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A equipe de comunicação e marketing do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) ficou em 3º lugar no Startup Way Health Saúde do Futuro, evento realizado entre os dias 18 e 29 de julho pelo SEBRAE e a FOZ - Centro de Inovação, em parceria com a Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). O evento, uma maratona de 10 dias, realizado com o objetivo de criar soluções inovadoras para o mercado de saúde, tinha doze grupos participantes. 

Como projeto de inovação, a equipe do HCP, representada pelo gerente, Gustavo Penteado; a coordenadora, Camyla Nóbrega; o analista de sistemas Gustavo Henrique; e o analista de comunicação, Jônatas Messias, desenvolveu o projeto de aplicativo que, quando finalizado, tem o propósito de melhorar a integração entre os pacientes e os profissionais da assistência (equipe médica e multiprofissional). 

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A equipe ainda é composta pela analista de comunicação, Julliana Estelita; a jornalista, Francie Nascimento; e a videomaker, Luana Luz. 

Com o 3º lugar, a equipe agora vai participar do Programa de Pré-Incubação - Early Stage. Será uma imersão para potenciais empreendedores que já possuem uma ideia de negócio para posterior validação.

 

Acontecerá entre os dias 16/08 e 27/09, com uma carga horária total de 32 horas.  

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Na superintendência de ensino e pesquisa, no último dia 14 de julho, reuniram-se os integrantes da gerência de convênios e projetos, gerência de enfermagem e as empresas Pickcells e OXY.SOCIAL.  O objetivo foi apresentar os resultados preliminares da imersão diagnóstica realizado pela OXY.SOCIAL junto à gestores estratégicos e, ainda, debater sobre o andamento da implantação da prova de conceito e inventário em patologia digital que está sendo realizada por um scanner digitalizador de lâminas da Pickcells, na patologia do HCP. As duas atividades são uma iniciativa conjunta como primeiro passo para um laboratório de inovação do Hospital de Câncer de Pernambuco.

O laboratório faz parte da visão estratégica voltada para resolução de problemas e desafios. “O objetivo é que possamos contar com uma estrutura pensada para gerar condições favoráveis para que a inovação ocorra, estimulando a reflexão, a pesquisa, a prototipagem de ideias, o intercâmbio de boas práticas, a realização de cursos de capacitação e formação, o desenvolvimento de soluções de interesse de uma gestão moderna, inovadora e resolutiva e, no limite, a projeção de tendências para a melhoria das políticas e serviços ofertados”, destaca o superintendente de ensino e pesquisa, Dr. Guilherme Costa.

“Uma das principais características de um Laboratório de Inovação é o foco no usuário, a sistematização do conhecimento da equipe e a capacidade de conectar pessoas e estruturas para construção de soluções. Isso ocorre através da troca de experiências exitosas entre profissionais qualificados de diferentes áreas, permitindo a multidisciplinaridade como ponto principal para que soluções inovadoras possam surgir em diferentes setores do tecido social”, reforça Patrícia Menezes, gerente de convênios e projetos”. O principal objetivo de um laboratório de inovação é solucionar problemas da maneira mais eficiente possível.

A reunião também tratou do Núcleo de Projetos do HCP, onde conta com gestores fixos e gestores convidados, que contribuem para o desenho dos projetos em elaboração no hospital frente aos desafios identificados e discutida de forma ampliada com os demais gestores. “As soluções discutidas pelo núcleo passam a compor o banco de projetos do HCP e são incluídos em projetos em elaboração ou tornam um projeto em si”, explica Wagner Santos, Coordenador Geral de Projetos. O Núcleo também é o local onde ocorrem as discussões sobre as fontes de financiamento disponível e que projetos o perfil adequado para ser submetido.

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Por fim, foram discutidas as fontes de financiamento que o hospital ainda não acessa, em especial, as vinculadas as leis de inovação, startups e pesquisa e desenvolvimento. Como resultado desta discussão vislumbra-se a criação de um Comitê de Inovação responsável por avaliar e planejar a adequação do HCP aos requisitos desta modalidade, visando atrair investidores privados e iniciativas de inovação focadas na resolução de problemas e desafios do hospital ou da atenção oncológica. No dia 04 de agosto ocorrerá a reunião de segmento onde as questões voltadas para a criação de um Comitê de Inovação serão aprofundadas.

 

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Donato da Silva Brás, fisioterapeuta do HCP, foi um dos profissionais selecionados para o curso de pós-graduação.

A seleção pública da Associação Hospitalar Moinhos de Vento em conjunto com o PROADI-SUS, do Ministério da Saúde, divulgou a lista dos aprovados para o curso de especialização em preceptoria multiprofissional na área da saúde na qual contemplou profissionais do Hospital de Câncer de Pernambuco nas áreas da fisioterapia, nutrição e serviço social. O resultado é mais uma conquista para o ensino e pesquisa da instituição.

O curso é uma qualificação profissional em nível de Pós-Graduação ofertada para todo o país na modalidade da Educação à distância (EAD), com tutores que possuem experiência na preceptoria e na tutoria EaD.

Roberto Bezerra, coordenador do Programa de Residência de Enfermagem em Cancerologia, foi quem submeteu as inscrições no edital. Para ele, a aprovação de profissionais da assistência do HCP demonstra uma importante evolução nos processos de pesquisa. 

“São conquistas que estamos conseguindo por meio de parceiros interinstitucionais e editais a nível nacional. Para o cenário de capacitação do nosso corpo clínico, essa aprovação é muito importante”, destacou.

Entre os nomes aceitos na seleção, estão o de Donato da Silva Brás Jr, fisioterapeuta; Andréa Karla Soares Montenegro, fisioterapeuta; Kaline Nascimento dos Santos Lima, farmacêutica; Juliana Veloso de Albuquerque, assistente social; Jose Levi da Silva Filho, farmacêutico. 

No momento, o departamento de ensino e pesquisa está aguardando os resultados de outras seleções públicas cujas inscrições de especialistas do HCP já foram submetidas. 

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Reforma da Enfermaria São Lucas Térreo teve investimentos do HCP e Rede Feminina

As obras da enfermaria São Lucas Térreo, específica para atender pacientes da ortopedia, foram concluídas e o espaço foi entregue nesta terça-feira (20). A enfermaria que por dois anos funcionou exclusivamente para receber casos de Covid-19, agora conta com mais conforto e segurança, graças às melhorias estruturais. Essa é primeira obra de grande porte realizada pela equipe interna do Hospital de Câncer de Pernambuco, inclusive o investimento que também teve o apoio da Rede Feminina.

Ao todo, são 17 leitos em cinco enfermarias, além de postos de enfermagem, sala de utilidades e sala de repouso para funcionários. Vale destacar a acessibilidade projetada para os banheiros, além dos ar-condicionados novos, piso de porcelanato e toda a parte elétrica refeita. 

“A reforma foi um grande desafio que aceitamos e agora estamos entregando. Os benefícios para os pacientes vão além de um espaço mais confortável. São mudanças que proporcionam mais segurança, como por exemplo, as barras de apoio colocadas em todos os banheiros”, disse Renan Cassimiro, gerente administrativo. Ele explica que o departamento de Projetos do HCP foi responsável por elaborar o projeto da reforma.

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Em uma breve reunião para celebrar a entrega da enfermaria agora reformada, Dra. Claudia Barbosa, superintendente administrativa, agradeceu a todos que fizeram parte de mais essa conquista. Estavam presentes os colaboradores da manutenção, elétrica, engenharia e hotelaria.

"O HCP promove a volta da inclusão para pessoas que estão em tratamento oncológico. E para passar por esse tratamento, é muito importante estar num ambiente limpo e agradável. E esse é o resultado na enfermaria São Lucas, resultado de muito respeito que foi executado por todos que fizeram essa obra acontecer", comemorou.

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A apresentação marca o encerramento da campanha Julho Verde

Após dois anos de pausa devido à pandemia da covid-19, o Coral Ressoar do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), grupo formado por pacientes laringectomizados, ou seja, que removeram a laringe e cordas vocais em decorrência do câncer, retornarão às tradicionais apresentações musicais na próxima quarta-feira (27), no jardim dos ambulatórios do HCP. A data marca o encerramento da campanha nacional Julho Verde, mês de conscientização e combate ao câncer de cabeça e pescoço.

O dia da apresentação também será de grande emoção. A retomada será sem um importante integrante da equipe, o violonista Paulo Bezerra de Lira, falecido em decorrência do coronavírus, no ano passado. Assume o músico Gabriel Lira, de 17 anos, filho de Paulo, que dará continuidade ao trabalho voluntário do pai.

A fonoaudióloga Érika Espíndola, responsável pelos ensaios mensais e pela organização dos pacientes nos dias de apresentação, explica que o coral é muito importante para os pacientes e a retomada já era mais do que esperada. “Nós fazemos todo um trabalho de reabilitação vocal e de adaptação para que o paciente consiga alimentar-se e se comunicar. O coral é um exercício que vai além da música, pois é um momento de interação e de superação”, diz a profissional.

Para Ivo Costa, 67 anos, paciente do HCP e integrante do Coral Ressoar, participar das apresentações é um momento de grande realização. “Estava ansioso para voltar aos ensaios e apresentação. Amo esse hospital e amo fazer parte desse grupo. As fonoaudiólogas são anjos que me fizeram voltar a falar, agora eu posso até cantar”, destaca emocionado. Além dos pacientes, fazem parte do coral os fonoaudiólogos e voluntários da instituição. Entre as músicas do repertório, está ‘É preciso saber viver’, do cantor Roberto Carlos, interpretada sempre com muita emoção pelos componentes

O Coral Ressoar é um projeto criado há nove anos pelo departamento de fonoaudiologia do HCP. Cerca de 22 pacientes cantam no grupo graças à técnica da voz esofágica, que possibilita ao paciente a emissão de sons por meio das contrações do esôfago, ensinado na reabilitação feita pela equipe de fonoaudiologia.

Julho Verde

Julho Verde é a campanha nacional criada em atenção aos cânceres que acometem a região da cabeça e pescoço, termo utilizado para o conjunto de tumores que se manifestam na face, boca, laringe, faringe, glândulas parótidas, glândulas salivares, tireoide, e ossos da cabeça e pescoço, portanto, mexem com a estética facial, a deglutição, a alimentação e a voz do paciente.

Por ter sintomas parecidos com outras condições clínicas, como aparecimento de um nódulo, uma ferida que não cicatriza, dor de garganta que não melhora, dificuldade para engolir e alterações na voz ou rouquidão, muitas vezes os sintomas são negligenciados. Cerca de 76% dos casos de câncer de cabeça e pescoço, segundo o INCA, são diagnosticados tardiamente, aumentando as possibilidades de sequelas no paciente, além de elevar a taxa de mortalidade. Por conta da região onde se concentram, mexem com a estética facial, a deglutição, a alimentação e a voz do paciente.

Historicamente esses cânceres estão ligados ao consumo do tabaco e álcool, má condição de higiene oral, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) e a exposição ao sol. A prevenção primária se enquadra em evitar os fatores de risco: não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso e não praticar sexo oral sem proteção. Manter hábitos saudáveis, uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista podem propiciar diagnósticos em estágios mais iniciais e garantir o sucesso do tratamento. 

Referência em tratamento oncológico, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lançou uma série de conteúdos sobre o tema que podem ser conferidos nas redes sociais @sigahcp e no site hcp.org.br.

Serviço

Apresentação do Coral Ressoar
Quando: 27 de julho, às 9h.
Onde: Jardim dos ambulatórios do Hospital de Câncer de Pernambuco

Nesta terça (19), o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu mais um cheque do Arco-Mix, parceiro da instituição pela campanha Troco Solidário. O valor arrecadado no mês de junho foi de R$ 72.520.16. O valor viabilizará a compra de fraldas geriátricas para os pacientes. 

A entrega foi realizada na unidade do Arco-Mix no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. O cheque simbólico foi dado pelas mãos do gerente do gerente e colaboradores do estabelecimento. 

A importância do Troco Solidário para o HCP

Na campanha Troco Solidário, os clientes da Rede de Supermercados Arco-Mix são convidados pelos operadores de caixa a doar parte do troco das suas compras para o HCP. A cada mês, o hospital define o investimento a ser feito com a doação e, periodicamente, realiza a prestação de contas. Entre outros benefícios, os valores foram utilizados para complementar a aquisição de uma ambulância, compra de computadores, televisores e outros aparelhos, estruturação do setor de telemarketing, melhoria na área de quimioterapia, compra de EPIs (especialmente neste período de pandemia) e roupas para uso das equipes, além do atendimento de várias outras necessidades.

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Após longo período de afastamento devido a pandemia, o Coral Ressoar, idealizado pelo Serviço de Fonoaudiologia do HCP, retomou aos tradicionais ensaios com os pacientes em reabilitação no ambulatório de Cabeça e Pescoço. O retorno marca um momento importante para o coral, que agora conta com um novo músico.

O coral é formado principalmente por pacientes submetidos à laringectomia total, cirurgia de retirada da laringe em que há a perda da voz. A atividade é mais do que um exercício musical, pois funciona como uma terapia de encontro na qual todos se socializam e, juntos, dão um novo sentido à vida depois do câncer. 

Um exemplo disso é o cantor, compositor e paciente HCP, Carlos Constantino, também conhecido como Louro Castro. Em 2017, ele foi diagnosticado com câncer de Laringe em estágio inicial e precisou fazer sessões de radioterapia. Carlos teve sua voz inicialmente comprometida, porém com ótimos resultados após reabilitação.

"É uma felicidade muito grande pra poder estar com todas essas pessoas, entre os profissionais da fonoaudiologia e pacientes. A música já tinha uma importância muito presente em minha vida e isso não mudou, muito pelo contrário", conta. Carlos Antônio jé superou o câncer e não teve a voz comprometida, como é o caso de muitos pacientes que passam pela retirada da laringe e todo o processo de reabilitação.

Além de pacientes, o coral é composto por voluntários e profissionais da fonoaudiologia. Para Erika Espíndola, responsável por conduzir o coral desde o início, a pandemia foi um período de muita ansiedade pela volta do Coral Ressoar. Segundo ela, é um trabalho que devolve a autoestima e a capacidade da comunicação.

"É muito gratificante ver os pacientes cantando e alegres. Passamos por dois anos parados e não víamos o momento desse retorno acontecer. Esse é um trabalho que faz parte da reabilitação ao paciente e mostra que ele podem cantar mesmo após do câncer de laringe. 

De pai para filho

No Coral Ressoar o que não faltam são histórias de superação e de amor, como a Gabriel Lira, músico de 17 anos que toca no grupo musical desde que decidiu assumir o lugar do pai. O pai dele, Paulo Bezerra de Lira, tocou violão no coral por muitos anos de forma voluntária. Em 2021, ele faleceu em decorrência da covid-19 e deixou um importante legado para Gabriel. 

"Foi uma decisão minha em dar continuidade ao trabalho voluntário que meu pai sempre fez, com muito amor e dedicação", diz Gabriel. Os ensaios acontecem na capela do HCP, e Gabriel também participa das missas. "Para mim, é uma honra ocupar o lugar do meu pai", completa.

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O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) deu início ao processo de implantação da ISO 9001, um sistema de gestão da qualidade voltado a garantir a otimização de processos e maior agilidade no desenvolvimento do serviço afim de melhorar o desempenho, satisfazer o cliente e alcançar a excelência no serviço presta. Inicialmente direcionado para a radioterapia, um dos principais serviços do hospital, o projeto teve seu start oficial em encontro realizado no dia 07 de julho, com a presença dos gestores. A implantação é encabeçada pelo setor da Qualidade, com consultoria da RRC Gestão, e com recursos captados pela Equipe de Convênios e Projetos. 

A norma estabelece requisitos que visam aprimorar a gestão da organização. Com a norma implementada é possível promover maior agilidade na produção ou prestação de serviços, buscar a excelência nos processos internos de trabalho e uma maior satisfação dos clientes. “Estamos muito felizes com esse novo passo que o HCP está dando para alcançar a excelência na oncologia. Estamos iniciando com a radioterapia, um importante serviço da nossa instituição, mas já estamos vislumbrando a certificação para outros setores, como a quimioterapia”, destaca o superintendente de controladoria, Josenildo Sá. 

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“A radioterapia do HCP tem um histórico de superações e crescimento contínuo nesses seus anos de implantação. Foi uma longa jornada até chegarmos ao que temos hoje, o que também será melhorado com a chegada do novo acelerador linear. A ISO 9001 vem para coroar o serviço. Nossa equipe está pronta para abraçar esse grupo de trabalho, implantar as ações necessárias e conseguir essa certificação”, deseja a dra. Ana Luiza, coordenadora do departamento. Em 2021 a radioterapia foi responsável por mais de 2.500 procedimentos. 

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A ISO 9001 é a norma mais conhecida e mais adotada por organizações de sucesso em todo o mundo. Qualquer empresa, independentemente de seu porte ou segmento, pode implementar esta norma e alcançar a certificação. “Estaremos juntos nessa caminhada, em toda a trilha até a certificação. O projeto consiste na implantação dos requisitos da norma ISO 9001 no setor de radioterapia. Tal implantação permitirá a organização requerer certificação externa ao final do projeto junto ao órgão competente. São vários os benefícios, incluindo maior credibilidade junto ao mercado, melhoria na prestação dos serviços, maior agilidade na tomada de decisões, redução de desperdícios, maior organização e padronização do trabalho. Para isso, precisamos do engajamento e envolvimento de todos”, reforça Romero Lincoln, diretor e especialista em gestão da RRC Gestão.  

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A campanha nacional Julho Verde, criada em atenção aos cânceres que acometem a região da cabeça e pescoço, também está na programação do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Referência em tratamento oncológico, a instituição lança neste mês uma série de conteúdos sobre o tema com o objetivo de alertar a sociedade sobre os riscos dessas doenças. Neste ano, o mote da campanha do HCP é Câncer de Cabeça e Pescoço: previna, detecte, trate e cure. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os cânceres de cabeça e pescoço são o quinto tipo de maior incidência entre homens e mulheres no Brasil. 

O termo câncer de cabeça e pescoço é utilizado para o conjunto de tumores que se manifestam na face, boca, laringe, faringe, glândulas parótidas, glândulas salivares, tireoide, e ossos da cabeça e pescoço, portanto, mexem com a estética facial, a deglutição, a alimentação e a voz do paciente. Por ter sintomas parecidos com outras condições clínicas, como aparecimento de um nódulo, uma ferida que não cicatriza, dor de garganta que não melhora, dificuldade para engolir e alterações na voz ou rouquidão, muitas vezes os sintomas são negligenciados. Cerca de 76% dos casos de câncer de cabeça e pescoço, segundo o INCA, são diagnosticados tardiamente, aumentando as possibilidades de sequelas no paciente, além de elevar a taxa de mortalidade. 

O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. “Para a detecção precoce é importante ter atenção aos sintomas e realizar acompanhamento médico e odontológico frequentemente. Os profissionais são os mais indicados para a identificar o câncer no estágio inicial”, alerta o coordenador e cirurgião do serviço de cabeça e pescoço do HCP, dr. Luiz Mário. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) indica que a detecção precoce desse tipo de câncer pode alcançar até 90% de cura se tratado precocemente. No Brasil, o cenário para o câncer de cabeça e pescoço é preocupante. São registrados cerca de 41 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer. No entanto, o diagnóstico e o tratamento tardio ainda estão entre os principais entraves para o enfrentamento da neoplasia que, apenas em 2019, acometeu mais de 13 mil brasileiros.

Historicamente esses cânceres estão ligados ao consumo do tabaco e álcool, má condição de higiene oral, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) e a exposição ao sol. A prevenção primária se enquadra em evitar os fatores de risco: não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso e não praticar sexo oral sem proteção. Manter hábitos saudáveis, uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista podem propiciar diagnósticos em estágios mais iniciais e garantir o sucesso do tratamento. A vacina contra o HPV está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Ela combate os quatro tipos de vírus (6, 11, 16 e 18). Os tipos 16 e 18 são os mais relacionados ao câncer de colo uterino e de cabeça e pescoço.

 A maioria dos tumores de cabeça e pescoço têm como tratamento a cirurgia, mas em alguns casos, dependendo da gravidade do tumor, pode-se optar pela quimioterapia, a radioterapia ou a associação de ambos. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, levam os pacientes a precisarem de acompanhamento com fonoaudiólogos, enfermeiros e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados.  

 

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Nesta terça-feira (28) o Hospital de Câncer de Pernambuco recebeu o troféu pelo prêmio Marcas Que Eu Gosto, da Folha de Pernambuco. Comemorações não faltaram durante o dia de ontem que se iniciou com a entrega oficial do troféu na biblioteca. Mariana Costa, diretora administrativa, Tânia Campos, gerente comercial e Ivoni Palácio, gerente administrativa, deram o prêmio em mãos em nome da Folha de Pernambuco. 

O reconhecimento dado ao HCP como a organização filantrópica mais lembrada pelos pernambucanos veio através de uma pesquisa realizada pelo jornal. Para Dr. Hélio Fonseca, superintendente geral da instituição, o prêmio representa uma valorização pelo trabalho desenvolvido por todos que compõem o HCP.

"São aproximadamente dois mil colaboradores, e eu tenho a gratidão muito grande por tê-los aqui no hospital fazendo um trabalho de dignidade, respeito e acolhimento aos pacientes que procuram a nossa instituição", agradeceu. 

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Após a entrega simbólica, a celebração se estendeu até o refeitório, onde houve o almoço especial para os funcionários e discursos de gratidão de Dr. Hélio e dona Maria da Paz, presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pernambuco.

"A Rede Feminina só tem a agradecer a todo povo pernambucano e a todos vocês, colaboradores do deste lugar trabalha para salvar vidas e devolvê-las às suas famílias. Só sinto gratidão por esse reconhecimento e por esse momento", declarou a voluntária. 

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