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HCP chama atenção para câncer de bexiga e de rim

 

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Em 2018, o Brasil deverá diagnosticar mais de 75 mil novos casos de câncer urológico. Além do câncer de próstata, que responde por mais de 30% dos tumores que acometem a população masculina, o trato urinário também pode apresentar os tumores que surgem na bexiga e nos rins. Embora sejam mais frequentes em homens com idade superior a 50 anos, ambos fazem parte da lista dos tumores mais comuns tanto no sexo masculino quanto no feminino. A boa notícia é que as duas doenças podem ser diagnosticadas no início, o que diminui a necessidade de cirurgias agressivas e aumenta as chances de cura.

De acordo com o urologista e coordenador do Serviço de Urologia Oncológica do HCP, dr. Rômulo Vasconcelos, tanto o câncer de rim quanto o câncer de bexiga podem ser diagnosticados por meio de um exame simples, de rotina: a ultrassonografia. “Esse exame é normalmente solicitado pelo clínico geral ou pelo médico das Unidades Básicas de Saúde, cumprindo o seu papel de atenção primária. Ao encontrar alguma lesão, esses pacientes são encaminhados para o urologista”, explica o médico.

O exame tem um papel essencial, especialmente na detecção do câncer de rim, uma vez que essa doença costuma ser assintomática em sua fase inicial. “Os sintomas do câncer renal já vão denotar uma doença avançada. Pode haver sangue na urina, dor, dilatação renal, e a massa do tumor pode se tornar tão grande que pode ser detectada apenas com o exame físico”, detalha dr. Rômulo. Pacientes renais crônicos, com síndromes genéticas ou portadores de esclerose tuberosa, apresentam maior risco de desenvolver a doença.

O câncer de bexiga, por outro lado, apresenta sintomas desde o começo: o mais frequente deles é a hematúria, como é chamada a presença de sangue na urina, sem a presença de dor. “Todo paciente a partir da quinta década de vida que apresente sangramento urinário indolor precisa ser avaliado para câncer de bexiga. O sangramento com dor geralmente está associado a quadros infecciosos”, ressalta o médico. Os sintomas das lesões avançadas incluem a insuficiência renal e a dor.

Entre os fatores de risco do câncer de bexiga, um chama maior atenção: o tabagismo. Isso porque fumantes são três vezes mais propensos a desenvolver a doença do que não-fumantes. “Também existem outros fatores de risco, como a exposição a algumas substâncias químicas que estão presentes em tintas, além do uso de algumas medicações e da presença de infecções ou cálculos na bexiga”, pontua o especialista.

 

Encontro reúne representantes de Organizações Sociais de todo o País

 

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O superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, participou, na útlima segunda-feira (28), do evento “20 anos de parceria – OS é a solução”, promovido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) e Associação Brasileira das Organizações Sociais de Cultura (Abraosc). O encontro, em São Paulo, teve a participação do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que ministrou a palestra de abertura.

Durante o evento foram apresentados cases de sucesso, relacionados à saúde, cultura e ciência, e tecnologia. Também foi anunciado que as 21 organizações sociais que fazem parte do Ibross (instituição do setor de saúde) terão um sistema que vai monitorar indicadores como exames e cirurgias. O sistema entrará em vigor no segundo semestre. O encontro contou com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e da FGV Saúde.

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HCP apoia campanha Maio Cinza e alerta sobre câncer no cérebro

 

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Cefaleia, tontura, lapsos de esquecimento. Sintomas presentes em muitas doenças menos graves, eles também podem ser sinais de câncer de cérebro – doença que, embora seja considerada rara, está incluída na lista dos dez tipos de câncer mais comuns no País. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 11 mil novos casos de tumores malignos do Sistema Nervoso Central (SNC) devem ser diagnosticados no País em 2018. Com o objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer cerebral, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) apoia a campanha Maio Cinza. 

O câncer cerebral é caracterizado pelo crescimento desordenado das células deste órgão e pode ser classificado como primário, quando se origina a partir das células do SNC, e em secundário, quando essas células migram para o cérebro a partir tumores originados em outros locais. “A lesão metastática é mais frequente, porque ela vem de outros tumores comuns, como mama e pulmão”, explica o coordenador do serviço de Oncologia Clínica do HCP, dr. Ilan Pedrosa. De forma geral, a doença é mais comum em idosos com mais de 60 anos, mas a sua frequência também varia nas outras faixas etárias, a depender do subtipo.

De acordo com o médico, os sintomas da doença são bem variados e podem surgir de acordo com a região no cérebro atingida pelo tumor. “Se a doença surgir na área responsável pelo equilíbrio, a pessoa pode sentir tontura. Se for próximo à enervação dos olhos, ele pode ter alterações na visão. Também é importante prestar atenção se houver mudanças no padrão de cefaleia (dor de cabeça) que a pessoa costuma sentir e se ela vier acompanhada de outros sintomas, como fraqueza nos membros e dificuldade na fala”, alerta dr. Ilan.

Para as pessoas que apresentarem esses sintomas, a orientação é de procurar um clínico geral ou um neurologista clínico o mais rápido possível. Isso porque o tratamento desses tumores é feito através de cirurgia. “A chance de conseguir a cura é por meio do diagnóstico precoce e do procedimento cirúrgico. Quando não é mais possível fazer a cirurgia, o paciente é direcionado para um tratamento paliativo, que pode ser feito com quimioterapia e radioterapia”, explica o oncologista.

 

Emoção toma conta do evento de dois anos do HMR

 

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O Hospital da Mulher do Recife, no Curado, comemorou dois anos de funcionamento com uma programação festiva, na última quarta-feira (08), que emocionou a todos que participaram das atividades. As comemorações começaram com a apresentação de um balanço dos atendimentos da unidade.  Durante o evento, realizado no auditório do HMR, a mesa foi composta pelo secretário de Saúde do Recife, dr. Jaílson Correia, o superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, a superintendente administrativa do Hospital de Câncer de Pernambuco, Cláudia Barbosa, e a diretora geral do HMR, dra. Isabela Coutinho, que deu as boas vindas aos presentes.

“Esta é uma unidade que nasceu com a missão de fazer a diferença positiva na vida das mulheres recifenses; de ser referência na qualidade dos seus serviços e na humanização do atendimento”, afirmou Isabela Coutinho. Em seguida, a diretora técnica, Cinthia Komuro, apresentou um balanço da gestão. Nestes dois anos, o HMR já realizou mais de 600 mil procedimentos. “Além dos expressivos resultados alcançados, o Hospital da Mulher faz da humanização um exercício diário e tem no afeto o seu principal insumo”, destacou o secretário Jaílson Correia, que no ato representou o prefeito do Recife, Geraldo Julio. 

O superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, destacou a importância da parceria entre a Prefeitura do Recife, a quem pertence o Hospital da Mulher, e o HCP Gestão, organização social do Hospital de Câncer de Pernambuco, que administra o HMR. “O Hospital traduz a importância de um novo olhar sobre o serviço público”, afirmou. Ainda durante o evento, houve a apresentação musical do coro de funcionários e a leitura de um poema sobre a construção e funcionamento do Hospital. Após esse momento, Filipe Bitu e Isabela Coutinho receberam uma homenagem dos colaboradores da instituição. Já as mulheres atendidas pelo HMR foram homenageadas através de duas mães que tiveram seus bebês na unidade. Elas receberam um álbum de fotos de seus respectivos partos.

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Ainda como parte das atividades, aconteceu o lançamento da exposição da fotógrafa Andréa Rêgo Barros, com nove telas, que apresenta mães em diversos serviços oferecidos pelo Hospital. Andréa foi homenageada pela direção do Hospital com um buquê de flores. Logo após o lançamento da exposição, foi inaugurado o Espaço Convivência do Hospital da Mulher do Recife, um local de descanso e de interação dos colaboradores. A área foi instalada com sofás e centros de canto, produzidos a partir de palets, e decorada com quadros, plantas e flores. Houve ainda parabéns, corte do bolo e um almoço especial no refeitório da unidade. Em paralelo às comemorações voltadas para os funcionários, foram realizadas atividades para as usuárias, com salas de espera de Nutrição e de Atividade Física.

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Além dos funcionários do HMR, o evento contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde do Recife e do Hospital de Câncer de Pernambuco. À noite, foi servido um jantar especial para os colaboradores do turno. Na ocasião, houve apresentação do grupo Gênesis, também formado por funcionários do Hospital.  

Dados – Desde que foi inaugurado, o Hospital da Mulher do Recife já realizou 116.278 consultas, 416.206 exames e 7.404 partos, sendo 5.484 normais e 1.920 cesáreas. Atualmente, o Hospital da Mulher conta com 671 colaboradores.

Vacina contra influenza: pacientes oncológicos devem ser imunizados

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Os pacientes com câncer estão na lista de pessoas que têm direito a tomar a vacina contra a gripe (influenza) – uma infecção aguda do sistema respiratório, com elevado potencial de transmissão. Como estão com a imunidade baixa devido ao tratamento oncológico, eles fazem parte do grupo dos imunossuprimidos, que apresentam maior chance de desenvolver as formas graves da doença. Para receber a imunização contra a gripe, os pacientes oncológicos devem se dirigir aos postos de saúde com um documento que comprove que eles têm câncer, tais como laudos médicos e encaminhamentos. A campanha de imunização do Ministério da Saúde segue até 1º de junho. Já o Dia D da mobilização acontece no dia 12 de maio, quando 5 mil postos de vacinação deverão estar abertos em todo o Estado. 

De acordo com o médico infectologista do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), dr. Paulo Sérgio Ramos, as variedades mais comuns do vírus da influenza são o A(H3N2),  A(H1N1) e a influenza B. Enquanto o primeiro surge anualmente, causando a influenza sazonal, o segundo circula de forma episódica e pode, às vezes, passar anos sem causar novos casos de gripe. “Quando esse vírus circula, pode encontrar uma população que ainda não foi exposta a ele. É por isso que quando ele encontra condições epidemiológicas favoráveis, podem ocorrer surtos”, comenta. O perigo está no fato de que os casos de gripe provocados por esses vírus podem evoluir para a forma grave da doença, chamada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que, em alguns casos, podem até levar a morte. A vacina que está sendo disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra o vírus A(H1N1) e A(H3N2), além do tipo B. O vírus influenza é responsável por 80% das síndromes gripais. 

Segundo dr. Paulo Sérgio, a vacina deve ser tomada por todos os pacientes oncológicos, sem restrição. Isso porque o vírus utilizado nessa vacina está inativado e não é mais capaz, de forma alguma, de causar uma doença. “Essa vacina é indicada tanto para os pacientes que estão em tratamento quanto para os que não estão, ou seja, quem tem câncer e acabou de fazer uma cirurgia ou quem está em tratamento quimioterápico ou radioterápico pode e deve se vacinar. O que pode acontecer nessa população, que está com a imunidade prejudicada, é que a vacina possivelmente não terá uma eficácia comparável a de uma pessoa com a imunidade normal”, reforça. 

O infectologista destaca, no entanto, que existem duas situações nas quais não é recomendada a vacinação. “Não devem ser imunizadas aquelas pessoas que apresentaram febre nas últimas 48 horas. A outra contraindicação é para os indivíduos que já tomaram a vacina em anos anteriores e apresentaram quadro de anafilaxia (reação alérgica grave), o que é um evento muito raro”, ressalta. Outro detalhe é que é necessário que a imunização seja feita anualmente. 

SINTOMAS E PREVENÇÃO

Também chamada de influenza, a gripe é caracterizada pela presença de febre e tosse ou dor de garganta, associada a outros sintomas, como dor de cabeça, espirro, dor muscular e fadiga. A doença é transmitida tanto através do contato com secreções das vias respiratórias, que são eliminadas pela pessoa contaminada por meio da fala, tosse ou espirro, quanto por meio das mãos e de outros objetos contaminados, quando estes entram em contato com olhos, boca e nariz de pessoas sadias. Alguns hábitos simples como lavar as mãos várias vezes ao dia, utilizar lenço descartável ao tossir ou espirrar e não compartilhar objetos de uso pessoal, ajudam a prevenir a gripe.

 

Serviço de Patologia do HCP recebe novos investimentos e inicia programa de residência

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O Serviço de Patologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) tem um papel fundamental para o tratamento dos pacientes. É das mãos dos técnicos e dos médicos patologistas, afinal de contas, que saem as informações que tornam possíveis não apenas o diagnóstico da doença, mas também o estabelecimento do prognóstico e a definição do seu tratamento. Agora, o serviço está recebendo incentivos que podem ser vistos tanto na sua estrutura física quanto na sua equipe – a prova disso é que, no último mês de março, o HCP deu início ao seu programa de Residência Médica em Patologia. A nova residente, dra. Daniele Magalhães, foi escolhida por meio de uma seleção complementar realizada pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE).

Aqui, ela irá aprender com uma equipe que inclui oito médicos patologistas, cinco citopatologistas e 38 técnicos que atuam diariamente no setor, que, somente em 2016, foi responsável pela realização de mais de 12 mil exames histopatológicos e de 17 mil exames citopatológicos. A residência conta, ainda, com convênios com o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e com o Instituto Médico Legal (IML), onde será realizada a vivência em patologia básica, indispensável para a formação do especialista. Entre os requisitos necessários para a realização da residência estava a aquisição de um microscópio de ensino, equipamento que permite a dupla observação, possibilitando que o médico especialista possa discutir os casos com o residente em tempo real.

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Para além das exigências, o Serviço de Patologia também está sendo contemplado com diversos outros equipamentos, incluindo: um micrótomo, equipamento usado para o corte das lâminas que serão examinadas; um histotécnico, processador automático de tecidos; cinco novos microscópios; e um criostato, utilizado nos exames de congelamento. “Agora, temos um serviço regular de congelação, que nos permite liberar os resultados com menos tempo”, afirma dr. Sérgio Moura. Além disso, os laboratórios estão recebendo uma reforma física, que deverá ser finalizada ainda neste semestre. Tanto a aquisição dos aparelhos quanto as reformas foram possíveis devido a parcerias realizadas com instituições privadas e através de emendas parlamentares.

Para o coordenador do Serviço de Patologia do HCP, dr. Sérgio Moura, o setor possui as características ideais para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa. “O HCP tem o maior acervo de patologia oncológica das regiões Norte e Nordeste – são 423 mil casos arquivados desde 1950. Não existe, na Região, um serviço de oncologia em atividade tão antigo quanto o nosso”, revela. O especialista destaca, ainda, que a residência será importante para o desenvolvimento dos próprios profissionais da casa. “Você fica obrigado a se atualizar, saber dos novos protocolos”, pontua.

UPAEs Belo Jardim e Arcoverde celebram quatro anos de funcionamento.

 

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Equipe da UPAE Arcoverde

O mês de abril marcou as comemorações do aniversário de 4 anos das Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs) de Arcoverde e Belo Jardim. Para marcar a data, as unidades promoveram ações voltadas para funcionários e pacientes. Em comum, as UPAEs apresentaram os indicadores dos quatro anos de funcionamento e também celebraram com bolo a passagem do aniversário. João Peixoto, coordenador geral da unidade de Arcoverde, e Alexandra Silvestre, coordenadora geral da unidade de Belo Jardim, organizaram os eventos junto com suas equipes.

Na UPAE Belo Jardim, foram seis dias de uma programação que se encerrou na última sexta-feira (27). Na ocasião, foram apresentados os resultados destes quatro anos de gestão para os oito municípios atendidos. A unidade realizou cerca de 152 mil exames e 124 mil atendimentos médicos e não médicos. O evento contou ainda com uma benção ecumênica de agradecimento. As comemorações tiveram também apresentação musical de Renato Silva, grupo cultural Contadores de História (da cidade de Tacaimbó), palestra motivacional com a Miria Pereira (RH) e palestra “Amigos da Ouvidoria”, com Valéria Maria (ouvidora).

Na UPAE de Arcoverde, foram apresentados os resultados da Educação Continuada e os indicadores de funcionamento da unidade, que já realizou 165,4 mil exames e 148,9 mil atendimentos médicos e não médicos. Os pacientes também puderam participar de um mini curso de auto maquiagem e limpeza de pele. A instituição também promoveu uma apresentação musical dos funcionários e uma missa com Padre Benevaldo, da paróquia de São Geraldo.

As UPAEs de Belo Jardim e de Arcoverde são unidades de saúde do Governo do Estado, administradas pelo HCP Gestão, a organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco.

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Equipe da UPAE Belo Jardim

 

Oncogenética é tema destaque no VIII Simpósio Recife-Detroit

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Além dos fatores ambientais e do estilo de vida, um terceiro fator pode impactar diretamente no risco de desenvolver um câncer: a hereditariedade. Embora não sejam muito frequentas, as síndromes genéticas hereditárias aumentam consideravelmente esse risco em famílias inteiras – e é justamente isso que a oncogenética busca contornar. O assunto foi destaque no VIII Simpósio Recife-Detroit, evento realizado na última quinta-feira (26), no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O Simpósio Recife-Detroit é promovido anualmente em parceria com a Detroit International Research & Education Foundation (Diref).

A suspeita de síndrome hereditária surge quando há histórico de câncer na família e/ou quando a doença surge em pessoas muito novas. A recomendação, nesses casos, é que o paciente realize um aconselhamento genético e faça testes que possam identificar a existência de mutações genéticas. “O câncer hereditário existe apenas em uma pequena parte da população, mas os riscos de essas pessoas desenvolverem câncer são muito elevados. Precisamos considerar que estamos falando de toda uma família e não apenas de um paciente”, pontuou a diretora do Centro de Aconselhamento Genético do Karmanos Cancer Institute, nos EUA, Nancie Petrucelli, durante sua palestra no VIII Simpósio Recife-Detroit.

Para se ter uma ideia, a possibilidade de uma mulher sem fatores de risco desenvolver um câncer de mama é de cerca de 12%. Se a mulher, no entanto, for portadora de uma mutação no gene BRCA1, por exemplo, esse risco ultrapassa 70%. Já a Síndrome de Lynch aumenta o risco de surgimento de tumores colorretais, mas também pode ocasionar o aparecimento de câncer no endométrio e no ovário. “É muito importante descobrir a existência dessas síndromes para que possamos implantar um rastreio ou definir a melhor conduta para os pacientes e seus familiares. No caso de câncer colorretal, podemos indicar a colonoscopia para pessoas com idades entre 20 e 25 anos”, explicou. Para a população em geral, a indicação é que esse exame seja realizado somente a partir dos 50 anos.

Um dos procedimentos realizados em caso de confirmação da síndrome é a cirurgia redutora de risco, que ganhou destaque em 2013, devido a intervenções realizadas pela atriz Angelina Jolie para a prevenção de tumores de mama. De acordo com o coordenador do Departamento de Aconselhamento Genético em Oncologia do HCP, dr. Vandré Carneiro, que também palestrou no evento, das dez neoplasias mais comuns no País, nove podem ser causadas por mutações. “Nós podemos modificar a história natural do câncer nessas pessoas, seja pelo aconselhamento genético, seja rastreando mais cedo, seja pela cirurgia redutora”, afirmou.

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Novas técnicas dominam debates no VIII Simpósio Recife-Detroit, no HCP

 

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Especialistas do Karmanos Cancer Institute, nos EUA, vieram ao Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), na última quinta-feira (26), para participarem do VIII Simpósio Recife-Detroit. O evento, realizado anualmente em parceria com a Detroit International Research & Education Foundation (Diref), reuniu médicos especialistas em oncologia para discutir temas relacionados aos avanços e às novidades no tratamento do câncer. Entre os destaques, as palestras de oncogenética e crioterapia, ministradas pelos médicos convidados dra. Nancie Petrucelli e dr. Hussein Anou, respectivamente.

O VIII Simpósio Recife-Detroit contou, ainda, com a presença do urologista cearense dr. Edson Pontes, responsável pela organização do evento, e do cirurgião dr. Donald Weaver. Mantendo a tradição, os médicos participaram de uma cirurgia que foi transmitida ao vivo para os profissionais que estavam presentes no evento. Este ano, a intervenção cirúrgica foi realizada em uma paciente com câncer colorretal. O caso foi apresentado pela médica residente dra. Cecília Lima e discutido pelo cirurgião dr. Kleber Garcia. “É um paciente com estágio tumoral avançado, um caso típico que chega para nós. Nesse caso, a paciente ainda é passível de intervenção curativa”, detalhou.

Ao longo da manhã, foram realizadas palestras, discussões e estudos de casos sobre oncologia cirúrgica, oncogenética, radioterapia, crioterapia e urologia oncológica, com a participação de médicos da casa. “Esse tipo de evento tem um significado muito grande para todos nós e, especialmente, para o HCP. A retomada do ensino e pesquisa e a formação de profissionais voltados para o atendimento e a assistência de pacientes com câncer é um desafio muito grande, mas temos certeza de que estamos no caminho certo. Gostaria de agradecer ao dr. Edson Pontes por trazer esse conhecimento para nós”, afirmou o superintendente Geral e de Ensino e Pesquisa do HCP, dr. Hélio Fonsêca.

De acordo com o urologista e coordenador do evento, dr. Felipe Dubourcq, o principal objetivo do evento é criar um vínculo com os médicos do Karmanos Cancer Institute. “A nossa ideia é que vocês (médicos) possam entrar em contato com eles e visitarem o Karmanos Cancer Institute, diminuindo essa distância e aumentando a possibilidade de conhecimento para nós”, destacou. Assessor de Ensino e Pesquisa do HCP, dr. Guilherme Costa destacou a importância do evento. “É um momento muito importante para nós, uma vez que esse simpósio nos traz a possibilidade de aprendizado sobre as novas opções de tratamento direcionadas ao câncer”, reforçou. O Secretário de Saúde do Estado, dr. Iran Costa, também compareceu ao evento.

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SOLENIDADE

À noite, os especialistas se encontraram no Restaurante Spettus, em Boa Viagem, para mais uma rodada de palestras. A exposição sobre o “Tratamento Intervencionista Crioablação” foi realizada pelo médico convidado dr. Hussein Aoun. Já o médico dr. Maurício Viana abordou as novidades da ASCO GU, evento sobre câncer urológico realizado no último mês de fevereiro. 

“Esse evento já faz parte do calendário médico pernambucano. Gostaria de agradecer ao dr. Edson Pontes e ao HCP por essa oportunidade. O Estado de Pernambuco está de braços abertos para que possamos fazer parcerias, com o apoio da Secretaria de Saúde”, afirmou o secretário de Saúde do Estado, dr. Iran Costa. Marcaram presença, ainda, os superintendentes Geral e de Ensino e Pesquisa, dr. Hélio Fonsêca; Financeiro, André Amarante; Geral do Gestão HCP, Felipe Bitu; e do assessor de Ensino e Pesquisa, dr. Guilherme Costa.

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Coral Ressoar comemora cinco anos de existência

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Há cinco anos, as fonoaudiólogas do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) tiveram uma ideia ousada: formar um coral com os pacientes da instituição que, devido ao câncer, haviam retirado a laringe, órgão que abriga as cordas vocais. Alguns ensaios depois, nascia o Coral Ressoar. Na manhã da última segunda-feira (23), o Coral Ressoar realizou uma apresentação especial na Capela do HCP, em comemoração pelo seu quinto aniversário. Uma celebração que uniu cantores, fonoaudiólogos, superintendentes, voluntários, familiares e fãs desse coral improvável. Após a apresentação, uma missa em ação de graças foi celebrada no local.

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Entre tantas atribuições, o serviço de Fonoaudiologia é responsável pela reabilitação dos pacientes que precisaram retirar a laringe após o diagnóstico de câncer na região. Uma das sequelas da laringectomia, como é chamado esse procedimento cirúrgico, é a perda da fala. Durante a reabilitação fonoaudiológica, os pacientes aprendem a voz esofágica, uma forma de emitir os sons através das contrações do esôfago. O processo de aprendizado da voz esofágica é árduo e depende muito da dedicação do paciente. Em alguns casos, são necessários anos até obter a fluência.

Foi nesse grupo de pacientes que Roberta Borba, hoje coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do HCP, viu a oportunidade de criar o Coral Ressoar. A proposta surgiu no começo de 2013, quando as fonoaudiólogas da instituição estavam planejando o que poderia ser feito em alusão ao Dia da Voz, celebrado anualmente em 16 de abril. “Nós tivemos essa ideia de reunir esses pacientes e mostrar que eles poderiam se superar após a doença e o tratamento que enfrentaram”, contou.

À frente do Coral está a fonoaudióloga Érika Espíndola, responsável pela escolha das músicas, pelos ensaios mensais e pela organização dos pacientes nos dias de apresentação. “São pessoas que há anos atrás receberam o diagnóstico de que não iriam mais falar. Agora, eles são guerreiros que estão vivendo suas vidas normalmente, é um prazer muito grande vê-los cantando”, reforçou.

Ronaldo Rodrigues está no coral desde a sua formação inicial, quando contava com cerca de cinco membros. Na época, ele ainda estava em tratamento e reaprendendo a falar. O grupo, disse ele, foi muito importante para esse processo de aprendizado. “Minha voz melhorou bastante depois que comecei a participar do coral. Hoje, estamos sendo reconhecidos por esse trabalho. Que ele continue e vá muito além”, frisou. Na segunda-feira, o veterano cantou ao lado de Aridelson da Silva, que participou da sua primeira apresentação. “Estou muito feliz, satisfeito de coração. É um incentivo muito importante”, afirmou. Diagnosticado com câncer em 2016, seu Aridelson demorou seis meses para aprender a voz esofágica.

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Ronaldo Rodrigues e Aridelson da Silva participaram de apresentação em comemoração pelo aniversário do Coral Ressoar

Superintendente Geral do HCP, dr. Hélio Fonsêca parabenizou os integrantes do coral e presentou às fonoaudiólogas pelo trabalho desenvolvido. “Vocês têm uma razão a mais para comemorar, porque além de terem concluído o tratamento, vocês se reinseriram socialmente. O mais bonito disso tudo é como essa voz de vocês chega ao coração da gente”, ressaltou. Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Maria da Paz também entregou presentes para os integrantes do coral. “É uma honra para nós, voluntárias, compartilhar desse dia com vocês”, afirmou.

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