Destaque Inferior - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

Destaque Inferior

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Na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), o Outubro Rosa não passou em branco. Durante o mês dedicado ao alerta ao câncer de mama, os servidores da Alepe arrecadaram cerca de 300 lenços para os pacientes do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). No dia 30 de novembro, os representantes da Assembleia realizaram a entrega da doação. “No Outubro Rosa existe a questão da humanização do tratamento. Poder colocar um sorriso no olhar dos pacientes, nesse momento de sofrimento, é dar a eles a esperança de dias melhores”, afirmou Diogo Moraes, primeiro secretário da Alepe e da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale).

Para o superintendente geral do HCP, dr. Hélio Fonseca, as ações que o Hospital vêm recebendo durante o Outubro Rosa têm contribuído de forma significativa para a instituição. “Essa questão da estima, principalmente para a mulher, é muito impactante e esse significado do lenço traz uma melhora significativa”, agradeceu. “As pacientes têm essa necessidade de apoio para a autoestima, então toda essa campanha é muito bem vinda”, completou o dr. Fábio Malta, superintendente técnico da instituição.

A doação da Alepe foi resultado de uma campanha integrada nacionalmente, promovida pela Unale. Pela primeira vez, todas as 27 Assembleias Legislativas do País realizaram a arrecadação lenços para os hospitais oncológicos regionais. De acordo com Diogo Moraes, a arrecadação, em Pernambuco, foi além do esperado. “Acho que superou nossas expectativas, porque mover um órgão público requer um certo tempo.  A gente escolheu o HCP para dar o pontapé inicial dessa campanha de Outubro Rosa, e ano que vem queremos prepará-la com uma proporção muito maior, expandindo essa parceria com o Hospital de Câncer”, explicou Diogo Moraes.

“A campanha desse ano serve de motivação para que outras de maior dimensão aconteçam. A gente já vislumbra outra ação bem maior, para amenizar tanto o trabalho do hospital, que é árduo, quanto o sofrimento das pessoas que procuram a instituição”, revelou Cristiane Alves, superintendente Geral da Alepe.

 

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A comemoração do aniversário da Yes! Cosmetics garantiu um presente importante para o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Aproveitando o mote do Outubro Rosa, a empresa pernambucana direcionou 1% do valor obtido com as vendas das lojas de todo o País no mês de outubro para a instituição filantrópica. Para finalizar a campanha, a sócia-fundadora da Yes! Cosmetics, Ketty Espinheira, entregou um cheque simbólico no valor de R$ 31.915,14 ao superintendente Geral do HCP, dr. Hélio Fonseca, no último dia 28 de novembro.

“Vocês não sabem o quanto isso será benéfico para nosso hospital. Estamos bastante honrados e felizes com a doação da Yes! Cosmetics. Nós somos uma instituição privada, sem fins lucrativos, e atendemos cerca de 40% de todos os pacientes oncológicos de Pernambuco”, comemorou o superintendente.

“É um trabalho lindo, é possível perceber o quanto as pessoas que trabalham aqui são prestativas. Qualquer empreendimento só existe por causa das pessoas. Estamos muito felizes e esperamos que isso seja apenas o começo de uma parceria de sucesso”, afirmou a sócia-diretora da Yes! Cosmetics, Ketty Espinheira.

MAQUIAGEM

Ketty Espinheira aproveitou a ocasião para realizar a entrega de um conjunto de maquiagem para a Sala da Beleza, local coordenado pela Rede Feminina que oferece apoio para as pacientes em tratamento no HCP. A doação foi fruto de uma promessa realizada no dia 19 de outubro, quando a Yes! Cosmetics promoveu uma manhã de beleza para pacientes que circulavam pelo ambulatório da instituição.

“Eu estou muito feliz com essa doação. Ela irá fazer toda a diferença para nossas pacientes. Muitas vezes, elas chegam aqui deprimidas, sem maquiagem, sem sobrancelha, e esse presente irá nos ajudar no resgate dessa autoestima”, afirmou a cabeleireira e voluntária Edineide Coutinho, que trabalha na Sala da Beleza.

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Em clima de animação, foi realizada na manhã do último dia 19 (terça-feira), no Hospital da Mulher do Recife, no Curado, a 7ª edição do Samu Solidário. Este ano, 450 crianças foram beneficiadas, sendo 330 de instituições carentes e 120 da comunidade da Horta, no entorno do hospital. Crianças com meses de idade até adolescentes de 16 anos foram contemplados com roupas, brinquedos e jogos. “É uma forma diferente do Samu atender essas pessoas. Hoje, entregamos presentes, ganhamos abraços e a alegria de ajudar”, disse o coordenador geral do Samu Recife, Leonardo Gomes. “Estamos com a sensação gostosa de dever cumprido”, completou Isabela Coutinho, diretora geral do HMR, parceira da ação.

Além da entrega dos presentes, a manhã também foi de muitas brincadeiras. O ponto alto foi a chegada de helicóptero do Papai Noel. A garotada não se conteve e acenou, cantou, tirou fotos e se emocionou com o “bom velhinho”. “Estou tão feliz”, disse Maria Bianka, de 6 anos. “Este é o nosso intuito. Fazer uma festa bonita e solidária, que a cada ano agrega mais voluntários, a exemplo do Hospital da Mulher”, ressaltou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

Para o evento, o Samu promoveu ao longo do último mês uma campanha de arrecadação entre funcionários, diversas instituições e com a sociedade civil. As doações foram distribuídas para as crianças ligadas a entidades filantrópicas. Já o Hospital da Mulher ficou responsável pelas doações para a criançada da comunidade. Para isso, cerca de 60 funcionários se voluntariaram. A coordenação foi da arquiteta Lana Farias. Além de doar brinquedos e roupas, eles trabalharam durante as últimas semanas na infraestrutura do evento. Também foram em busca de parceiros para os lanches das crianças. “O resultado é que a festa ficou com a cara do Natal, solidária e feliz”, afirmou Filipe Bitu, superintendente do HCP Gestão, organização social que administra o Hospital da Mulher, unidade da Prefeitura do Recife. 

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No mesmo mês em que completou 72 anos de fundação, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) comemorou a formatura do seu primeiro residente em Cancerologia Cirúrgica. O mérito é do médico paraibano dr. Wostenildo Crispim, que finalizou o programa de residência no último mês de março e apresentou o seu Trabalho de Conclusão de Residência (TCR) no último dia 22 de novembro. A data também foi a escolhida pelo médico residente dr. Kleber Garcia, que irá finalizar sua residência no próximo mês de fevereiro, para a apresentação do seu TCR.

Dr. Wostenildo iniciou sua residência no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, mas foi transferido para o HCP em 2016. Para ele, a quantidade de pacientes atendidos pela instituição e o empenho dos gestores e dos chefes de departamento estão entre os pontos fortes do programa de residência. “Eu saio daqui um médico melhor do que eu entrei. Todos os profissionais dessa instituição se preocupam em tratar bem os pacientes, que estão enfrentando uma doença difícil”, afirmou.

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Agora, o médico irá retornar definitivamente para a cidade de Patos, na Paraíba, local que deverá receber em breve uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). “A cirurgia oncológica é uma especialidade que está crescendo e que foi reconhecida esse ano como especialidade médica autônoma. As pessoas estão envelhecendo e vão precisar desses profissionais especializados”, reforçou. Em seu TCR, o médico abordou o impacto da videolaparoscopia diagnóstica em pacientes com tumores de estômago.

A residência em Cancerologia Cirúrgica do HCP foi a primeira opção do dr. Kleber Garcia quando se submeteu ao processo seletivo, em 2014. “Apesar de saber que seríamos os pioneiros e que passaríamos por algumas dificuldades, eu não me arrependo dessa escolha. Contamos com a ajuda de todo mundo. A expectativa é de que esse programa se torne uma referência nos próximos anos”, opinou. Em seu trabalho, o médico estudou a avaliação de metástases em linfonodos regionais em pacientes com melanoma cutâneo.

Para o coordenador do Programa de Residência em Cancerologia Cirúrgica do HCP, dr. João Karimai, um dos nove médicos que compõem o corpo clínico do serviço de Cirurgia Oncológica da instituição, a chegada dos residentes foi positiva para o hospital. “A presença deles exige do corpo clínico a atualização constante e o esforço para que o serviço possa melhorar. Eles foram residentes dedicados, interessados e que se engajaram no serviço e irão levar isso para o resto da vida”, afirmou.

Coordenador da Comissão de Residência Médica (Coreme), dr. Luiz Henrique destacou o fato de que a Residência em Cancerologia Cirúrgica do HCP é a primeira escolha dos candidatos entre as instituições do SUS. “Isso ocorre por causa do grande volume cirúrgico que temos, da organização do departamento e do investimento que o HCP continua a fazer em ensino e em pesquisa”, reforçou. 

 

 

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Maquiagem, limpeza de pele, design de sobrancelha, massagem e amarrações de lenço. As pacientes que estiveram no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) na última segunda-feira (18) receberam uma manhã de tratamentos estéticos das mãos de 15 voluntários. Foi a terceira edição no HCP do ‘Beleza Pela Vida’, projeto que visa o resgate da autoestima de pessoas em tratamento contra o câncer. Desde outubro, os profissionais de beleza envolvidos na iniciativa ocupam o Ambulatório do Hospital com a missão de tornar mais leve e belo o dia dos pacientes.

Claudia da Silva, paciente há 13 anos, foi maquiada por uma das voluntárias do projeto. Ela, que sempre gostou de se cuidar, elogiou a ação: “Fazia muito tempo que eu não ficava tão feliz assim. Estou me sentindo uma diva hoje. Ganhei meu dia!”, contou. “Esses voluntários têm mãos mágicas e um coração generoso. Quando encontramos pessoas de coração bondoso, a gente se sente leve. Fico muito grata de conhecer pessoas assim”.

A maquiadora Izabelle Fernanda veio do município de Escada para participar como voluntária da ação. “É tão bom trabalhar para o próximo. O carinho que a gente recebe em troca, a alegria delas, não tem dinheiro que pague”, revelou.  Hoje, o ‘Beleza Pela Vida’ conta com 47 voluntários, entre eles maquiadores, cabelereiros, micropigmentadores e massoterapeutas. Apesar do número, o maquiador Gedson Moreno, responsável pelo projeto, reforça que mais voluntários são sempre bem vindos. “Estamos abraçando todos que pretendem se envolver com a causa”, disse.

De acordo com o superintendente Técnico do HCP, dr. Fábio Malta, essas ações que visam elevar a autoestima também podem trazer benefícios para a saúde do paciente. “Já existem algumas pesquisas que mostram que, quando o paciente está com o humor melhorado e a autoestima elevada, existe uma melhora no organismo e um fortalecimento no sistema imunológico”, detalhou o médico.

 

 

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Os profissionais do Serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) se reuniram, em novembro, para prestigiar a finalização da segunda turma de Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço da instituição. No último dia 21, os médicos residentes dr. Gilberto Tenório, dra. Cibele Coelho e dra. Eduarda Penna apresentaram seus Trabalhos de Conclusão de Residência, última etapa da especialização. Agora oficialmente Cirurgiões de Cabeça e Pescoço, os novos especialistas serão responsáveis pelos cuidados dos pacientes com tumores malignos e benignos que atingem essas regiões.

As pesquisas do dr. Gilberto Tenório e da dra. Cibele Coelho traçaram, respectivamente, o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes com câncer de boca e de orofaringe atendidos no HCP em 2014. Já o trabalho da dra. Eduarda Penna abordou a sistematização e a individualização do manejo pós-cirúrgico de pacientes com câncer bem diferenciado de tireóide. Presente nas apresentações, o superintendente Geral do HCP, dr. Hélio Fonsêca, agradeceu e parabenizou os residentes, reforçando o compromisso da instituição com o ensino e a pesquisa.

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Com duração de dois anos, a residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço é oferecida pelo HCP desde 2014. Para participar, é necessário possuir residência em cirurgia geral ou em otorrinolaringologia. “Nós somos uma residência muito jovem e tudo isso é muito novo para um hospital que até pouco tempo atrás era apenas assistencialista. O HCP cresce muito com as residências, pois conseguimos deixar marcado na literatura médica o que foi feito na nossa região”, frisou o coordenador da Coordenação da Residência Médica (Coreme), dr. Luiz Henrique.

“A tendência é que a nossa residência vá melhorando anualmente. Antes, os médicos se especializavam em hospitais do Rio de Janeiro ou de São Paulo e, atualmente, temos residentes que vão para fora e escolhem voltar para esta casa. Estamos indo no caminho certo”, concordou o coordenador do programa de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, dr. Phelipe Cunha, que aproveitou a ocasião para parabenizar os residentes pelas pesquisas desenvolvidas.

De acordo com o Superintendente de Ensino e Pesquisa do HCP, dr. José Peixoto, é preciso continuar a incentivar as publicações para possibilitar o fortalecimento do ensino e da pesquisa na instituição. “As publicações são fundamentais para o que crescimento da instituição e é isso que precisamos incentivar”, afirmou. 

 

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Os jardins do ambulatório do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) se transformaram, nesta terça-feira (12), em um verdadeiro cenário de casamento. Em um altar improvisado em frente à capela da instituição, a paciente Léia Cristina e seu noivo, Ezequiel Levi, trocaram as alianças e disseram “sim” em meio a familiares, amigos e voluntários emocionados – além de pacientes e acompanhantes que aguardavam por suas consultas. “Eu não consigo nem explicar a felicidade que estou sentindo nesse momento, de estar aqui com pessoas queridas que me ajudaram desde o início do meu tratamento. Só temos a agradecer”, declarou Léia.

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Moradora de São Benedito do Sul, Léia é paciente do HCP há três anos: em 2014, quando tinha apenas 15 anos, a adolescente descobriu um tumor ósseo no joelho. O tratamento para a doença, já finalizado, incluiu sessões de quimioterapia e cirurgia, que a deixaram com uma sequela na perna. Foi durante o tratamento, há pouco mais de um ano, que conheceu e começou a namorar Ezequiel. “Quando a conheci, ela estava com o cabelo bem curtinho, mas pra mim isso não importou. O amor quando é amor enfrenta barreiras”, afirmou.

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Foi por conhecer essa história desde o princípio que a Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer resolveu organizar o casamento da garota. Para isso, contou com a ajuda de muitos parceiros, que se emocionaram com a história e doaram desde o vestido da noiva até os docinhos e o bolo utilizados na festa. “O câncer ósseo possui um tratamento complicado e normalmente deixa sequelas. Mas, mesmo assim, Léia encontrou alguém que a ama e que quer formar uma família com ela. Isso nos motivou ainda mais para realizar esse grande sonho e vê-la feliz. Isso, para nós, é tudo”, reforçou Maria da Paz, presidente da Rede Feminina.

Após a celebração evangélica, os noivos e os convidados participaram de uma recepção organizada no Rendarte. Foi lá também que, horas antes, Léia se arrumou para o casamento e teve a primeira grande emoção do dia: a adolescente recebeu das mãos de Cláudio Oliveira e Tereza Oliveira o presente que pediu no Natal dos Sonhos, ação organizada anualmente pela Rede Feminina. “Muitas vezes nós não temos ideia do que acontece dentro desse hospital, com essas pessoas que estão vivendo um momento difícil. É muito bonito ver tanto empenho, união e alegria”, finalizou Tereza, emocionada.

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O superintendente Geral do Hospital de Câncer de Pernambuco, dr. Hélio Fonseca, participou, ao lado do superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, e da diretora do Hospital da Mulher do Recife (HMR), dra. Isabela Coutinho, do 1° Fórum ISGH (Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar), que aconteceu na última semana, em Fortaleza, no Ceará. O evento reuniu gestores das maiores instituições da área, além de representantes de órgãos públicos. Na ocasião, Filipe Bitu, proferiu palestra sobre o HCP Gestão, organização social do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) que administra o HMR e as UPAEs do Arruda, de Belo Jardim e de Arcoverde.

"Com foco na humanização, qualidade e transparência nos processos, estamos conseguindo alcançar um resultado bastante eficiente no atendimento aos usuários do SUS", destacou Bitu. Em sua primeira edição, o fórum foi palco de difusão de experiências positivas focadas na sustentabilidade, inovação, segurança e qualidade do atendimento. Já o superintendente do Hospital de Câncer de Pernambuco, dr. Hélio Fonseca, destacou como acertada a decisão da SPCC (Sociedade Pernambucana da Combate ao Câncer) de criar as Organização Social do Hospital de Câncer a fim de levar a expertise do HCP para a administração de outras importantes unidades de saúde.

Neste sentido, o Hospital da Mulher do Recife foi um exemplo significativo. A unidade, hoje reconhecida como a principal referência em parto humanizado em Pernambuco, tem atendimento de qualidade e números expressivos, em todas as suas áreas de atuação. Desde a sua inauguração, em maio de 2016, o HMR já atendeu 424.488 mulheres. Além disso, realizou 92.213 consultas; 305.426 exames; 1.954 cirurgias, 12.148 vacinas e 4.994 partos, sendo 3.717 normais e 1.277 cesáreas.

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Entre tantos sentimentos que surgem em meio ao tratamento de um câncer, manter a autoestima elevada se torna mais um desafio. No Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, duas maquiadoras profissionais vieram para o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) com a missão importante de aumentar a confiança e trazer alegria para as pacientes e acompanhantes que circulavam pelo ambulatório da instituição. O resultado? Sorrisos estampados no rosto das mais de 30 mulheres que participaram da ação, realizada na manhã desta quinta-feira (19). 

Há seis meses, Gleive Inojosa descobriu que estava com um câncer no ovário. A notícia veio de surpresa, mas não afastou o bom humor e a leveza com que a paciente encara a vida. Após ter finalizado o tratamento de quimioterapia, a paciente agora espera pela cirurgia que irá fazer para a retirada do tumor. Enquanto aguardava a hora da sua consulta, Gleive aproveitou para cuidar também da autoestima. “Eu estou sempre feliz, mas existem pessoas que não conseguem estar assim em todos os momentos. Essa ação é maravilhosa porque está contribuindo para aumentar a nossa confiança”, opinou. 

Na opinião do médico e superintendente Técnico do HCP, dr. Fábio Malta, atividades como essa ajudam a aumentar a adesão das pacientes ao tratamento. “O tratamento contra o câncer, especialmente algumas quimioterapias, possui efeitos colaterais como a queda dos cabelos e o ressecamento da pele, o que afeta a autoestima feminina. Essas ações conseguem minimizar essa perda de confiança e têm impacto positivo também no tratamento”, reforçou. 

Resultado de uma parceria inédita entre o HCP e a Yes! Cosmetics, o dia da beleza integra a campanha Outubro Rosa Yes!, que irá destinar 1% de todas as vendas da marca em outubro para o Hospital de Câncer. “A nossa ação foi muito bem recebida. Dar essa oportunidade de cuidar um pouco da beleza para quem está em um tratamento de saúde como esse é importantíssimo”, destacou a sócia-fundadora da Yes!, Ketty Espinheiro.

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Já faz algum tempo que os videogames deixaram de ser associados ao sedentarismo. Com as novas tecnologias, os jogadores podem se movimentar e se exercitar enquanto se divertem. De olho nessas novas características dos aparelhos eletrônicos, o serviço de Fisioterapia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) está utilizando a realidade virtual oferecida por esses jogos em uma missão ainda mais nobre: auxiliar os pacientes em tratamento quimioterápico. 

Ainda recente na prática clínica de forma geral, a realidade virtual vem sendo utilizada no HCP para avaliar a perda de equilíbrio e de força ocasionada pela neuropatia periférica, doença nos nervos periféricos que é um dos efeitos colaterais da quimioterapia. “A fraqueza muscular é o maior fator de risco para quedas: se ela ocorrer, o paciente pode ter uma piora no quadro clínico. Nós trabalhamos com jogos que trazem a exigência da força muscular e do equilíbrio para avaliar se o centro de gravidade deles está alterado”, explica a fisioterapeuta e coordenadora da Residência Multiprofissional do HCP, Carina Paiva. 

A inserção da realidade virtual no tratamento dos pacientes oncológicos faz parte do Trabalho de Conclusão de Residência desenvolvido pela fisioterapeuta residente do HCP, Anna Karoline Lemos. Até agora, cerca de 40 pacientes já foram avaliados. “Quando finalizarmos a pesquisa, os resultados irão nos mostrar se o videogame e a plataforma podem realmente ser utilizados para a avaliação dessa doença bem como para o tratamento dos pacientes”, comenta Anna Karoline.

Anna Karoline destaca, ainda, que já é possível perceber resultados positivos no uso da realidade virtual para esses pacientes: entre eles, o feedback imediato que o jogo oferece e o consequente aumento da adesão ao tratamento. Os resultados finais do estudo só deverão ser divulgados no ano que vem, mas a expectativa é que, no futuro, a prática possa ser adaptada para o tratamento de outras complicações associadas ao câncer.

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