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A manhã desta quarta-feira (19) foi de muito pé de serra no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). A equipe multiprofissional da instituição preparou um completo arraial nos Cuidados Paliativos, com direito a música e quadrilha junina. A animação foi tão grande entre pacientes e acompanhantes que a festa se ampliou para outras enfermarias e nos ambulatórios.  “Esses eventos tem o objetivo de trazer alegria para os pacientes e seus acompanhantes, além dos próprios funcionários. O São João tem uma força cultural muito grande e não poderíamos deixá-los de fora dessa festa. A animação era tanta que levamos a comemoração para todo HCP”, destaca Maria Filgueira, assistente social da instituição. 

A música ficou por conta do grupo Forro Parati, do município de Ipojuca, trio composto por sanfona, zabumba e triângulo. “Sempre quisemos participar de ações como essas. Entregar música e receber tamanha alegria, não tem preço”, destaca o músico Franklin Barbosa. A quadrilha junina foi formada por integrantes do Espaço Renascer, projeto que acolhe de forma humanizada e multidisciplinar mulheres que em algum momento da vida foram diagnosticadas com câncer de mama. Nesse espaço, as pacientes se reúnem para praticarem exercícios físicos e participarem de dinâmicas, palestras com profissionais e momentos de meditação, respiração e relaxamento, uma vez por semana, no HCP.  

 

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Na última quarta-feira (12), data em que é comemorado o Dia dos Namorados, a Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer, grupo de voluntários que atuam no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), promoveram a ação “Cuide bem do seu amor”. Criada há cinco anos, a atitude buscou estimular os casais a declararem o amor que tem um pelo outro, com o objetivo de incentivar pacientes e acompanhantes a demonstrarem a importância da presença e do cuidado do parceiro em suas vidas, principalmente durante a luta contra o câncer. “Infelizmente, a incidência do abandono ainda é grande. No momento que a pessoa se vê doente e sem o apoio do parceiro, ela tende a não melhorar e se entristecer. Através dessa atitude queremos mostrar para todos que o amor é o melhor antidoto para curar qualquer doença”, destaca Maria da Paz, presidente estadual da Rede Feminina.

 A ação, cheia de emoção, aconteceu ao som de forró pé de serra, com a participação voluntária dos grupos Forró do X, Nerynho do Forró e Asas do Forró. Ainda ocorreu a distribuição de chocolates para os pacientes e acompanhantes que estavam nos ambulatórios.

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O tabagismo é uma doença, caracterizada pela dependência de nicotina, e tem relação com diversos males, dentre eles vários tipos de câncer, como o de pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo, representando cerca de 13% do total de mortes que acontecem no país. Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco 23.762 são de câncer de pulmão e, 26.651 por outros tipos de cânceres. Com o objetivo de fazer esse alerta sobre o tabagismo e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de pulmão, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) entra na campanha “Junho Branco” – de combate a doença. 

O câncer de pulmão é um tumor caracterizado pelo crescimento desordenado de células malignas, que podem aparecer desde a traqueia até a periferia do pulmão, e subdividem-se de acordo com o tipo de células afetadas - câncer de células não-pequenas, mais comuns, e câncer de células pequenas, mais raros e com o comportamento mais agressivo. Além do tabagismo, causa mais comum desse câncer (90%), outros fatores podem desencadear a doença, como a inalação de poeira e agentes químicos, o fumo passivo (inalação da fumaça de derivados do tabaco), entre outros. Segundo o INCA, o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e o quarto mais comum em mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma); No mundo, é o primeiro em mortalidade desde 1985. 

“Os sintomas estão relacionados com a localização e o tipo de tumor, porém podemos destacar os mais comuns, como tosse, dispneia (falta de ar), dor torácica continua, inchaço no pescoço ou na face, perda de peso sem motivo, rouquidão por mais de uma semana, pneumonias recorrentes e presença de sangue ao escarrar”, explica dr. Guilherme Costa, médico pneumologista e assessor da Superintendência de Ensino e Pesquisa (SEP) do HCP. Os sintomas geralmente são mais frequentes no estágio avançado da doença, onde em alguns casos já se espalhou para outros órgãos (metástase). Os sintomas também são comuns em diversos problemas de saúde associados ao pulmão, o que dificulta o diagnóstico precoce e diminui consideravelmente as chances de cura.  Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56% - dados INCA.

O diagnóstico da doença é feito através da biopsia, após suspeita levantada por exames como o raio-X do tórax e a tomografia computadorizada. “O tratamento para o câncer de pulmão está relacionado com o seu estágio e as condições do paciente, podendo ser tratado com quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia, nessa última, onde ocorre a retirada do tumor e dos linfonodos próximos ao pulmão”, destaca dr. Rodrigo Pinto, médico oncologista clínico e gerente médico do HCP. Segundo o INCA, cerca de 20% dos casos são passiveis de tratamento cirúrgico. Porém, na grande maioria (80-90% dos casos), a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, devido a descoberta tardia e o estágio avançado da doença. “A melhor prevenção continua sendo evitar o uso de derivados do tabaco”, destaca dr. Rodrigo Pinto. 

 

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Uma pesquisa de grande impacto, com capacidade de sugerir mudança no procedimento clínico adotado como padrão no tratamento de pacientes oncológicos, foi realizada no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) através do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia da instituição em parceria com o A.C Camargo Cancer Center. Por meio de um Ensaio Clínico, um dos tipos de estudo de maior relevância dentro da ciência, o cirurgião oncológico Vandré Carneiro propôs uma nova forma de tratamento para pacientes com câncer de colo de útero em fase inicial. Os resultados parciais da tese de doutorado foram defendidos pelo médico em abril, e apontam para conclusões satisfatórias que consolidam ainda mais o HCP como uma instituição de referência no campo do Ensino e da Pesquisa.

"O Ensaio Clínico é um estudo com grande repercussão no campo do conhecimento científico atual, porque é quando testamos um tratamento. É por meio do Ensaio Clínico que se consegue os maiores níveis de evidencia que mudam a conduta dentro da medicina. Então nosso estudo tem esse grande fator favorável, é um estudo que tem esse mérito", aponta o médico a respeito de sua pesquisa, que propõe uma cirurgia menos radical para pacientes com câncer de colo de útero em estado inicial do que a que hoje é considerada padrão no tratamento do tumor. "A ideia foi justamente propor o tratamento dessas mulheres através de uma cirurgia menor, que é uma cirurgia que já é feita em outras condições, principalmente para pacientes com doença benigna, mas que não é preconizada para essas mulheres com câncer de colo uterino", explica.

O estudo foi realizado com 40 pacientes diagnosticadas com a doença em fase inicial. Metade delas foi submetida à cirurgia preconizada para este tipo de tumor, enquanto as demais foram submetidas à cirurgia proposta, chamada de braço experimental. A escolha do tipo de tratamento a ser executado foi feita por meio de um sorteio aleatório, o que caracteriza um estudo randomizado. Coordenada pelo HCP, a pesquisa envolveu quatro instituições, onde foram realizados os procedimentos: o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), a Santa Casa de Misericórdia em Alagoas e o A.C. Camargo Cancer Center. "É de grande impacto a realização de um ensaio clínico que envolva mais de uma instituição. Temos pouquíssimos estudos desses realizado em nosso país de uma forma geral, principalmente na região Nordeste", destaca dr. Vandré.

Embora os níveis de evidência ainda não sejam suficientes para comprovar a hipótese de que a cirurgia proposta possui os mesmos resultados oncológicos, os resultados parciais alcançados revelam a eficácia desse tratamento. Como pontua o médico, "Ainda temos um segmento muito curto de 16 meses. Como o objetivo principal é ver se houve ou não o retorno da doença, é interessante que a gente tenha um segmento de pelo menos 3 anos. Mas os resultados parciais mostram que a cirurgia proposta é segura e eficaz do mesmo jeito que a cirurgia padronizada. Então, a cirurgia experimental, que é a causa do nosso estudo, parece, sim, ser tanto segura quanto eficaz em relação a cirurgia que é feita em todo o mundo atualmente", explica, "É uma estratégia que pode beneficiar muitas mulheres, evitando uma cirurgia maior e trazendo os mesmos resultados oncológicos".

Câncer de colo de útero

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. O tumor está associado à infecção pelo papiloma vírus, conhecido como HPV. As estimativas do INCA apontam para 6.030 novos casos na região nordeste, onde o tumor ocupa o segundo lugar de mais frequente entre pessoas do sexo feminino. No HCP, instituição que é referência em tratamento oncológico no Estado de Pernambuco, foram diagnosticados 608 novos casos no ano de 2016, segundo o Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer.

 

 

*Vandré Carneiro é cirurgião oncológico, coordenador do departamento de cirurgia pélvica do Hospital de Câncer de Pernambuco e coordenador da residência de cirurgia oncológica do IMIP. Atua também como médico assistente do Núcleo Especializado em Oncologia e Hematologia (NEOH) e da Oncologia D'or, além de ser diretor do Programa de Câncer Hereditário do HCP, IMIP e Secretaria Estadual de Saúde e doutor em oncologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia do HCP parceria com o A.C Camargo Cancer Center.

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Agora os pacientes do ambulatório de Pediatria do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) já podem esperar pela consulta em um ambiente mais acolhedor e aconchegante, isso porque o setor ganhou um ambiente de convivência na área externa, graças a uma doação do Grupo Pichilau, proprietários de uma rede de postos de gasolina. A inauguração oficial do espaço aconteceu nesta sexta-feira (24). 

A reforma, avaliada em R$ 40 mil, foi um dos projetos apresentados pelo HCP ao Grupo Pichilau. Sensibilizados pelo fato das crianças e acompanhantes não terem um espaço específico para aguardar o atendimento médico, aceitaram financiar 100% da obra, muito acima do que eles tinham previsto inicialmente. A iniciativa partiu de Regina Fonseca Lins, sócia e presidente do grupo. "No Dia das Crianças sempre promovemos eventos nas unidades, com a distribuição de brindes para clientes que abasteciam conosco nessa data. Percebemos que, somente com a compra de parte do material dos brindes, gastaríamos R$ 20 mil. Então, resolvemos doar esse valor para o HCP. Já me sinto uma madrinha desse espaço, até o final do ano pretendemos promover outras melhorias por aqui, como agregar uma cobertura e ventiladores nessa praça”, explicou.

O Grupo já é parceiro do Hospital de Câncer há bastante tempo, realizando doações pontuais em datas comemorativas, por exemplo, e desde o ano passado destina mensalmente de R$8 mil a R$ 10 mil para a instituição através da campanha que doa R$ 1 para a Rede Feminina de Combate ao Câncer a cada litro de aditivo vendido nos postos. O valor é convertido em produtos como suplementos e bolsas de colostomia. “É uma alegria para toda a equipe do Hospital de Câncer poder inaugurar esse espaço, a instituição precisa desses grandes apoiadores para oferecer sempre a melhor estrutura para os nossos pacientes. Esperamos que a iniciativa do Grupo Pichilau possa incentivar outras instituições a colaborarem”, espera Hélio Fonsêca, superintendente geral do HCP.  Atualmente o Hospital de Câncer de Pernambuco atende mais de 50% dos pacientes oncológicos do Estado. 

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Iniciativa do consulado americano no Recife, em conjunto ao Departamento de Comercio da Virgínia, nos Estados Unidos - EUA, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu, na última quinta-feira (23), a visita de duas instituições de grande representatividade dentro das suas áreas, a Dilon Technologies, empresa desenvolvedora de sistemas de imagem para o diagnóstico precoce de doenças e aplicações cirúrgicas; e a Harris Healthcare, empresa de tecnologia da informação responsável pela criação de softwares hospitalares. As duas instituições buscam expandir seus projetos para o mercado brasileiro e enxergam no HCP, instituição de referência no combate ao câncer, uma oportunidade de parceria.  

Kevin McNeil, diretor de venda institucional da Dilon, veio pessoalmente conhecer o HCP. "Estamos no Brasil para observar o comportamento de mercado e buscar instituições parceiras para essa expansão. O Hospital de Câncer, por sua importância no tratamento oncológico e pela necessidade em agregar novas tecnologias para auxiliar no atendimento ao paciente, poderia ser o nosso ponto de entrada no Brasil. Estamos visitando algumas instituições e entendendo de que maneira esse trabalho pode ser feito", explicou. Para atuar no país, a empresa ainda espera que a documentação seja aprovada no Inmetro e, consequentemente, na Anvisa. A companhia é criadora da Dilon Molecular Breast Imaging System - procedimento de imagens moleculares da mama (MBI / BSGI), que auxilia na detecção precoce e no tratamento do câncer de mama. Já utilizado em instituições médicas nos EUA e outras localidades, como a Europa, por exemplo, o equipamento comprovou a detecção de cânceres perdidos por mamografia e ultrassonografia, levando a menos biópsias benignas do que a ressonância magnética.

Frank Johnson, responsável pelo setor de crescimento e estratégia, e Ryan Brunswick, gerente de parceria e estratégia, representaram a Harris Healthcare, detentoras de um software de prontuário eletrônico e aplicativo hospitalar. A empresa também busca entrar na América do Sul e para tal estão no Recife em busca de empresas que colaborem com essa missão. Atualmente, a marca está presente na América do Norte, Europa, Ásia e Austrália.

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As duas empresas foram recebidas na superintendência do Hospital de Câncer de Pernambuco. Após assistirem uma apresentação sobre a instituição, puderam fazer uma visita às instalações. Estiveram presente o superintendente geral, dr. Hélio Fonsêca; o superintendente técnico, Fábio Malta; a superintendente administrativa, Cláudia Barbosa; o gerente da oncologia clínica, dr. Rodrigo Pinto; a gerente de marketing e captação de recursos, Mariana Neves; a supervisora de captação de recursos, Carla Andrade; e o gerente de tecnologia da informação, Abílio Correia;

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Há diferença entre a expressão de proteínas em células do sistema imunológico de pacientes com câncer de pênis e de pessoas sem a doença. Esse foi o resultado da tese de Doutorado do oncologista clínico Felipe Marinho, defendida na última segunda (13) através do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia do Hospital de Câncer de Pernambuco, realizado em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center.

A descoberta foi feita por meio de um estudo realizado entre março de 2015 e dezembro de 2017 com 38 pacientes da instituição diagnosticados com câncer de pênis. "Ao aceitarem participar da pesquisa, os pacientes dispuseram parte do material do tumor retirado e foi feita uma coleta de sangue com eles. Também convidamos 15 pessoas que não estavam doentes para fazermos a comparação", explicou o oncologista, "Dessa forma, todo o material foi analisado e fizemos nossas conclusões", disse.

A pesquisa também analisou, correlacionando o tamanho do tumor e a presença de invasão perineural – conhecidos fatores prognósticos –, à expressão das células do sangue de pessoas com tumores de pênis mais agressivos em comparação aos pacientes com tumores menos agressivos. "As alterações estavam mais expressas nas proteínas das células do sistema imunológico em tumores maiores e com a invasão perineural, que traz um prognóstico pior", pontuou dr. Felipe Marinho.

O câncer de pênis está associado a fatores como a higiene íntima do homem, estreitamento do prepúcio, infecção pelo vírus HPV e a doenças como fimose, atingindo principalmente homens com idade a partir dos 50 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor é raro, representando 2% dos tipos de câncer que atingem o sexo masculino. Apesar disso, a doença apresenta grande incidência nas regiões Norte e Nordeste do país.

De acordo com os dados do Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer do HCP, no ano de 2016, foram diagnosticados 33 novos casos na instituição, que é referência em tratamento oncológico no Estado de Pernambuco. "É uma doença que é muito mais incidente na nossa região, e, mesmo assim, é extremamente negligenciada. Na grande maioria das vezes, quando a gente compara com outros cânceres, é uma doença que não tem tantas publicações, o que traz uma grande importância para a pesquisa", destacou o médico.

*Felipe da Silva Marinho é Oncologista Clínico e Preceptor da residência médica do serviço de oncologia clínica do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e do Instituto de Medicina Integrada de Pernambuco (IMIP). Atua também como Oncologista Clínico do Grupo Oncoclínicas e é doutor em oncologia pelo Hospital de Câncer de Pernambuco.

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O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu mais uma doação através da campanha "Troco Solidário", idealizada pela rede de supermercados Arco-Mix. O total arrecadado em abril somou R$ 29.817,91 e contribuirá para o tratamento de mais de 50% dos pacientes oncológicos do Estado. Na ação, os clientes da rede são estimulados pelos caixas dos supermercados a contribuir doando as moedas do troco ou, se desejar, outra quantia, que sai discriminada no cupom fiscal. A entrega simbólica do valor ocorreu na loja Arco-Mix Camaragibe, na tarde da última terça-feira (14), com a presença da diretoria de marketing da rede, Sandra Guilherme, e da coordenadora de captação de recursos e doações do HCP, Norma Bravo.

Iniciada em novembro de 2018, o Troco Solidário já destinou quase R$ 200 mil ao HCP. "Temos a possibilidade de ajudar com ações simples e estamos fazendo isso, com a colaboração dos nossos funcionários e clientes. Esperamos, com este exemplo, motivar outras empresas a fazerem o mesmo", disse Sandra Guilherme, diretora de Marketing da rede. O grupo Arco-Mix já é um parceiro antigo do HCP. Todos os anos, por exemplo, a rede de supermercados realiza a Gincana do Bem entre seus funcionários em suas 19 lojas e arrecada alimentos para a instituição.

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Um modelo de cuidado focado na assistência integral e personalizada. Essa é a função do Hospital-Dia dos Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), projeto que promove atendimento ambulatorial e humanizado aos pacientes oncológicos que estão em cuidados paliativos e de fim de vida. Com o objetivo de apresentar o modelo e torná-lo conhecido a fim de que ele seja incorporado por outras instituições, a Superintendência de Ensino e Pesquisa do HCP esteve reunida, na última terça (07), com integrantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e com a equipe multidisciplinar do projeto.

Na visita, a estrutura do serviço foi mostrada, bem como os benefícios desse modelo, que amplia a capacidade de atendimento, abrangendo maior quantidade de pacientes a serem assistidos de forma integral. Além disso, o Hospital-Dia possui o diferencial de reduzir a necessidade de hospitalização do paciente que está em cuidados paliativos, proporcionando a ele e a sua família melhor qualidade de vida.  "Com o Hospital Dia conseguimos o índice de 32,4% de pacientes que chegaram ao fim da vida no conforto de casa, recebendo o acolhimento da própria família. A ideia é justamente desospitalizar o paciente, para que ele sinta a sensação de que pode ir pra casa", destacou o Superintendente Técnico do HCP e Coordenador do Serviço de Cuidados Paliativos, doutor Fábio Malta.

Para o Assessor da Superintendência de Ensino e Pesquisa da instituição, doutor Guilherme Costa, esse projeto de assistência integrada que preza pela qualidade e conforto do paciente em estado terminal deve ser abraçado e implantado em outras instituições. "A maioria dos hospitais que possuem atendimento oncológico não tem cuidados paliativos. É um método simples, humano, abrangente e com potencial para mais. É por isso que é tão importante levá-lo para o campo do Ensino e da Pesquisa, pois é através da pesquisa que alcançamos os dados que comprovam a qualidade desse serviço, para que possamos disseminá-lo", pontuou. Segundo Thayanna Barbosa, coordenadora da política de UTI e integrante da diretoria geral de assistência integral à saúde da SES (DGAIS/SEAS/SES), "Nos chamou atenção a humanização hospitalar que é refletida na assistência do paciente e da sua família. É um projeto muito bom, bastante interessante, que só tem a ajudar na desospitalização dos pacientes", disse.

Além disso, visando a ampliação do modelo de assistência do Hospital-Dia, a Superintendência de Ensino e Pesquisa do HCP irá promover, através do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), a capacitação de 120 profissionais da Rede Oncológica de Pernambuco. "A ideia é possibilitar o aperfeiçoamento do Projeto não apenas no HCP, mas em outras instituições", afirmou doutor Guilherme Costa. Como explica Thayanna Barbosa, "Sabemos que apesar dos avanços alcançados na oncologia, ainda há vários desafios a serem superados. E o PRONON vem com objetivo de apoiar a formação e aperfeiçoamento dos profissionais e instituições na rede SUS para melhor atendimento da população".

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No modelo do Hospital Dia, o paciente recebe um atendimento personalizado feito pela equipe multidisciplinar – formada por profissionais de diversas especialidades –, que traça um plano terapêutico dentro das necessidades dele, para que os seus sintomas sejam melhor assistidos a nível ambulatorial. No HCP, o serviço funciona desde maio de 2017, e já apresentou resultados satisfatórios, pois com a redução de leitos do setor de Cuidados Paliativos para criação do espaço físico do Hospital-Dia, a capacidade de assistência foi expandida quantitativa e qualitativamente.  "Com essa ação intermediária, passamos a atender uma média de 200 pacientes. Reduzimos leitos e ampliamos o atendimento assistencial integrado", explicou dr. Fábio Malta. 

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Sete dias de viagem, 25 cirurgias realizadas e muita troca de conhecimento, esse foi o resultado da viagem voluntária realizada no último mês de abril pelo doutor Marcelo Souza, coordenador científico do Serviço de Ortopedia Oncológica do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), para a Faixa de Gaza, território palestino. O doutor estava em missão humanitária através da ONG Palestine Children's Relief Fund (PCRF) - o Fundo de Ajuda às Crianças da Palestina, com a missão de fornecer ajuda médica e humanitária para a população que vive em situação de vulnerabilidade. "O país está em guerra há décadas, a população privada de sua própria liberdade, vivendo em uma prisão a céu aberto, sem serviços básicos, como água e luz, e até mesmo saúde", destaca dr. Marcelo.

Marcelo Souza foi o único especialista em ortopedia oncológica a ir até Gaza, região onde 50% da população tem até 14 anos de idade, grupo de risco para o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing, tipos de câncer ósseo agressivo e mais comum em crianças e adolescentes, especialmente na área do joelho. "É grande a necessidade de médicos dessa especialidade. Das 25 cirurgias realizadas, a maioria foram para a retirada de tumores", destaca. Durante a viagem não deixou seu conhecimento apenas nas cirurgias, mas também em aulas que ministrou para médicos e residentes locais. "Agora estou na torcida para que algum desses médicos possa continuar esse treinamento aqui. Seria muito importante para o povo palestino", espera dr. Marcelo Souza.

O médico destaca que também aprendeu muito com a viagem e que com certeza indicaria essa missão para os seus colegas de profissão, assim como pretende voltar sempre que for solicitado. "Apesar das dificuldades o país é muito acolhedor e precisa de ajuda. Esse trabalho também é uma oportunidade para aprendermos a fazer o melhor possível com o mínimo de estrutura disponível", ressalta. Doutor Marcelo Souza também já esteve em Moçambique, Angola e Bolívia para prestar serviço voluntário.

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