História

O embrião da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer surgiu entre os representantes da nata da sociedade pernambucana no dia 9 de novembro de 1945, em um casarão localizado no Espinheiro, Zona Norte do Recife. A ideia foi dada pela senhora Dília Henriques, esposa do médico José Henriques, que mobilizou outras senhoras para a causa. Uma delas era Esther Souto Carvalho, esposa de Aldemar da Costa Carvalho.

Ela iniciou o projeto da SPCC e, ao lado do marido, conquistou avanços importantes. Além de conquistar o atual terreno do HCP, ele também doou o primeiro pavilhão que, inicialmente, tinha 15 leitos. Já em 1962, o ambulatório Aldemar da Costa Carvalho conseguia atender cerca de 1500 por dia.

Mas a necessidade nunca parava. Chegava a doação, faziam-se as realizações e novas demandas continuavam surgindo. A família Carvalho continuava lutando pelas doações, indo de porta em porta captar apoio de empresários e gente de todo o estado. Hoje, dona Esther é considerada a voluntária mais antiga do país e também fundadora da rede de voluntárias, fundada junto com o HCP.

Foram vários os avanços seguintes e nas décadas de 50, 60 e 70 o hospital alcançou o seu auge. Foi a época em que mais se formaram oncologistas, com vários palestrantes internacionais, a departamentalização dos setores, entre diversas novidades médicas e instrumentais que chegaram por aqui. A partir da década de 80, o Hospital de Câncer começou a perder um pouco a força que tinha e alguns problemas começaram a se acumular até que, nos anos 2000, estávamos quase fechando as portas. Eram R$ 54 milhões em dívidas com fornecedores, colaboradores e, uma dívida muito maior deixava todos preocupados: o paciente de câncer. O prédio anexo estava há 17 anos com as obras paradas, um símbolo forte do que foi viver aquele momento de crise.

Depois do quarto mês de salários atrasados, os funcionários, com a esperança de que o novo governador eleito, Eduardo Campos, tomasse para si a responsabilidade de reerguer o hospital, fizeram uma caminhada em direção ao Palácio do Campo das Princesas pedindo ajuda. Ele se sensibilizou e a intervenção foi decretada. Uma honrada e corajosa atitude.As enfermarias foram recuperadas, novos equipamentos adquiridos e foi retomada a construção do prédio anexo.

Uma das primeiras medidas adotadas depois da intervenção foi regularizar o pagamento dos colaboradores. Além disso, em mais ou menos um ano de intervenção, a dívida caiu para R$ 8 milhões. Foram muitas dívidas renegociadas e muita vontade de vencer que fez a primeira intervenção, que ficou a cargo de Francisco Saboya, reequilibrar a gestão. Seis anos depois, Eduardo Campos nomeou dr. Iran Costa como segundo interventor até que, completamente reerguido, a gestão se tornou sólida e sustentável do ponto de vista financeiro.

Hoje o hospital está caminhando com uma gestão própria, liderada pelo médico Hélio Fonseca, focada em realizar um trabalho primoroso que atenda toda a socidade com metas ousadas de crescimento, pensando sempre na nossa missão: Acolher e cuidar de pessoas portadoras de câncer, oferecendo tratamento humanizado, integral e de excelência em saúde.


Avenida Cruz Cabugá, 1597, 50040-000, Santo Amaro - Recife - PE
Ligue: (81) 3217-8000
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