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Tosse e falta de ar, sintomas comuns do Covid-19, não são exclusivos do novo Coronavírus, mas também são o alerta principal para o tipo de câncer que mais mata no mundo desde 1985, o câncer de pulmão. Em terceiro lugar como o tipo de câncer mais comum entre os homens e o quarto entre as mulheres, mais de 30 mil brasileiros devem ser diagnosticados com a doença, em 2020, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) - deste total, 5.760 casos serão no nordeste e 1.120 em Pernambuco. Com o objetivo de fazer esse alerta, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) busca chamar atenção para o tema através da campanha Junho Branco. Confira nas redes sociais @sigahcp.   

“A tosse seca no Coronavírus vem associada a outros sintomas como a febre, por exemplo, e, além disso, perdura por mais ou menos 15 dias. Já no câncer de pulmão, esse sintoma, quando iniciado, não desaparece sem o início do tratamento oncológico”, destaca o coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do HCP, dr. Ilan Pedrosa. 

Os sintomas do câncer de pulmão geralmente são mais frequentes no estágio avançado da doença, quando,  em alguns casos,  já se espalhou para outros órgãos (metástase). Alguns podem estar relacionados com o comprometimento de outros órgãos. Entre os principais estão: tosse, dispneia (falta de ar), dor torácica contínua, inchaço no pescoço ou na face, perda de peso sem motivo, rouquidão por mais de uma semana, pneumonias recorrentes e presença de sangue ao escarrar. Os sintomas também são comuns em diversos problemas de saúde associados ao pulmão, o que dificulta o diagnóstico precoce e diminui consideravelmente as chances de cura.  Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56% - dados INCA.

O câncer de pulmão é um tumor caracterizado pelo crescimento desordenado de células malignas, que podem aparecer desde a traqueia até a periferia do pulmão, tendo como principal fator de risco o tabagismo (dependência de nicotina) e a exposição excessiva ao tabaco. A doença subdivide-se de acordo com o tipo de células afetadas - câncer de células não-pequenas, mais comuns, e câncer de células pequenas, mais raros e com o comportamento mais agressivo. “Além do tabagismo, outros fatores também podem desencadear a doença, como a inalação de agentes químicos e, até mesmo, a própria poluição”, alerta dr. Ilan. O tabagismo é o principal responsável pelos casos de câncer de pulmão, mas também tem relação com diversos outros males, dentre eles outros tipos de câncer, como colo de útero, estômago, pâncreas, laringe, faringe, fígado e estômago. 

O tratamento para o câncer de pulmão está relacionado com o seu estágio e as condições do paciente, podendo ser tratado com quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia, nessa última, onde ocorre a retirada do tumor e dos linfonodos próximos ao pulmão. Segundo o INCA, cerca de 20% dos casos são passíveis de tratamento cirúrgico. Porém, na grande maioria (80-90% dos casos), a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, devido a descoberta tardia e o estágio avançado da doença.

 

Sobre o HCP: O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) é uma instituição privada e sem fins lucrativos, que se dedica ao diagnóstico e tratamento de pacientes oncológicos por meio do Sistema único de Saúde – SUS. Por ser uma instituição filantrópica, o HCP conta com doações contínuas de pessoas físicas e jurídicas para manter a qualidade no atendimento aos pacientes. Esses recursos são utilizados no custeio, na modernização do parque tecnológico e nas instalações físicas do hospital. Além disso, são direcionados para complementar o custo do tratamento dos pacientes. Saiba mais no site: www.hcp.org.br.

 

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O câncer de cérebro surge a partir do crescimento desordenado das células que promovem sustentação e nutrição dos neurônios. Por acometer o órgão que domina o centro de comando de todo o corpo, o tumor pode apresentar sintomas facilmente confundidos com outras doenças menos graves, como tonturas, dor de cabeça e lapsos de memória, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, para alertar sobre a importância de procurar um médico na persistência dos sinais, muitas vezes negligenciados, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) abraça a campanha Maio Cinza em alerta ao câncer de cérebro, que, apesar de raro, é grave e representa 4% das mortes por câncer no Brasil.

Não há formas diretas de prevenção da doença, que é mais frequente em indivíduos entre 50 e 70 anos. Em razão disso, a descoberta na fase inicial é fundamental para um tratamento adequado, isso porque o tumor evolui rapidamente nas suas formas mais agressivas. Como explica o coordenador da Neurocirurgia do HCP, dr. Frederico Tavares de Lima, “O diagnóstico e tratamento precoces podem manter o paciente com elevado grau de qualidade de vida com autonomia plena ou quase plena”. Para isso, explica o neurocirurgião, ao sentir os sintomas, o paciente deve procurar um médico, que irá solicitar os exames necessários e identificar se os indícios estão associados ao câncer. Também é preciso estar atento a outros sintomas como crises convulsivas, tonturas, falta de equilíbrio, fraqueza em um ou mais membros, problemas cognitivos, alterações no comportamento e sonolência excessiva. Ainda segundo dr. Frederico Tavares os sintomas podem aparecer isolada ou associadamente. 

Pouco se sabe sobre os fatores de risco associados ao tumor. Até o momento, a única circunstância conhecida por promover o aparecimento da doença é a exposição radiológica excessiva, que causa alterações genéticas. O tumor pode ser classificado em quatro graus, sendo o grau 1 de caráter benigno, que evolui de forma mais lenta, e o grau 4, o mais agressivo. Em todos os graus, a doença é grave, visto que compromete o principal órgão do Sistema Nervoso Central (SNC). A probabilidade, no entanto, de uma pessoa desenvolver um tumor cerebral maligno durante sua vida é inferior a 1%.

Neurocirurgia Oncológica no HCP

No HCP, o serviço de Neurocirurgia é responsável por tratar e cuidar de pessoas diagnosticadas com tumores que acometem o Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinhal) e Periférico (nervos). A equipe é formada por três especialistas de referência em oncologia, dr. Frederico Tavares, dr. Joacil Carlos e dr. Luiz Domingues, os quais trabalham em conjunto para promover uma assistência de qualidade para os pacientes, realizando cirurgias de alta e média complexidade. O serviço também promove atividades científicas: recentemente foi instalado o Fellowship em Neurocirurgia Oncológica do HCP, o mais novo programa de pós-graduação da instituição

Sobre o HCP

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) é uma instituição privada e sem fins lucrativos, que conta com doações contínuas de pessoas físicas e jurídicas para manter a qualidade do atendimento aos pacientes oncológicos. As doações podem ser feitas através do número (81) 3217-8290 ou acessando hcp.org.br/doacoes.

 

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Com os cuidados necessários que a pandemia do novo Coronavírus necessita, colaboradores da loja Arco-Mix Ipsep fizeram a entrega simbólica do cheque de mais uma campanha Troco Solidário. A ação destina, todo mês, desde novembro de 2018, o valor doado pelos clientes das 19 lojas da rede de supermercado Arco-Mix e do atacarejo Arco-Vita, no ato da compra, para o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Referente ao arrecadado no último mês de abril, a soma dos trocos rendeu a quantia de R$ 35.191,01. 

O tratamento de câncer não pode parar. Por isso a instituição vem reforçando com a sociedade que as doações também não podem deixar de chegar. Por ser filantrópico e sem fins lucrativos, as doações são indispensáveis, principalmente neste momento onde alguns custos aumentaram, como com a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), para proteger pacientes e colaborados. 

 

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Realizadas de forma online, as reuniões clínicas da Urologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) têm apresentado grandes resultados. A cada semana, os profissionais se reúnem para discutir o que há de mais atual na urologia, com objetivo de fortalecer a qualidade técnica e assistencial da instituição. Na última quinta-feira (7), mais de 100 especialistas de vários países participaram de uma aula sobre vigilância ativa no câncer de próstata, ministrada pelo renomado urologista canadense Laurence Klotz, criador da técnica e professor da Universidade de Toronto.  

Na ocasião, foram debatidas as perspectivas e novidades do método, que consiste em oferecer um tratamento menos invasivo para pacientes com câncer de próstata de baixo risco, tumor não agressivo e que não costuma causar metástase, caracterizado pelo PSA baixo. “Na vigilância ativa, o paciente diagnosticado com câncer de próstata de baixo risco é acompanhado por um urologista de 3 em 3 meses, que, através do PSA, do toque retal e de métodos de imagem, faz a vigilância do tumor”, explica o urologista do HCP, dr. Luiz Henrique. “O maior benefício trazido pelo método é evitar ou postergar o uso de procedimentos oncológicos ativos, como cirurgia de retirada da próstata ou radioterapia, os quais, muitas vezes, causam disfunção erétil e incontinência urinária”, afirma. Em outras palavras: por ser um tumor não agressivo, no lugar de ser submetido a formas convencionais de tratamento oncológico, o paciente passa a ser acompanhado por um urologista sem que isso cause grandes impactos em sua qualidade de vida.

Os estudos realizados pelo professor Laurence Klotz apontam para a eficácia do método: em 15 anos, 99% de pacientes acompanhados por vigilância ativa estavam vivos. O método é seguro até mesmo para pacientes cujo tumor apresente progressão em algum momento: “Como o paciente está sendo vigiado, caso haja progressão do tumor da próstata de baixo risco, o médico irá avaliar a melhor conduta para esse paciente”, explica dr. Luiz Henrique, que lembra importância da aceitação e compromisso por parte do paciente para um bom resultado. 

A vigilância ativa já faz parte dos protocolos do HCP. Além de capacitar e atualizar a equipe de urologia, a reunião clínica trouxe ainda mais visibilidade para o serviço de referência prestado na instituição. “A reunião foi um grande marco para o HCP. Com eventos como esse, o departamento de Urologia do HCP tem alcançado grande reconhecimento. Além disso, estamos sempre em atualização para proporcionar o melhor para nossos pacientes”, disse o médico.

 

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Em homenagem ao Dia das Mães e ao Dia Internacional da Enfermagem, comemorado no próximo dia 12 de maio, nós do HCP fizemos uma justa homenagem para nossas mamães enfermeiras. Confira histórias de algumas mulheres da nossa instituição,  que representam todas as que dedicam suas vidas a cuidar do próximo, mas que em suas casas, dedicam seu tempo para uma das profissões mais lindas e cheias de amor - ser mãe.

Ana Clara Farias (33 anos) fez uma escolha na vida. "A missão de cuidar, de olhar pelo próximo e tentar fazer a diferença na vida de alguém no momento mais difícil dessa pessoa", é assim que Ana descreve sua escolha pela enfermagem. Funcionária do HCP há um ano e quatro meses, encara seu trabalho na instituição como um de seus maiores desafios. "Aqui os pacientes e seus familiares estão no momento de maior fragilidade, devido a essa doença devastadora, mas por outro lado o clima de solidariedade, carinho e humanização faz dessa instituição um lugar abençoado e diferenciado".

Mesmo ajudando a salvar vidas em seu trabalho, é em casa que Ana diz se sentir especial. "Lá eu me sinto completa, é onde encontro a maior e melhor das missões, minha filha Luana, de cinco anos. Ela é a minha realização, me traz sensação de plenitude, é quando você entende o que é amor incondicional", relata.

Como profissional de saúde, passar por essa pandemia está sendo uma batalha para Ana. "Estou tomando todos os cuidados necessários. Minha preocupação agora é com a minha filha está se sentindo com a minha ausência, mas graças a Deus a tecnologia está ao nosso lado, e as chamadas de vídeo viraram minha principal aliada até isso tudo passar", deseja.

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"Uma das mais belas profissões que existem, por que é através dela que podemos ajudar o próximo" - é assim que Mariana Abreu (32 anos) descreve sua escolha pela enfermagem. Funcionária do HCP há cinco meses, diz que foi na instituição onde aprendeu a importância de um sorriso.  "Só tenho que agradecer a oportunidade de trabalhar aqui. Meus pacientes me mostram diariamente que uma notícia ruim não é motivo para perder a esperança e que uma coisa tão pura e singela como o sorriso no rosto pode mudar tudo. Serei eternamente grata por esse aprendizado".

Para Mariana, ser enfermeira não é fácil, mas ser mãe e enfermeira é mais difícil ainda. Com três filhos - Maria Klara (14 anos), João Gabriel (8 anos) e Marina (1 ano) - a rotina é muito cansativa, mas também muito prazerosa. "Pela nossa rotina de plantões, acabamos perdendo muitos momentos importantes, como aniversários, festas da escola, até Natais e Ano Novo, mas é recompensador quando estamos em casa todos juntos. Agora, com essa pandemia, preciso ficar distantes deles, mas sei que tudo isso é passageiro. Tenho fé em Deus que vai passar logo e poderemos ficar juntinhos novamente", fala. 

 

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Trabalhar na área da saúde sempre foi um desejo de Ana Paula Maranhão. Desde criança, gostava de ajudar e cuidar das pessoas e, quando cresceu, tornou essa vontade sua profissão. Por anos, trabalhou como técnica de enfermagem, mas quando teve a oportunidade, cursou a faculdade e, desde 2010, trabalha como enfermeira do HCP. "Sempre foi meu desejo trabalhar nesse hospital. Quando passava em frente, dizia para todos que um dia trabalharia aqui. Agora, esse sonho já é uma realidade", diz Ana.

Chegar até onde sonhou nunca foi fácil. Mãe de dois - Brenno Fernando (23) e Bianka Adrielly (18), precisou abdicar do tempo com eles para estudar e proporcionar conforto para a família. "Fiquei viúva muito cedo e precisava sustentar a casa. Graças a Deus pude contar com a ajuda dos meus pais, que ficavam com eles enquanto eu trabalhava nos plantões à noite e estudava de dia. Ser mãe foi um sonho realizado, ter filhos saudáveis foi uma glória, mas não era fácil, por que eu precisava trabalhar, mas sempre que podia, trocava os plantões para participar das festinhas deles. Hoje, meus filhos são adultos, já sou avó e podemos aproveitar mais juntos, com o conforto que batalhei muito para conseguir", lembra.

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Emmanuella Araújo (37 anos) define sua escolha pela enfermagem como sua vocação. "Sempre gostei de cuidar do meu irmão e das minhas bonecas. Quando  criança, precisei fazer uma cirurgia, e fui muito bem cuidada por uma "tia" que me disse  ser enfermeira. Depois disso, dizia a minha mãe que seria enfermeira também e aqui estou eu. Deus me honrou", lembra Emmanuella, hoje supervisora de enfermagem do HCP. "Aqui aprendi e aprendo a cada dia a importância de viver a vida e que o amor é essencial".

 

É com todo esse amor, que Emmanuella fala do filho Rafael (4 anos). "Ser mãe é amar sem limites, é ter alguém que te faça ser cada dia melhor e que renove suas energias, fazendo com que você seja mais forte e corajosa. Me preparei para ser mãe, já era enfermeira na época, mas nem por isso foi fácil, mas contei com a ajuda da minha mãe e sogra. Hoje, com a pandemia, estamos passando por momentos difíceis, estou ficando distante dele, sem beijar, sem abraçar, sem dormir agarradinhos, mas sabemos que é para nos protegermos e que logo tudo vai  passar", deseja.

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Daniele Cristine Lopes (38 anos) escolheu a enfermagem por achar bonito cuidar do próximo, mas após 10 anos de profissão, acredita que o sentimento que a faz trabalhar todos os dias seja o amor. Há sete anos na equipe HCP, acredita que foi o emprego mais desafiador, mas também o mais recompensador. "No início, trabalhar aqui foi assustador e até pensei em desistir, mas ao mesmo tempo, aqui a gente aprende a valorizar mais a vida e reclamar menos dos problemas. Você aprende que o mais importante é ter saúde para conquistar os objetivos".

Ser mãe também foi uma conquista para Daniele. "Meu filho Daniel (6 anos) foi um presente para mim, descobri a gravidez no mês do meu aniversário. Ele nasceu quando eu tinha dois empregos, foi muito corrido conciliar a enfermagem e a maternidade, mas graças a Deus eu pude contar com o apoio dos meus pais. Ser mãe é um sentimento único, é amar alguém mais do que a si próprio. Ele é quem me fortalece para persistir pelos meus sonhos. Hoje, por causa pandemia, para proteger ele e meus pais, estamos separados, mas graças as vídeos chamadas, a gente consegue matar um pouquinho da saúde e trocar aquele eu te amo, até isso tudo passar, por que logo logo vai passar.

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"Ser enfermeira muitas vezes é abdicar da sua própria família para cuidar da família dos outros", é assim que Ana Deyse Maria pessoa (40 anos) define a profissão que exerce há mais de 10 anos. Trabalhando na linha de frente contra o coronavírus, acredita que traz sua força de mãe para o trabalho. "Como muitas mães, não fujo da batalha. Durante essa pandemia, estou na missão de guerrear contra esse inimigo, o Covid-19, e tenho certeza que vamos conseguir".

 

Mãe aos 18 anos, Ana tem quatro filhos -  Gabriel (22), Kaio (17), Ana Sophia (9) e Marcelo (5), e também leva o seu amor de mãe para o seu dia a dia no hospital. "Sou a enfermeira que abraça e acalenta a família na hora de decisões que mudam nossas vidas para sempre. Esse não é o momento para isso, mas meu desejo é que tudo volte ao normal", deseja Ana Deyse.

 

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O mês de abril é, também, mês de falar sobre o câncer de testículo, tipo de tumor maligno mais comum em homens com idade entre 15 e 35 anos. Embora preocupe por acometer jovens no período de maior atividade produtiva e reprodutiva, a doença possui alta possibilidade de cura, desde que descoberta na fase inicial. Por isso, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) alerta para a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura em até 95%. “Precisamos falar sobre o câncer de testículo. A informação é a chave para o diagnóstico precoce, que leva à cura”, pontua o urologista do HCP, dr. Luiz Henrique.

Pouco se sabe sobre os motivos que levam ao aparecimento do tumor, que surge a partir de mutações genéticas das células do testículo, órgão de produção dos espermatozoides e da testosterona. Em razão disso, não há formas diretas de prevenção. Sabe-se, porém, que alguns fatores, como criptorquidia – condição em que o testículo do embrião se desenvolve fora da bolsa escrotal – e uso de maconha  aumentam o risco da doença. “Crianças que nascem com essa condição devem ser acompanhadas por um urologista pediátrico, que irá avaliar a melhor solução, seja cirúrgica ou clínica”, diz o médico. 

A recomendação a todos os homens – seja ou não grupo de risco – é estar atento aos sinais, que são mais facilmente reconhecidos por meio do autoexame do testículo. Como explica dr. Luiz, “É necessário que todo homem realize o autoexame para identificar nodulações e irregularidades, que podem ser indício de câncer mesmo sem apresentar dor”. Além disso, é preciso estar atento a sintomas como aumento ou diminuição do tamanho do testículo, endurecimento e dor. “Ao identificar algum sinal, o homem deve procurar um urologista o mais rápido possível”, orienta o médico, “Quanto mais cedo o câncer de testículo for descoberto, maiores são as chances de cura”, conclui. 

Foi o que fez o estudante Hugo Serpa, que, após sentir fortes dores que não cessavam na região do testículo, procurou ajuda médica e recebeu o diagnóstico da doença, em 2017, quando tinha 20 anos. No primeiro momento, o susto causado pelo desconhecimento: “Esse tipo de câncer nunca passou pela minha cabeça. Nunca tive entendimento sobre o assunto. No começo, duvidei de mim mesmo dizendo que isso não existia”, lembra. “Depois do choque, com ajuda da minha noiva e da minha família, fui buscando entender até ficar bem e solucionar o problema. Tive uma conversa com meu urologista, dr. Luiz Henrique, e ele me ajudou bastante a esclarecer as coisas”, diz o paciente, que precisou ter sua rotina de estudos e trabalho interrompida no início do tratamento, composto por orquiectomia (retirada do testículo) e sessões de quimioterapia.

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Já curado, o estudante Hugo Serpa vai ao HCP apenas para consultas rotineiras 

 

Consequências emocionais são comuns aos que recebem o diagnóstico de câncer de testículo. Como explica dr. Luiz, “É um tipo de tumor que afeta a masculinidade do paciente jovem e, muitas vezes, leva a problemas de ansiedade. Por isso, no HCP, esse paciente recebe tratamento integral, sendo acompanhado pela equipe de Psicologia”. A perda da capacidade de reprodução sexual também pode ser uma das consequências deixada pela doença, mas, de modo geral, a maioria dos homens acometidos pelo câncer são curados sem sequelas de infertilidade. “É um tumor raro e com grande potencial para cura”, explica o urologista. 

Já curado, o paciente Hugo, por exemplo, está de volta às suas atividades rotineiras. Depois de passar por um longo processo, ele deixa um recado aos homens: “Antes, eu achava que ir ao médico uma vez perdida era suficiente. Hoje, sei que temos que nos cuidar com frequência. Eu aconselho procurar um especialista o quanto antes, pois achamos que nunca vai acontecer conosco”, diz. O urologista dr. Luiz Henrique também pontua a necessidade de acompanhamento: “Todo indivíduo do sexo masculino, independente da idade, deve ser acompanhado por um urologista, que irá avaliar a saúde do homem no geral. Além disso, é importante manter hábitos saudáveis, como se alimentar bem e praticar exercícios físicos”, afirma.

 

 

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Em tempos de pandemia, a equipe de Urologia Oncológica do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) tem se reinventado e prosseguido com suas reuniões clínicas de forma online, através da plataforma Zoom. A iniciativa tem atingido grandes proporções, tornando o HCP ainda mais reconhecido como referência em urologia. Na última quinta-feira (16), por exemplo, o encontro reuniu quase 80 urologistas e contou com a presença de renomados especialistas de vários países, com o objetivo de discutir as perspectivas de uma técnica menos invasiva no tratamento do câncer de pênis, criada pelo palestrante Marcos Tobias-Machado. “A ideia é adotar esse procedimento no HCP, o que torna a aula ainda mais relevante”, explica o urologista e supervisor do Fellowship em Urologia do HCP, dr. Luiz Henrique. 

Conhecida como Video Endoscopic Inguinal Lymphadenectomy (VEIL) –  Linfadenectomia Inguinal Videoendoscópica –, a técnica apresentada consiste em remover os linfonodos da região da virilha causados pela disseminação do câncer de pênis, através de três pequenas incisões feitas com o auxílio de pinças laparoscópicas. O procedimento é menos invasivo e previne complicações e infecções pós-cirúrgicas, diminuindo a morbidade sem afetar os resultados oncológicos. Os benefícios trazidos para o paciente são muitos, visto que a técnica normalmente adotada remove os linfonodos através de uma única incisão na região inguinal que vai desde a raiz do pênis até a lateral da coxa, trazendo, muitas vezes, complicações. Com a implantação da técnica no HCP, segundo dr. Luiz Henrique, “vamos oferecer um tratamento com mais eficácia e menos risco para os pacientes”, pontua.

O encontro proporcionou, ainda, outros resultados de grande impacto para a instituição: “Com a presença de profissionais de vários países, o hospital ganhou visibilidade internacional, o serviço de referência em urologia ganhou ainda mais notoriedade”, aponta o médico. Participante do Fellowship em Urologia do HCP, para o urologista Marcos Angelim – que conquistou a única vaga para o programa após longo um processo seletivo –, um dos maiores pontos positivos do encontro foi a possibilidade de interação entre os especialistas: "A reunião clínica nos moldes de videoconferência possibilitou o contato com as maiores autoridades mundiais de vídeocirurgia avançada na área de linfadenectomia inguinal. Tivemos a liberdade de fazer perguntas, discutir aspectos técnicos e planejar atividades futuras. O serviço de urologia do HCP ganhou muito com esta atividade", disse.

Na ocasião, estiveram presentes nomes de referência, como o professor Rene J. Sotelo (EUA), o cirurgião Victor Corona-montes (México) e o cirurgião Saleh S Elbaka (Egito).

 

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As lives, apresentações ao vivo realizadas por artistas nas redes sociais, estão se caracterizando como uma alternativa de entretenimento durante a quarentena. Porém, artistas e empresas estão transformando essa atitude em uma maneira de ajudar quem mais precisa. Foi o que fez a Musa, @priscilasennaoficial, no último dia 11 de abril. Durante a live, a cantora arrecadou 20 toneladas de alimentos, das quais três foram doados ao HCP na manhã desta sexta-feira (17). A ação foi realizada em parceria com a @turquesaalimentos, que colaborou com cinco toneladas de produtos, como: feijão macassar, leite de coco, sal refinado, arroz parboilizado, farinha quebrada, macarrão instantâneo, milho de munguzá e xerém. Os demais produtos arrecadados serão distribuídos para outras instituições que também estão precisando de ajuda.

O Hospital de Câncer de Pernambuco agradece a solidariedade de todos os envolvidos. A doação de alimentos é indispensável na produção de mais de duas mil refeições diárias, disponibilizadas para nossos pacientes, acompanhantes e funcionários.

 

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Em tempos de pandemia do Covid-19, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) reforçou algumas medidas de prevenção para garantir a segurança de pacientes e profissionais. Entre as ações adotadas, equipes que atuam em contato direto ou indireto com os pacientes na assistência têm recebido, semanalmente, treinamentos de como proceder em casos suspeitos da doença na instituição. “Levando em conta que todos os nossos pacientes fazem parte do grupo de risco do Coronavírus, os treinamentos buscam garantir que os profissionais estejam capacitados para cuidar de um caso suspeito ou confirmado com segurança”, explica a gerente de Qualidade do HCP, Raphaela Muniz.

Para abranger todos os setores ligados à assistência ao paciente, foram elaborados dois tipos de treinamento. Na linha de frente, as equipes de Urgência, UTIs, Hematologia, Enfermaria Santa Faustina e Enfermagem têm recebido orientações sobre a correta paramentação e desparamentação, cuidado e manejo com oxigenoterapia, entre outras indicações e contraindicações para o cuidado com o paciente suspeito. “Tem sido vários treinamentos com recomendações, com ajustes e medidas. Tudo para otimizar o manuseio do paciente suspeito do Covid-19. A proposta é treinar todos os profissionais para minimizar o risco de contaminação”, aponta a fisioterapeuta hospitalar responsável pelos treinamentos com a CCIH, Amanda Melo.

Por outro lado, maqueiros, agentes patrimoniais, técnicos de segurança, profissionais de manutenção, profissionais de TI, equipe de higienização e limpeza, entre outros departamentos da equipe de apoio, que atuam numa assistência indireta ao paciente, são orientados sobre sintomas do Coronavírus, cuidados com o transporte do paciente, paramentação e desparamentação, uso correto de EPIs e prevenção de contaminação de roupas. Os profissionais são treinados pela equipe de Qualidade com a participação do SESMT. O objetivo, ainda segundo Raphaela Muniz, é “visar a prevenção da transmissão”.

Todas as ações adotadas pelo HCP durante a pandemia obedecem criteriosamente às orientações de prevenção do Coronavírus. As medidas são estudadas pelo Comitê de Contingenciamento contra o Coronavírus do HCP e tomadas no combate à disseminação do vírus. 

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Uma pesquisa realizada no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) revelou que alguns fatores clínicos estão associados à evolução do osteossarcoma, um tipo de câncer ósseo que apresenta maior frequência entre crianças e adolescentes. Pioneiro em Pernambuco, o estudo identificou que sexo masculino e tamanho tumoral acima de 15cm são fatores prognósticos desfavoráveis para a doença, ou seja, contribuem com a redução da taxa de sobrevida do paciente. Isso significa dizer que pacientes que apresentam essas características estão mais propensos à evolução do tumor ósseo.

O resultado foi alcançado através da análise do perfil sociodemográfico de 64 pacientes com idade variável de 4 a 21 anos, diagnosticados com osteossarcoma primário sem metástase inicial e tratados no HCP entre os anos de 2010 e 2017. Para tal, características clínico-patológicas, terapêuticas e informações de idade e gênero de cada paciente foram analisadas e detalhadas com base no prontuário –  documento que reúne dados do paciente oncológico – e do Registro Hospitalar de Câncer. “As características foram analisadas a fim de identificar fatores de risco que influenciam no tratamento e prognóstico de pacientes com osteossarcoma, bem como associá-los à sobrevida global, sobrevida livre de doença e sobrevida livre de progressão, dados que representam o tempo de vida após diagnóstico, sem sintomas da doença e sem evolução do tumor, respectivamente”, explica a pesquisadora Ana Luiza Bezerra.

Através da análise, observou-se inicialmente que todos os pacientes estudados apresentaram sintomas iniciais de dor intensa e aumento de volume na região afetada pelo tumor ósseo, geralmente associados a um acidente por trauma. O fêmur foi o osso de maior acometimento pela doença. Outro importante resultado identificou que aspectos sociodemográficos não influenciam na evolução do osteossarcoma. “Embora a maioria dos participantes da pesquisa residissem no interior de Pernambuco e de estados vizinhos, o estudo revelou que a distância geográfica até o HCP não influencia no tratamento e na evolução tumoral”, pontua a pesquisadora.

As descobertas possibilitam um tratamento mais eficiente para pessoas com osteossarcoma, visto que o conhecimento dos fatores que influenciam no comportamento do tumor proporciona uma conduta mais eficiente. Como defende a Ana Luiza, “Identificando os fatores que estão ocasionando a evolução do osteossarcoma, podemos oferecer um melhor tratamento”.

Cumprindo os princípios éticos que envolve a elaboração de uma pesquisa em ambiente hospitalar, o estudo foi orientado pelo coordenador científico do Serviço de Ortopedia Oncológica do HCP, Dr. Marcelo Souza, profissional com grande reconhecimento na especialidade em todo o Brasil.

A doença

Tipo mais comum de câncer ósseo, o osteossarcoma apresenta maior incidência entre crianças e adolescentes.  O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), instituição que é referência no tratamento de tumores ósseos, atende cerca de 90% dos casos de osteossarcoma no estado. Para alertar à população sobre a importância de estar atento aos sinais da doença, o HCP lança a campanha Abril Amarelo, que pode ser conferida no site hcp.org.br/abrilamarelo.

A união entre a qualidade assistencial e o investimento em pesquisa em ortopedia são fatores que elevam o HCP como Centro de Referência em Tratamento Oncológico em todo o Nordeste.