AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO IMUNOHISTOQUÍMICA DE PD-L1 EM CARCINOMAS DE PÊNIS

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Data 29/05/2026
Ano da publicação 2020
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Palavras-chave
Neoplasias Penianas Imuno-histoquímica Imunoterapia

Resumo

INTRODUÇÃO: O carcinoma de pênis (CaPe) é uma doença devastadora do ponto de vista físico e psicológico. Sua etiopatogenia é pouco conhecida e o tratamento limitado. Existem evidências do papel de células do sistema imune, como macrófagos e linfócitos no prognóstico desses tumores. Com o avanço do conhecimento da imunoterapia, esta possibilidade se abre para os casos avançados de CaPe. Um dos biomarcadores preditivos para o seu uso é a expressão da proteína ligante (PD-L1) ao receptor programado de morte celular (PD-1). No momento, pouco se sabe sobre o padrão de imunoexpressão deste biomarcador no CaPe e sua relação com as características clinico-patológicos destes pacientes. OBJETIVO: Avaliar a presença, por imunohistoquímica de PD-L1 em CaPe, a relação de linfócitos nos microambiente tumoral e a relação com variáveis clínico-patológicas em pacientes com CaPe. METODOLOGIA: Por imunohistoquímica foi avaliada a presença de PD-L1 em células tumorais e células inflamatórias: macrófagos, CD4, CD8 e CD20 em biopsias de 49 pacientes com diagnostico prévio de CaPe. Os dados foram analisados utilizando o programa R versão 3.5. O teste exato de Fisher foi empregado para comparação estatística entre a expressão de PD-L1 em células tumorais e macrófagos, CD4, CD8 e CD20 e nas variáveis clínico-patológicas. RESULTADOS: Em relação às características clínicopatológicas, 55,1% dos pacientes eram casados, 61,2% foram submetidos a penectomia parcial, 71.4% não necessitou de esvaziamento linfonodal, sendo 49% localizado na glande. A histologia usual para esse tumor estava presente em 64,6% dos pacientes. Em relação ao processo de invasão da neoplasia a outros tecidos, 81,6% apresentaram invasão ao corpo
esponjoso, 75,5% não apresentou invasão à uretra, 89,8% não apresentou invasão vascular. As células tumorais do CaPe expressaram PD-L1 em 19% dos casos. Esta se associou positivamente com o predomínio de células CD4 e CD20 no microambiente tumoral. CONCLUSÃO: Por imunohistoquímica PD-L1 foi expresso em cerca de um quinto dos casos e se associou a uma resposta imune anérgica. Embora expresso na minoria dos casos, a
capacidade da célula neoplásica ter o inibidor de check-point com o mecanismo de evasão da resposta imune levanta a possibilidade de se testar a imunoterapia como estratégia terapêutica em casos selecionados.

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