DESFECHOS CLÍNICOS APÓS NEFROSTOMIA NAS PACIENTES COM CÂNCER DE COLO DE ÚTERO DO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO NOS ANOS DE 2016 A 2020
Autores
Data
16/06/2026
Ano da publicação
2023
Categorias
Palavras-chave
câncer de colo de útero
nefrostomia
função renal
Resumo
Introdução: Responsável por 570 mil casos novos por ano no mundo o câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres,
com taxa de óbitos de 311 mil por ano, sendo a quarta causa mais frequente de morte por câncer em mulheres, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA 2020). Devido a incidência de casos de câncer de colo de útero, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, surgiram várias terapêuticas (cirurgia, quimioterapia, radioterapia) e dessa forma, houve um aumento na sobrevida dessas pacientes. Com isso, observou-se também um aumento na realização de nefrostomia percutânea em pacientes com tumor localmente avançado que evoluem com dilatação pielocalicial e perda da função renal.Objetivos: Determinar os impactos/desfechos clínicos da nefrostomia na recuperação da função renal, envolvendo a análise da idade média das pacientes, identificando os estadiamentos mais prevalentes, avaliando a recuperação da função renal e os índices de infecções associados a nefrostomia, como também, analisando o tempo de vida após o procedimento.Metodologia: Estudo de corte transversal, unicêntrico, retrospectivo baseado na análise de 40 prontuários das pacientes portadoras de câncer de colo de útero submetidas a nefrostomia tratadas no Hospital de Câncer de Pernambuco nos anos de 2016 a 2020. As variáveis (idade, estadiamento ao diagnóstico, melhora da função renal, infecções mais comuns e tempo de vida após nefrostomia) foram descritas a partir de planilha elaborada pelos pesquisadores do estudo, a fim de realizarse padronização das informações. Os dados coletados foram tabulados no programa Excel for Windows, versão 2016 e foram realizadas análises exploratórias dos dados. As informações das variáveis quantitativas foram condensadas através de medidas de tendência central (média, mediana e intervalo interquartílico) e medida de dispersão (desvio-padrão). Para as variáveis qualitativas os dados apresentados em forma de tabelas com representação das frequências absolutas (frequêmcia) e percentuais (%). Resultados: Do total de 40 mulheres avaliadas, a mediana da idade foi de 50 anos. O estadiamento mais prevalente entre elas foi o estágio IIB, com 45% das pacientes; seguido de 27,5% no estádio IIIB; 22,5% no estádio IVA e 5% no estádio IVB. Em relação a recuperação da função renal verifica-se que 60,0% das pacientes normalizaram a função renal. Com relação aos índices de infecções associadas a nefrostomia, nota-se que a maioria (60%) não apresentou infecção, enquanto que 35% das pacientes foram acometidas por infecção. Em relação ao tempo de vida após nefrostomia, notou-se que 21 pacientes estavam vivas (52,5%) dentro do período analisado e 19 pacientes foram a óbitos (47,5%).Conclusões: Os desfechos clínicos das 40 pacientes estudadas no HCP foram compatíveis com os dados da literatura mundial, sendo a nefrostomia percutânea efetiva para descomprimir o trato urinário superior, melhorando a função renal e, subsequentemente aumento as taxas de
sobrevivência das pacientes.
Arquivos
- TCR- Stéphanie Medeiros Dantas