Tipos de câncer

Novembro Azul chama atenção para câncer de próstata

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Novembro Azul: um mês inteiro para chamar a atenção dos homens para a importância dos cuidados gerais com a saúde e, em especial, do diagnóstico precoce quando o assunto é câncer de próstata. Embora seja tratável, estima-se que um a cada quatro homens diagnosticados com câncer de próstata irão morrer por causa da doença – principalmente por causa do diagnóstico tardio. Diante desse cenário, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) alerta para a necessidade da consulta anual com um médico urologista e da realização dos exames preventivos, quando houver indicação. 

“O diagnóstico precoce aumenta a chance de cura do câncer de próstata. Por isso, é importante ir ao urologista, para que seja avaliada a necessidade de se fazer os exames de rastreio. Para que o homem possa decidir, essa conversa precisa existir”, enfatiza o chefe do serviço de Urologia do HCP, dr. Rômulo Vasconcelos. Ir ao médico e fazer os exames recomendados irá possibilitar que o tumor seja detectado ainda em fase inicial. Dessa forma, será possível, também, avaliar se existe a indicação imediata do tratamento ou se é necessário apenas o acompanhamento da doença, no caso de tumores com desenvolvimento lento. 

De forma geral, todos os homens com mais de 50 anos devem fazer os exames de rastreio, que consistem na combinação de um exame de sangue simples, conhecido como PSA, e do toque retal. No caso de indivíduos que possuem parentes de 1º grau com a doença ou de homens negros, a recomendação é de que o exame seja feito a partir dos 45 anos. “O toque retal é importante porque cerca de 25% dos pacientes que têm câncer de próstata não apresentam alterações no PSA”, reforça dr. Rômulo.

Embora medidas objetivas de prevenção não estejam bem estabelecidas, atitudes de cuidado geral com a saúde devem ser estimuladas, pois auxiliam também na resposta ao tratamento, de acordo com dr. Rômulo. Entre elas estão a alimentação saudável e a prática constante de atividades físicas. "Doenças associadas como diabetes, obesidade e tabagismo podem prejudicar a resposta sexual após o tratamento, por exemplo”, pontua.

MATERIAL INFORMATIVO

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) apoia o Novembro Azul, mês dedicado à prevenção do câncer de próstata. Faça o download do nosso material informativo clicando aqui.

 

Outubro Rosa: hábitos saudáveis e prevenção contra o câncer de mama

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A acelerada vida moderna é um dos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de um câncer de mama. É por isso que, neste Outubro Rosa, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) quer fazer um alerta importante: algumas mudanças de hábito podem fazer a diferença e ajudar a prevenir a doença, que representa o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam que, somente em 2016, cerca de 60 mil mulheres receberam o diagnóstico de algum tipo da doença que, se diagnosticada precocemente, atinge índices de cura superiores a 90%. Você pode obter mais informações sobre a doença no site hcp.org.br/outubrorosa.

De acordo com a mastologista e coordenadora do Serviço de Mama do HCP, dra. Cláudia Pereira, o câncer de mama é uma doença de causa multifatorial, ou seja, não existe uma causa definida que possa ser associada ao seu surgimento. “Hoje em dia, precisamos ter muito cuidado em relação à qualidade de vida para evitarmos esses riscos. A mulher moderna está mais exposta ao câncer do que em outras épocas justamente por causa do estilo de vida que levamos atualmente”, explica a médica.

Ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos, por exemplo, podem contribuir para evitar o câncer de mama, uma vez que a obesidade é um dos fatores de risco para o surgimento da doença. Manter as consultas médicas e os exames de rotina em dia e, no caso das mulheres com mais de 40 anos, realizar a mamografia anualmente, também são importantes para detectar a doença em estágio inicial, o que contribui para o aumento das chances de cura. No caso das mulheres com histórico familiar de câncer de mama, essa prevenção deve começar ainda mais cedo.

“O grande objetivo da mamografia é justamente tentar diagnosticar os tumores enquanto eles ainda não são palpáveis”, justifica dra. Cláudia. A médica acrescenta, ainda, que é importante conhecer o próprio corpo e ficar atento aos sinais e sintomas que a doença manifesta, tais como tumorações palpáveis, endurecimento da mama, presença de secreção saindo dos mamilos, aumento dos linfonodos das axilas e inchaço ou vermelhidão nas mamas. Em alguns casos, também podem surgir pequenas feridas na região do mamilo.

 

Câncer de testículo: uma doença rara, mas que precisa ser lembrada

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Um teste antidoping de rotina realizado pelo jogador de futebol Ederson, do Flamengo, revelou algo inesperado: um câncer de testículo. A doença, que representa apenas 5% do total de casos de câncer entre homens, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), surge de modo lento e, na maioria das vezes, indolor. Por isso, estar atento aos sintomas pode garantir o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura.

O aumento gradativo e indolor do testículo é o principal sinal da doença. “Esse aumento também vem acompanhado de uma sensação de peso e do endurecimento do órgão. Na existência de uma dessas situações, ou do surgimento de nódulos, é importantíssimo que o paciente procure um urologista o mais rápido possível”, explica o coordenador do Serviço de Urologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), dr. Rômulo Vasconcelos.

A idade do surgimento desses sintomas também pode ser um indicativo da doença. Isso porque, diferentemente de outros tipos de tumores urológicos, como os que atingem a próstata e a bexiga, que ocorrem com mais frequência a partir dos 50 anos, o câncer de testículo é mais comum entre adolescentes e homens no fim da fase adulta. A maior incidência ocorre em homens com idade entre 15 e 50 anos, com pico por volta dos 30 anos. “Isso faz com que tenhamos uma atenção maior para homens nessa faixa etária”, reforça o médico.

Embora não existam formas de se evitar o câncer de testículo, algumas condições estão associadas ao surgimento da doença. É o caso da criptorquidia, quando o órgão não completa seu deslocamento para a bolsa escrotal durante a fase de formação da criança, e de exposição a substâncias radioativas e tratamentos quimioterápicos. “É por isso que o diagnóstico precoce é essencial. A chance de cura, nesses casos, é maior que de 90%. De modo geral, é um câncer de bom prognóstico”, afirma o urologista.

De acordo com dr. Rômulo, o diagnóstico do câncer de testículo é feito de forma simples. Quando existe a desconfiança, o médico solicita um exame de imagem e a dosagem de algumas substâncias – entre elas, o HCG, cujo valor alterado chamou a atenção dos médicos do meia Ederson. “O HCG é um dos marcadores do câncer de testículo. Com o resultado desses exames, o médico consegue chegar na condição de indicar a pesquisa do câncer, seja com a biópsia testicular transoperatória ou com a orquiectomia, que é a retirada do testículo”, comenta.

O procedimento cirúrgico é indispensável para definir se o tumor é maligno e, em caso positivo, qual o melhor tratamento para o paciente. “Em cerca de 90% dos casos, a cirurgia é a única intervenção necessária”, ressalta o urologista. Em situações mais graves podem ser necessários tratamentos adicionais, como a quimioterapia, a radioterapia ou cirurgias complementares.

O médico enfatiza, ainda, que o câncer de testículo não está relacionado a situações como impotência, infertilidade, disfunção erétil por questão hormonal, alteração da libido e incontinência urinária. “Desde que o paciente cuide da saúde dele, ele não terá problemas, porque um único testículo saudável consegue suprir todas as necessidades hormonais”, frisa. 

Campanha Julho Verde alerta sobre Câncer de Cabeça e Pescoço

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Julho verde: um mês inteiro para chamar a atenção para a existência do câncer de cabeça e pescoço. A campanha, que faz alusão ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado em 27 de julho, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, que possui chances de cura superior a 80% quando detectada no início. O Julho Verde foi idealizado há dois anos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP).

Câncer de cabeça e pescoço é o nome genérico que se dá aos tumores que ocorrem na boca, na faringe, na laringe e nos seios paranasais. Em geral, os tumores de cabeça e pescoço são mais frequentes em homens com mais de quarenta anos, e, juntos, representam o segundo tipo de câncer com maior incidência na população masculina brasileira, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com o coordenador do serviço de Cabeça e Pescoço do HCP, Dr. Paulo Bentes, isso ocorre porque a doença está fortemente associada ao consumo de álcool e ao tabagismo. “Pessoas que utilizam cigarros há muito tempo têm riscos 20 vezes maiores de desenvolverem algum câncer de cabeça e pescoço. Quando há também o consumo do álcool, essa chance sobe para 25 vezes”, destacou. Nos últimos anos, a infecção pelo HPV também tem sido relacionada com tumores de boca, orofaringe e laringe.

Os sintomas variam de acordo com o tipo do tumor, mas de modo geral, é preciso ficar atento a feridas na boca ou na garganta que demoram a cicatrizar; dor ou dificuldade para engolir; rouquidão por tempo prolongado; e caroços no pescoço. “Não existe nada mais fácil do que detectar esses sintomas, mas, mesmo assim, continuamos a fazer o diagnóstico do câncer quando ele já está avançado. Quanto mais cedo o tumor for detectado, maior a chance de cura e menor as consequências para os pacientes”, frisou o médico.

Números HCP

Em 2016, o serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital de Câncer de Pernambuco recebeu mais de 2 mil novos pacientes com a doença, além de ter realizado mais de 11,2 mil consultas e de 2,6 mil cirurgias. Atualmente, o setor conta com 12 cirurgiões especialistas e é responsável por realizar cerca de 60% de todas as cirurgias em pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Estado.

O que é câncer ósseo

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Um tipo raro de câncer, com alto índice de mortalidade e sem formas de prevenção: essa é a principal descrição do tumor ósseo, doença que representa apenas 2% do total de cânceres diagnosticados. Atingindo majoritariamente crianças, adolescentes e idosos, o câncer ósseo é uma doença que se manifesta, principalmente, através de um sinal: a dor. O diagnóstico precoce é a melhor forma de garantir um tratamento positivo.

Embora seja considerado raro, o tumor ósseo é uma realidade. Somente em 2016, por exemplo, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu cerca de 750 novos pacientes com tumores ósseos e realizou mais de 4,5 mil consultas e de 800 cirurgias em pessoas portadoras desse tipo de câncer. Atualmente, o setor de Ortopedia Oncológica do HCP é responsável por 30% das cirurgias oncológicas em pacientes portadores de tumores ósseos em todo o Estado.

Entre os tumores primários, como são chamados aqueles que nascem dentro do próprio osso, o osteossarcoma, o sarcoma de Ewing e o condrossarcoma são os mais comuns. Os dois primeiros, mais agressivos, são encontrados em crianças e adolescentes, especialmente na área ao redor do joelho. “Não se sabe bem o porquê, mas acredita-se que seja por causa do potencial de crescimento que existe nessa faixa etária”, explica o ortopedista oncológico do Hospital de Câncer de Pernambuco, dr. Marcelo Souza.

O condrossarcoma, por sua vez, é comum em adultos e costuma atingir a área da bacia. Adultos e idosos, no entanto, são mais acometidos por tumores metastáticos, ou seja, que são oriundos de outros tipos de câncer. “É muito comum haver mulheres com câncer de mama e metástase no osso ou pessoas com câncer de pulmão e metástase no osso. Esse tipo de tumor metastático faz parte da rotina das pessoas da terceira idade”, frisa o médico.

O ortopedista oncológico alerta, ainda, que o diagnóstico precoce é a melhor forma de garantir resultados positivos para o paciente, como o aumento da sobrevida e a cura. Para isso, é preciso ficar atento a dor constante, que é o principal sintomas do câncer ósseo. “As pessoas que têm o diagnóstico precoce têm chances de cura duas ou três vezes maior do que os pacientes que chegam tardiamente. O diagnóstico tardio também aumenta a mutilação e diminui a sobrevida”, orienta. Fadiga, perda de peso e fraturas são outros sinais que devem ser observados.

PEDALA HCP

Para chamar a atenção da população pernambucana para a existência do câncer ósseo, o Hospital de Câncer de Pernambuco está promovendo o 3º Pedala HCP. Marcado para o dia 9 de abril, a partir das 8h, o passeio ciclístico terá o Cais da Alfândega como ponto de partida e chegada. As inscrições podem ser feitas presencialmente, no próprio hospital e no Quiosque Ingresso Prime (Shopping Tacaruna), ou por meio do site hcp.org.br/pedala. Todo o dinheiro arrecadado com o evento será revertido para o HCP.

Saiba tudo sobre a Quimioterapia

Antes de falar sobre a Quimioterapia, é preciso entender o que é o câncer e como ele atua no nosso organismo. Todos nós somos formados de tecidos que, por sua vez, são formados por células. Elas crescem e morrem naturalmente, de maneira regular. De maneira genérica, o câncer é o que chamamos quando há uma alteração no crescimento dessas células, de maneira desordenada, podendo atingir tecidos e também órgãos do nosso corpo.

Saiba tudo sobre o câncer de fígado

O câncer de fígado é uma doença de tratamento difícil que requer uma equipe multidisciplinar. Atinge cerca de 600 mil pessoas todos os anos. Ele pode ser originado inicialmente no fígado, geralmente relacionado a cirrose ou, secundário, que é relacionado com cânceres primários de outros órgãos e que acometem o fígado secundariamente. Dentre estes, o câncer de intestino é um dos mais frequentes. 

O fígado precisa de atenção especial porque o maior problema está no diagnóstico precoce, visto que, muitas vezes, não há sinais no início da doença. “O mais importante é saber que existe tratamento que visa a cura e o resgate da qualidade de vida dos pacientes, lembrando sempre que o diagnóstico precoce é a chave para o sucesso do tratamento”, explica o médico Cesar Henrique Lyra, especialista em cirurgia hepática do Hospital de Câncer de Pernambuco.

Alguns  sinais sugestivos de doença no fígado são icterícia (pele amarelada), “água na barriga”, perda de peso significativa e fadiga. Quando presentes, podem significar doença em estágio mais avançado. 

O que é câncer colorretal?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. Na maioria das vezes, este tipo de câncer é tratável e curável se for detectado precocemente. Os primeiros sinais apresentam-se geralmente a partir de pólipos ou lesões que podem crescer na parede interna do intestino grosso. A principal maneira de prevenir o aparecimento dos tumores é a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos.

Somente para este ano, o Inca estima que 34.280 pessoas no Brasil sejam diagnosticadas com a doença. Por isso, apesar de pouco comentado, este tumor precisa também de um alerta e atenção de toda a sociedade, até porque a doença, no seu estágio inicial, não apresenta sintomas. Quando há sangramento ou dor abdominal forte, a doença já está avançada e as chances de cura são menores. Para se ter uma ideia, somente no ano passado, foram realizadas 180 cirurgias de câncer colorretal no Hospital de Câncer de Pernambuco. Este tipo de câncer é o terceiro mais frequente entre as mulheres e o quarto em frequência entre os homens.

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