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Trabalho sobre câncer de pênis é premiado no III Simpósio em Oncologia do HCP

temaslivres1.JPGVencedores dos Temas Livres: Thiago Nascimento (2º lugar), Kelly Santos (1º lugar) e Yves Samary (3º lugar)

O estudo Metástases em Linfonodos Inguinais no Câncer de Pênis: Fatores Prognósticos foi o grande vencedor da categoria Temas Livres do III Simpósio em Oncologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O trabalho vencedor foi desenvolvido por Kelly Monteiro dos Santos, Felipe Dubourcq de Barros e Carolline de Araújo Mariz. “Me sinto honrada em receber esse prêmio e gostaria de agradecer ao HCP a oportunidade de poder divulgar nossas pesquisas para a comunidade acadêmica e científica”, agradeceu Kelly dos Santos.

A premiação, inédita no evento, recebeu mais de 50 trabalhos de profissionais, residentes e estudantes da área de saúde. Deste total, 33 foram selecionados para serem exibidos, em formato de pôster, durante o evento, realizado nos dias 18 e 19 de agosto. Os três melhores trabalhos foram escolhidos para apresentação oral, além de serem premiados.

temaslivres3.JPGApresentação de painel durante III Simpósio em Oncologia

O trabalho intitulado Atividade Citotóxica in vitro da protease fibrinolítica obtida por Mucor subtilissimus UCP 1262 frente a Sarcoma-180, dos autores Marllyn Marques da Silva, Thiago Pajeú Nascimento, Sandrelli Meridiana de Fátima Ramos dos Santos Medeiros, Romero Marcos Pedrosa Brandão Costa, Noemia Pereira da Silva Santos e Ana Lúcia Figueiredo Porto, obteve o segundo lugar.

Por fim, o terceiro lugar ficou com o trabalho Avaliação da acurácia da biópsia de congelação no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), dos autores Yves Renan de Santana Samary, Arthur Lício Rocha Bezerra, Daniela Takano, Nivaldo Sobral de Morais e Rafael Palmeira Santana.

temaslivres.JPGSecretário Estadual de Saúde, Dr. Iran Costa Júnior, analisa painéis dos temas livres

Discussões multiprofissionais são destaque no 3º Simpósio em Oncologia do HCP

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Na programação do III Simpósio em Oncologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), uma área foi dedicada integralmente à assistência multiprofissional. No espaço, que vem crescendo a cada ano, enfermeiros, médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas discutiram e se atualizaram sobre a Oncologia. Organizado pela instituição, o evento ocorreu nos últimos dias 18 e 19 de agosto, no Courtyard by Marriott, em Boa Viagem.

A oncologista Jurema Telles foi a responsável pela abertura da programação. A médica realizou uma palestra sobre Oncogeriatria com ênfase nos cuidados paliativos. “Para que esses idosos vivam mais e com melhor qualidade de vida, o cuidado paliativo deve ser iniciado precocemente, desde o diagnóstico”, afirmou. Dra. Jurema destacou a todo o momento a importância de ouvir o que os idosos dizem e respeitá-los como sujeitos ativos. “Isso é humanização”, disse. 

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Os Cuidados Paliativos e algumas implicações que os cercam, tidas como polêmicas, também foram levantadas, como, por exemplo, quando indicar a paliação dos sintomas. O uso de drogas, como opióides, para o alívio da dor também foi discutido. “Apesar de não considerar um tema polêmico, precisamos ser bastante responsáveis na prescrição dessas drogas”, afirmou o médico dr. Hélio Pinheiro. O discurso dos palestrantes dessa mesa foi único: o cuidado paliativo só existe com a atuação multiprofissional.

A osteonecrose dos maxilares foi outro tema da sala multiprofissional. Nessa mesa, médicos e cirurgiões dentistas discutiram o assunto e as possibilidades terapêuticas de tratamento. Na mesa de mobilização precoce em paciente crítico, o caráter multidisciplinar também ficou bastante evidente: fisioterapeuta, médico, enfermeiro e psicólogo discutiram as perspectivas atuais e as inovações na assistência. Também confirmando o caráter da atuação multiprofissional, a fadiga oncológica foi abordada com o único objetivo: desenvolver estratégias e intervenções para proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes.

Ainda dentro da programação, foram discutidos o uso da realidade virtual no tratamento fisioterápico e a judicialização da saúde no tratamento oncológico. 

 

 

III Simpósio em Oncologia do HCP reúne mais de 300 participantes

3-simposio-5.JPGMais de 300 profissionais e estudantes participaram do III Simpósio em Oncologia (Foto: Gustavo Penteado)

Consolidado como evento no calendário médico pernambucano, o Simpósio em Oncologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) garantiu um recorde de público em sua terceira edição, realizada nos últimos dias 18 e 19. Ao todo, mais de 300 pessoas, entre participantes e palestrantes, compartilharam informações sobre a prática clínica e a abordagem multidisciplinar do tratamento de pacientes com câncer. O evento, que discutiu as inovações relacionadas ao tratamento oncológico, foi realizado no Hotel Courtyard by Marriott, em Boa Viagem.

“É com muita satisfação que recebemos vocês para o 3º Simpósio em Oncologia, que é uma oportunidade para trocarmos experiências e conhecimentos sobre o futuro dos tratamentos oncológicos. Esse evento também vem para consolidar e fortalecer o ensino e a pesquisa dentro da nossa instituição”, declarou o superintendente geral do HCP, dr. Hélio Fonsêca, durante a abertura do evento. Dr. Hélio também agradeceu aos apoiadores e à comissão organizadora do evento.

3-simposio-1.jpgSuperintendente Geral do HCP, dr. Hélio Fonsêca reforçou a importância do evento (Foto: Gustavo Penteado)

Logo em seguida, o superintendente de Ensino e Pesquisa da instituição e presidente do III Simpósio em Oncologia, dr. José Peixoto, apresentou, de forma resumida, os trabalhos que são desenvolvidos pela superintendência. Entre os presentes no evento, a diretora Geral do Hospital da Mulher do Recife (HMR), dra. Isabela Coutinho; a diretora Médica do HMR, dra. Cínthia Komuro; e o superintendente Geral do HCP Gestão, dr. Filipe Bitu.

3-simposio-2.JPGSuperintendente de Ensino e Pesquisa do HCP e presidente do III Simpósio em Oncologia, dr. José Peixoto (Foto: Gustavo Penteado)

A discussão sobre inovações na oncologia foi a primeira palestra do evento, ministrada pelo médico dr. Nelson Teich, fundador e presidente do grupo Clínicas Oncológicas Integradas. Teich abordou as novas tecnologias e o futuro dos sistemas de saúde, passando por pontos expressivos, como a área financeira e como a corrupção pode impactar na área da saúde.

Em seguida, o convidado internacional dr. Renato Martins apresentou a palestra sobre pesquisa clínica. Reconhecido como referência em Oncologia, Dr. Renato é diretor da parte de tumores sólidos do Seattle Cancer Care Alliance, da Universidade de Washington (EUA). Durante sua palestra, o médico ressaltou a importância das pesquisas clínicas para o desenvolvimento de novas tecnologias e apresentou casos concretos de bons resultados obtidos durante a realização desses estudos.

3-simposio-11.JPGDr. Renato Martins, dr. Nelson Teich e dr. Marcelo Salgado durante debate no III Simpósio em Oncologia (Foto: Gustavo Penteado)

Além das palestras com temas independentes, esta edição do evento realizou conferências e mesas, compostas por profissionais de diversas especialidades. A Oncologia Torácica foi uma dessas mesas, por exemplo. Nela, avaliação mediastinal, SBRT e tratamento cirúrgico do câncer de pulmão foram abordados. A imunoterapia, considerada um dos maiores avanços no tratamento oncológico, também foi discutida pelo dr. Renato Martins. O evento apresentou, ainda, um simpósio satélite, que abordou o uso do Rádio-223 em pacientes com metástases ósseas.

Na área da Mastologia, o tratamento de câncer de mama HER2, o tratamento neoadjuvante do câncer de mama triplo negativo e o linfonodo sentinela foram os assuntos discutidos. Nessa mesa, os médicos dr. José Bines e dr. Eduardo Millen, ambos do Rio de Janeiro, foram os palestrantes. A radioterapia em mastectomia subcutânea também foi debatida, dessa vez pelos médicos Cássio Pellizzon, do Instituto A. C. Camargo, e dr. Diego Rezende. Na Urologia, dr. Clóvis Fraga explanou a implementação da cirurgia robótica no Nordeste e as implicações desse tipo de intervenção. Os avanços da medicina nuclear, tumores renais e metastáticos e radioterapia após cirurgia de câncer de próstata também foram discutidos.

A Oncogenética também teve seu espaço no III Simpósio do HCP. Dr. João Bosco, diretor executivo do Genomika Diagnósticos, abordou os testes genéticos e os riscos hereditários para o câncer. Conduzida pelo dr. Vandré Carneiro, a mesa trouxe para o debate aspectos importantes, como a realização do aconselhamento genético sem a disponibilidade do teste molecular. Inclusive, esse serviço é oferecido no HCP e realizado pelo próprio dr. Vandré. O papel das cirurgias ginecológicas redutoras de risco para o câncer também foi discutido. O tema, que veio à tona para a sociedade quando a atriz Angelina Jolie declarou ter passado por uma cirurgia desse tipo, foi apresentado pela dra. Audrey Tsunoda.

3-simposio-8.JPGDra. Audrey Tsunoda abordou papel das cirurgias redutoras de risco (Foto: Gustavo Penteado)

Já discutida em outro momento do simpósio, a cirurgia robótica foi tema da mesa de Cabeça e Pescoço, que contemplou mais duas palestras de dr. Renato Martins: câncer de cabeça e pescoço e da tireoide, ambos metastáticos. As abordagens do tratamento na Oncoginecologia e na Cirurgia Geral também estiveram na programação do Simpósio. 

3-simposio-12.JPGA cirurgia robótica fez parte das discussões da mesa de Cabeça e Pescoço (Foto: Gustavo Penteado)

Crianças do HCP conhecem a magia do Le Cirque Amar

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O circo francês Le Cirque Amar trouxe um pedaço da magia do circo para a criançada do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), na manhã do último dia 9. Na brinquedoteca, espaço de convivência da enfermaria Anjo Rafael, se apresentaram palhaços, malabaristas e contorcionistas. Pipoca e algodão-doce completaram a festa dos pequenos pacientes.

O paciente Lucas de Jesus, de 16 anos, assistiu a tudo de pertinho e se encantou especialmente com o palhaço Moroco, eleito como sua atração favorita. A mãe de Lucas, Lucinete Andrade, que acompanhou toda a diversão, também achou tudo muito bonito. “Isso anima a nossa rotina e faz com que eles fiquem mais próximos da apresentação”, destacou.

A visita a instituições de saúde é um trabalho que o Le Cirque Amar realiza há 15 anos, contou Robert Stevanovich, administrador e acrobata. Para ele, foi gratificante trazer o circo ao Hospital de Câncer de Pernambuco. “O objetivo é levar alegria a crianças que infelizmente não podem ir ao circo. A gente agradece ao HCP por ceder esse espaço”, reconheceu. O acrobata Bobi Zolboo, da Mongólia, concordou: “É sempre bom ver o sorriso da criança, mesmo nas horas difíceis.” 

 

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HMR abre seleção para contratação de profissionais

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As inscrições estão encerradas.

O Hospital da Mulher do Recife abriu processo seletivo para a contratação de 186 novos profissionais, que deverão trabalhar na instituição, que fica localizada no bairro do Curado.  A seleção também se destina a mais 169 vagas para cadastro de reserva. O período de inscrição é de 11/08/2017 a 20/08/2017 e os interessados deverão se inscrever exclusivamente pela internet, neste endereço: http://hcp.org.br/processoseletivo/.

Cada candidato só poderá realizar a inscrição para um único cargo. A seleção dos candidatos será composta por várias etapas de caráter eliminatório: avaliação curricular, avaliação de conhecimentos, entrevista profissional. Os resultados finais serão divulgados no mesmo link da inscrição: http://hcp.org.br/processoseletivo/. Os candidatos classificados em todas as etapas da seleção ficarão no banco de dados e serão convocados de acordo com a abertura dos serviços e/ou necessidade do hospital.

Unidade da Prefeitura do Recife, o Hospital da Mulher está sob administração do HCP Gestão, a OS (Organização Social de Saúde) do Hospital de Câncer de Pernambuco.

 

Casal de voluntários celebra casamento no HCP

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O amor surge nos lugares mais inesperados. A história do casal Welna Rousy e Lucas Apolinário é um exemplo disso. O sentimento entre os dois surgiu nos corredores do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), enquanto dra. Chuchu e dr. Apô, como são conhecidos, ofereciam, sem pedir nada em troca, sorrisos e conforto aos pacientes do Hospital. Nasceu na Enfermaria São Lucas 1º, em um gesto de coragem e um inspirado pedido de namoro por parte de Lucas. E se consolidou em frente à Capela do HCP, tendo pacientes como testemunhas de um pedido de casamento inesperado. E, no mesmo lugar, no último dia 25 de julho, eles disseram sim para dividir a vida juntos – em uma cerimônia repleta de narizes de palhaços e muita emoção.

A paixão de Welna pelo trabalho voluntário nasceu há sete anos, quando ela fundou o grupo Doutores da Felicidade. Dentro do HCP, eles fazem trabalhos de palhaçoterapia com os pacientes que estão internados. Lucas veio para o grupo alguns anos depois. E foi o amor em servir ao próximo que fez com que eles se aproximassem. O HCP, como eles fazem questão de dizer, virou a segunda casa do casal. “Tudo aconteceu aqui dentro do HCP. Por isso escolhemos esse lugar para celebrar a nossa união”, comentou Lucas. A lista de presentes de casamento repassada aos convidados, aliás, tinha apenas um item: pacotes de leite para o HCP.

Embora a roupa escolhida para o casamento tenha sido tradicional, a maquiagem dos dois chamou a atenção de quem estava nos arredores da Capela. O casal, assim como padrinhos e alguns convidados, participou da celebração com o rosto pintado e um nariz vermelho: o símbolo máximo do que escolheram ser. “Foi mais do que um sonho, porque estar aqui neste hospital é a nossa realidade, é a nossa alegria, é a nossa vida”, disse Welna. “Foi uma emoção imensa vermos não só nossos familiares e amigos de longa data, mas também os amigos que fizemos aqui, que trabalham conosco, e os nossos pacientes”, reforçou Lucas.

Após a cerimônia, já durante a chuva de arroz, a homenagem aos noivos veio em forma de música, entoada por todos os voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer, em um gesto de agradecimento por todo serviço prestado pelos Doutores da Felicidade. No mesmo dia, mais de 250 pacotes, latas e caixas de leite, além de outros alimentos, foram entregues ao HCP. A campanha, agora, segue até o fim do ano fora dos muros da instituição: acontecerá em escolas, nas ruas, em todos os lugares aonde o casal for. O amor surge nos lugares mais esperados. A história de dra. Chuchu e dr. Apô é a prova disso.

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HCP abre processo seletivo para estágio em Fonoaudiologia

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O Hospital de Câncer de Pernambuco abriu processo seletivo para estágio extracurricular não remunerado em Fonoaudiologia. Podem participar da seleção estudantes de graduação que estejam cursando o 7º ou o 8º período e estudantes de pós-graduação na área. O estágio tem duração total de três meses. As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de agosto, mediante o envio do currículo e a declaração da matrícula para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

No total, estão sendo oferecidas duas vagas. O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 29 de agosto. O processo seletivo é composto por duas fases: análise do currículo e documentos que comprovem o vínculo com faculdade/universidade e entrevista com a coordenação do serviço.

O serviço de Fonoaudiologia do HCP atua na assistência especializada ao paciente oncológico e é considerado referência na reabilitação da fala, da voz, respiração mastigação e deglutição, entre outros. Os aprovados acompanharão a rotina dos profissionais e deverão apresentar um estudo de caso no fim do estágio.

 

Câncer de testículo: uma doença rara, mas que precisa ser lembrada

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Um teste antidoping de rotina realizado pelo jogador de futebol Ederson, do Flamengo, revelou algo inesperado: um câncer de testículo. A doença, que representa apenas 5% do total de casos de câncer entre homens, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), surge de modo lento e, na maioria das vezes, indolor. Por isso, estar atento aos sintomas pode garantir o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura.

O aumento gradativo e indolor do testículo é o principal sinal da doença. “Esse aumento também vem acompanhado de uma sensação de peso e do endurecimento do órgão. Na existência de uma dessas situações, ou do surgimento de nódulos, é importantíssimo que o paciente procure um urologista o mais rápido possível”, explica o coordenador do Serviço de Urologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), dr. Rômulo Vasconcelos.

A idade do surgimento desses sintomas também pode ser um indicativo da doença. Isso porque, diferentemente de outros tipos de tumores urológicos, como os que atingem a próstata e a bexiga, que ocorrem com mais frequência a partir dos 50 anos, o câncer de testículo é mais comum entre adolescentes e homens no fim da fase adulta. A maior incidência ocorre em homens com idade entre 15 e 50 anos, com pico por volta dos 30 anos. “Isso faz com que tenhamos uma atenção maior para homens nessa faixa etária”, reforça o médico.

Embora não existam formas de se evitar o câncer de testículo, algumas condições estão associadas ao surgimento da doença. É o caso da criptorquidia, quando o órgão não completa seu deslocamento para a bolsa escrotal durante a fase de formação da criança, e de exposição a substâncias radioativas e tratamentos quimioterápicos. “É por isso que o diagnóstico precoce é essencial. A chance de cura, nesses casos, é maior que de 90%. De modo geral, é um câncer de bom prognóstico”, afirma o urologista.

De acordo com dr. Rômulo, o diagnóstico do câncer de testículo é feito de forma simples. Quando existe a desconfiança, o médico solicita um exame de imagem e a dosagem de algumas substâncias – entre elas, o HCG, cujo valor alterado chamou a atenção dos médicos do meia Ederson. “O HCG é um dos marcadores do câncer de testículo. Com o resultado desses exames, o médico consegue chegar na condição de indicar a pesquisa do câncer, seja com a biópsia testicular transoperatória ou com a orquiectomia, que é a retirada do testículo”, comenta.

O procedimento cirúrgico é indispensável para definir se o tumor é maligno e, em caso positivo, qual o melhor tratamento para o paciente. “Em cerca de 90% dos casos, a cirurgia é a única intervenção necessária”, ressalta o urologista. Em situações mais graves podem ser necessários tratamentos adicionais, como a quimioterapia, a radioterapia ou cirurgias complementares.

O médico enfatiza, ainda, que o câncer de testículo não está relacionado a situações como impotência, infertilidade, disfunção erétil por questão hormonal, alteração da libido e incontinência urinária. “Desde que o paciente cuide da saúde dele, ele não terá problemas, porque um único testículo saudável consegue suprir todas as necessidades hormonais”, frisa. 

Médico boliviano é recepcionado no HCP

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Mais de cinco mil quilômetros separam as cidades de Recife e de La Paz, na Bolívia. A distância, no entanto, não foi um empecilho para que o dr. Aparício Flores viesse para o Brasil em busca de conhecimento. Há pouco mais de um mês, o ortopedista boliviano desembarcou na capital pernambucana e chegou ao Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) com um único objetivo: estudar no Serviço de Ortopedia Oncológica da instituição, considerado referência no Nordeste.

Formado há 12 anos pela Universidade Maior de San Andrés, na capital boliviana, dr. Aparício atua no Hospital Materno Infantil de La Paz. Lá, todos os meses, recebe novos pequenos pacientes com tumores. Como não há ortopedistas especializados em oncologia na cidade, que concentra mais de 1,5 milhão de habitantes, a amputação de membros acaba sendo o único tratamento possível para os pacientes. E é justamente essa realidade que dr. Aparício quer modificar. “Eu acredito que existem outras opções”, enfatiza.

Em uma carta enviada para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), dr. Aparício expressou sua vontade de vir para o Brasil estudar ortopedia oncológica. O pedido chegou ao coordenador do serviço de Ortopedia Oncológica do HCP, dr. Marcelo Souza. Com o aval da instituição, o médico boliviano está cursando, desde junho, um Estágio de Especialização. Em meados de 2018, dr. Aparício retornará para a Bolívia com uma declaração em mãos, explicando tudo que aprendeu aqui.

Durante esse tempo, ele irá acompanhar toda a rotina do serviço, desde os atendimentos ambulatoriais até as cirurgias, e poderá aprender com os seus colegas de profissão e com os profissionais da equipe multiprofissional. “Com essa experiência, ele irá mudar a história da Ortopedia Oncológica de La Paz. Nós temos o prazer de colaborar”, ressalta dr. Marcelo.

Dr. Aparício diz que a infraestrutura oferecida pelo HCP para os pacientes de câncer ósseo fez com que, mesmo em pouco tempo, ele já tenha aprendido muito sobre o manejo dos pacientes, as práticas clínicas e o tratamento oncológico. “Em La Paz, não temos nenhum leito destinado exclusivamente para os pacientes com câncer. Como podemos aprender dessa forma? Aqui, são quinze leitos e vários pacientes, todos os dias”, pontua.

A escolha de vir para o Brasil, no entanto, não foi uma decisão fácil. Além do calor do Recife e da diferença entre os idiomas, o médico de 46 anos tem um desafio maior para enfrentar: a distância da família, que ficou na Bolívia. Casado e com três filhas pequenas – a menor tem apenas um ano de idade, nasceu aos cinco meses de gestação e precisa de cuidados médicos diários –, o médico boliviano precisar lidar com a saudade de casa. “A coragem de vir para o Brasil veio de Deus. A minha única motivação é a vontade de aprender. Quero ajudar os meus pacientes de alguma forma”, finaliza.

 

 

Associação Câncer Boca e Garganta conhece o HCP

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O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu, na manhã desta segunda-feira (17), a visita de representantes da Associação Câncer Boca e Garganta (ACBG), organização não governamental que atua em prol dos pacientes de tumores de boca e garganta. Fundadores e voluntários da associação, a ex-paciente de câncer de laringe, Melissa Medeiros, e seu filho, Gabriel Marmentini, saíram de Santa Catarina e seguem em campanha conhecendo os hospitais de referência e centros especializados no tratamento de câncer em todas capitais do Brasil – cerca de 40 unidades de saúde no total.

As visitas são parte do projeto Rede+Voz, cujo objetivo é promover a inclusão, a disseminação de informação e a aproximação das instituições de tratamento oncológico no País. No HCP, o grupo conheceu os serviços de Nutrição, Psicologia, Odontologia, Fonoaudiologia e Cabeça e Pescoço. A coordenadora do serviço de Fonoaudiologia do HCP, Roberta Borba, acompanhou toda a visita. “É uma mobilização nacional com hospitais de referência que atendem esse tipo de câncer, e, para integrar as ações com esses centros, nós abrimos as portas do nosso serviço”, explicou.

 

 

Avenida Cruz Cabugá, 1597, 50040-000, Santo Amaro - Recife - PE
Ligue: (81) 3217-8000
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