serviço de ortopedia oncológica do HCP. 

Diferente de outros tumores malignos, não existe prevenção para o câncer ósseo ou exames de rastreamento. 

“O que existe é a necessidade de, uma vez surgindo uma suspeita de um tumor ósseo, o paciente seja encaminhado o mais rápido possível para um centro de referência e assim ser realizado o diagnóstico precoce. Só o diagnóstico precoce pode salvar vidas e também evitar que um membro afetado por esse câncer seja amputado”, explica o especialista.

Em Pernambuco, o HCP é referência no atendimento e tratamento do câncer ósseo. A campanha também reforça que é preciso ficar atento aos sintomas como a dor intensa, principalmente à noite ou ao se mexer; inchaço nas articulações, com presença de nódulos; ossos que se quebram facilmente, febre, perda de peso sem razão aparente e cansaço.