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Primeira tese de Doutorado do HCP discute novo protocolo para tratamento de câncer de ovário

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Instituição referência na assistência oncológica do Estado, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) deu mais um passo na consolidação das suas atividades de Ensino e Pesquisa. No último dia 13 de agosto, o médico dr. Thales Batista, cirurgião de pelve, defendeu a primeira tese de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia da instituição, realizado em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center. Em seu projeto, o médico elaborou um novo protocolo de tratamento para o câncer de ovário, doença de difícil diagnóstico e baixa chance de cura, com a proposta de diminuir as complicações pós-cirúrgicas e de aumentar a sobrevivência livre de progressão dos pacientes, ou seja, o tempo que o paciente permanecerá sem novos sinais do câncer. A defesa da tese aconteceu no A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de ovário deverá atingir, somente este ano, mais de seis mil mulheres em todo o País. De modo geral, o diagnóstico da doença é feito tardiamente, quando o tumor já está em processo de metástase. Isso acontece porque não existe uma forma eficaz de rastrear a doença, que também não costuma apresentar sintomas e nem consegue ser visualizada em exames de imagem em sua fase inicial. Nesse tipo específico de câncer, a disseminação ocorre principalmente para o peritônio, membrana que recobre as paredes do abdômen e a superfície dos órgãos abdominais. 

De acordo com dr. Thales Batista, cirurgião responsável pela pesquisa, o método mais utilizado atualmente para o tratamento da doença, que é mais comum em mulheres com idade entre 50 e 60 anos, consiste na realização da cirurgia citorredutora ou na combinação desta com sessões prévias e/ou posteriores de quimioterapia. “Na cirurgia citorredutora, nós tentamos retirar todos os focos tumorais do abdômen, e isso pode adquirir uma proporção gigantesca, se percebermos que existem outros órgãos acometidos, como o estômago e o reto”, explica.

Como uma das características do câncer de ovário é a metástase para o peritônio, os pesquisadores, agora, estão buscando novas formas de tratamento que atuem especificamente nessa membrana, uma vez que é nela que ocorre, também, a maior parte das recidivas, quando há o retorno do câncer. “A primeira maneira de fazer isso é através da colocação de um cateter dentro da cavidade abdominal, por onde é realizada a introdução da quimioterapia. O problema é que esse procedimento gerou alguns inconvenientes e, por isso, acabou não sendo adotado na prática clínica”, detalha.

A segunda opção, mais recente, é a realização de uma sessão de quimioterapia durante a própria cirurgia citorredutora. “Essa dose da quimioterapia, que é mais alta, vai dentro do peritônio e em uma temperatura aquecida. A hipertermia atua tanto matando as células pelo próprio efeito do calor quanto potencializando a ação de alguns quimioterápicos que são inseridos no abdômen”, detalha o médico. Como a droga é inserida dentro da própria cavidade, os efeitos colaterais sistêmicos também acabam sendo menores do que quando a infusão é feita pela via venosa. Esse procedimento é chamado de Quimioterapia Intraperitonial Hipertérmica – ou, na sigla em inglês, HIPEC.

A PESQUISA

Embora já venha sendo utilizada para o tratamento de alguns tipos de câncer que se desenvolvem no peritônio, apenas nos últimos anos a HIPEC começou a ser usada para o tratamento do câncer de ovário metastático. A infusão quimioterápica é feita com o auxílio de um equipamento chamado Perfomer HT, fabricado pela empresa italiana Rand, que aquece a solução e a mantém em circulação. 

No caso da pesquisa de dr. Thales Batista, a máquina foi adquirida em 2014 por meio de um fomento obtido através de um edital do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), resultado de uma parceria com o Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado, Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O equipamento foi instalado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), onde foram feitas todas as cirurgias necessárias para o estudo. 

Atualmente, o protocolo a ser seguido para o tratamento com HIPEC em caso de câncer de ovário metastático indica a infusão quimioterápica por um intervalo de tempo que dura de 60 a 90 minutos. Em sua tese, a proposta do dr. Thales era verificar se a redução desse tempo poderia ser benéfica para a paciente. “No nosso estudo, estamos pressupondo que reduzir o tempo de infusão para 30 minutos e aumentar a dose da quimioterapia pode ter um resultado tão bom quanto o protocolo atual, ou seja, que ela tenha o mesmo resultado terapêutico a custa de menor morbidade”, destaca. “Também queremos aumentar a taxa de sobrevivência livre de progressão de 12 meses para 24 meses”, completa.

A pesquisa foi realizada com um grupo seleto de pacientes que, inicialmente, seria formado por 20 mulheres, com idades entre 18 e 70 anos, que apresentavam tumores epiteliais de ovário, a forma mais comum da doença, em estágio avançado. Nesse caso, foram considerados os casos com estadiamento III e IV, os últimos estágios da doença. Além disso, as pacientes precisavam ter condições clínicas favoráveis a um tratamento mais radical. Todo o estudo foi realizado com pacientes em atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A tese de doutorado foi feita com a participação de nove pacientes, todas em tratamento no IMIP ou no HCP. Por enquanto, os resultados encontrados pelo pesquisador foram animadores. “O protocolo de 30 minutos apresentou baixa morbidade, alta hospitalar muito rápida e retorno também rápido ao tratamento sistêmico. Em termos de sobrevivência livre de doença, precisamos acompanhar os pacientes para verificar se o resultado foi realmente adequado”, ressalta.

PRÓXIMOS PASSOS

A ideia, agora, é expandir a pesquisa para outros hospitais que realizam tratamento oncológico espalhados pelo País, até que se consiga completar o estudo com 20 pacientes, conforme estabelecido no projeto. Centros como o INCA, no Rio de Janeiro; o Instituto Hospital de Base, no Distrito Federal; o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e o Hospital do Amor, ambos em São Paulo, foram convidados a participar. “A Rand irá ceder a máquina para esses hospitais e eles irão nos ajudar a recrutar as pacientes. Esperamos que, até meados do ano que vem, o projeto já esteja finalizado. A inclusão dos outros centros irá colaborar para que esse método de tratamento inovador, iniciado com muito orgulho nesse projeto, também possa ser difundido em outros locais e proporcionado não apenas para os pacientes de Pernambuco, mas de todo o Brasil”, conclui o médico.

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Em atenção ao Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, HCP reforça que pacientes oncológicos podem doar córneas

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No Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado nesta quinta-feira (27), o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) chama a atenção para um fato: você sabia que os pacientes com câncer também podem ser doadores? Via de regra, os pacientes oncológicos estão aptos a doar a córnea, tecido transparente localizado na parte anterior do globo ocular. Atualmente, o HCP é a instituição que mais capta córneas em todo o Estado. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-PE), somente este ano o HCP realizou a captação de 127 córneas.

“É necessário acabar com o mito de que paciente oncológico não pode ser doador. A disseminação do câncer é feita pela via sanguínea e como a córnea é um tecido não vascularizado, não existe, em geral, essa contraindicação”, explica o superintendente Técnico do HCP, dr. Fábio Malta. As exceções acontecem no caso de pacientes com infecções generalizadas e tumores sanguíneos ou no globo ocular.

Criada em 2013, a Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes (CIDHOTT) é quem realiza o grande trabalho de conscientização dos profissionais de saúde e de acolhimento das famílias. A CIDHOTT é composta por um médico, um enfermeiro, um psicólogo e técnicos de enfermagem, que atuam 24h por dia nessa missão. “Nesse acolhimento, é colocado para a família que eles podem ajudar outras pessoas a recuperarem a visão. Em geral, as famílias recebem bem essa notícia”, destaca dr. Fábio, que também é o coordenador Médico da CIDHOTT.

A participação do HCP na captação desse tecido tem ajudado o Estado a manter o status de córnea zero, reconquistado em julho de 2017. Isso quer dizer que todo o paciente que tiver indicação para o transplante de córnea irá realizar o procedimento em até 30 dias, contados a partir da realização dos exames necessários e da posterior inscrição na fila de espera. Desde o começo do ano, já foram realizados 529 transplantes de córnea em Pernambuco.

Pesquisa desenvolvida no HCP indica alteração imunológica em pacientes com câncer gástrico

 

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Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de estômago é um dos cinco tumores malignos mais prevalentes em homens e mulheres em todo o País. Apesar disso, o tratamento dessa doença ainda apresenta sérias limitações, especialmente no que diz respeito aos tumores avançados e em processo de metástase. Uma pesquisa realizada no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), no entanto, aponta que uma das possibilidades futuras de tratamento para a doença pode estar na estimulação do sistema imunológico do próprio paciente – mais especificamente no receptor OX-40, molécula expressa na superfície dos linfócitos, células de defesa do nosso organismo. O resultado do estudo, elaborado pelo cirurgião oncológico Mário Rino, foi publicado recentemente no Journal of Surgical Oncology, uma das publicações mais importantes do mundo em Cirurgia Oncológica.

A pesquisa foi realizada com 24 pacientes da instituição diagnosticados com adenocarcinoma gástrico, tipo que responde por mais de 95% dos casos de câncer de estômago, segundo dados do Inca. Além destes, participaram do estudo outros 34 indivíduos saudáveis, com características semelhantes às dos pacientes. Por meio da coleta de sangue, o médico conseguiu identificar um fato importante: existe uma diferença grande de expressão de OX-40 nos linfócitos das pessoas saudáveis quando comparados aos pacientes com câncer gástrico. Em outras palavras, isso quer dizer que as pessoas doentes apresentam uma alteração na resposta do sistema imunológico, o que costuma ser comum nos pacientes oncológicos.

Em situações normais, o sistema imunológico entra em ação quando surge uma infecção, por exemplo. Esse ataque é regulado pelo próprio organismo, que identifica quando é a hora certa de parar para que não haja danos às células saudáveis do corpo. Quando surge um tumor, no entanto, as células cancerígenas conseguem burlar esse processo, através da expressão de proteínas específicas que avisam ao organismo que o sistema imunológico não precisa combater as células defeituosas. Assim, o tumor continua a se proliferar.

“Hoje a gente sabe que talvez seja menos importante entender a doença e o seu mecanismo fisiopatológico do que entender o mecanismo através do qual o organismo trata as neoplasias. Estimular o sistema imune para destruir o câncer se mostrou tão ou mais efetivo do que entender o mecanismo da doença e tentar intervir em todas as falhas que existem no processo de desencadeamento do câncer”, explica dr. Mário Rino, que é mestre em Cirurgia pela Universidade Federal de Pernambuco e atua há 11 anos no HCP.

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Essa mudança na forma de pensar o tratamento oncológico deu origem à imunoterapia, uma maneira de ajudar o sistema imunológico do paciente a identificar e eliminar as células neoplásicas. Os primeiros medicamentos imunoterápicos surgiram na década de 1980 para combater os melanomas metastáticos, o tipo mais agressivo de câncer de pele na sua forma avançada. Na época, no entanto, tais remédios se mostraram pouco eficientes.

Essa situação mudou em 2010, quando foram publicados os resultados das pesquisas de um novo medicamento, o Ipilimumabe. Também destinado para o tratamento de melanomas metastáticos, ele apresentava poucos efeitos colaterais e bons resultados na sobrevida dos pacientes. De lá para cá, novos remédios vem sendo desenvolvidos para o tratamento de doenças metastáticas com origem em diversas regiões, como pulmão, cabeça e pescoço e rim. Em alguns casos, aliás, a doença regrediu completamente.

Embora esse seja apenas o pequeno primeiro passo de uma longa caminhada, essa descoberta pode sugerir que a imunoterapia pode ser uma nova forma de tratamento para o câncer gástrico. “O que percebemos é que as pessoas saudáveis apresentam maior expressão de OX-40 do que as quem estão com câncer gástrico. A razão disso pode ser ‘o ovo ou a galinha’: ou a pessoa já tem uma deficiência imunológica ou o tumor induz a essa deficiência”, ressalta o médico.

Esse estudo faz parte da tese de doutorado de Dr. Mário Rino, que está sendo realizado por meio de uma parceria entre o HCP, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e o A.C. Camargo Cancer Center. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Pesquisa Translacional do IMIP, sob a orientação da Dra. Leuridan Torres, coordenadora do laboratório, com apoio Financeiro da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE) e do DECIT/Ministério da Saúde. A expectativa, agora, é que outros pesquisadores realizem pesquisas que corroborem com esse resultado e que ela possa ser desenvolvida. “Foi a primeira vez que conseguimos mostrar essa deficiência para câncer gástrico. Só saberemos se ela será efetiva para a questão de tratamento quando conseguirmos executar os ensaios, que é algo mais complexo, mas a falha existe e isso já é um caminho para a utilização desses anticorpos”, reforça o cirurgião.

 

HCP Gestão passa a administrar o Hospital São Sebastião, em Caruaru

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Foi realizada na última sexta-feira (31/08), a abertura do Hospital São Sebastião, em Caruaru. Com 56 leitos, a unidade passa a ser referência para os mais de 1,3 milhão de pernambucanos moradores do Agreste e tem como perfil o atendimento em clínica médica. Com a abertura, esta passa a ser a quinta unidade administrada pelo HCP Gestão, organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). “A população pode contar com o nosso trabalho, com a nossa dedicação, com a execução dos serviços propostos; sempre com foco no bem estar do paciente e na humanização”, afirmou Filipe Bitu, superintendente geral do HCP Gestão.

A cerimônia contou com a participação do secretário Estadual de Saúde; Iran Costa; do superintendente Geral do HCP, Hélio Fonseca; da diretora Geral do Hospital da Mulher do Recife, Isabela Coutinho; da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra; e do ex-governador João Lyra Neto, entre outras autoridades. A enfermeira Luciana Melo está na direção do HSS.

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O Hospital, que pertence ao Governo do Estado, funcionará como unidade de retaguarda, ou seja, destinada a pacientes encaminhados pelos hospitais da região, principalmente do Hospital Regional do Agreste (HRA). Ao todo, foram investidos mais de R$ 10 milhões nos equipamentos, reforma e qualificação do serviço, que fica localizado na av. Agamenon Magalhães, no bairro Maurício de Nassau.

Como todo hospital recém-inaugurado, o São Sebastião segue um cronograma de implantação e ampliação dos serviços. Desta forma, inicialmente, passa a funcionar com 20 leitos de clínica médica. Na segunda quinzena de setembro mais 20 leitos serão ativados. A previsão é que todas as enfermarias estejam em funcionamento até o final de outubro. Este cronograma favorece a estruturação da unidade, com a integração dos serviços e dimensionamento da demanda.

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Adolescentes com câncer celebram a vida em festa de 15 anos

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Domingo, 26 de agosto de 2018. A noite começava a surgir quando exibindo sorrisos largos e com passos ansiosos, meninos e meninas atravessaram o portão da Usina Dois Irmãos, no bairro de Dois Irmãos. Um grupo misturado, composto por 34 adolescentes de diferentes lugares e com histórias distintas para contar, mas todas elas com um capítulo em comum: a luta contra um câncer. Aos pares, eles ouviram seus nomes e entraram no salão do espaço, sob aplausos, rumo ao que foi muito mais do que um Baile de Debutantes.

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(Foto: Tião Siqueira)

Há poucos meses, Lívia Oliveira, 18 anos, recebeu a notícia de que, finalmente, seu tratamento contra um linfoma havia chegado ao fim. A felicidade da jovem se multiplicou quando, no mesmo mês, recebeu um telefonema de uma assistente social do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) com o inesperado convite para ser uma das participantes do Baile de Debutantes. “Eu sou muito grata, porque passar por um tratamento oncológico é muito difícil e essa festa, para mim, foi realmente como um presente. Serviu como um estímulo para que nós tivéssemos ainda mais vontade de ficar bem”, contou.

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Franklin Pimentel e Lívia Oliveira (Foto: Tião Siqueira)

Já a adolescente Luana Silva, 17 anos, ficou feliz ao reencontrar tantos familiares de Betânia, sua cidade natal. A jovem, que segue em tratamento contra um câncer de ovário no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), se sentiu deslumbrada com a festa, inimaginável para ela, filha de um agricultor e de uma dona de casa. “Está tudo sensacional. Eu agradeço aos voluntários porque isso é um verdadeiro sonho”, disse. “Em meio a tanta dificuldade, recebemos tanto carinho de todos. Eu me sinto muito acolhido”, completou Franklin Pimentel, 17 anos. 

Idealizado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, movimento de voluntários que atua no HCP, o terceiro Baile de Debutantes reuniu cerca de 500 pessoas – familiares, amigos, voluntários – para comemorar a vida desses adolescentes, que estão em tratamento no próprio HCP, no HUOC e no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). Para garantir que a festa tivesse bolo, valsa, doces, mesa farta e muita música, fornecedores se aliaram para organizar o evento, que se transformaria em um momento mágico, de verdadeira celebração. E assim foi feito.

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Entre eles estava o estilista Albérico Ribeiro, responsável pelo desenho e pela confecção dos vestidos das meninas e por fornecer a roupa completa dos meninos. A cor escolhida para os trajes – verde Tiffany – foi uma forma de trazer uma mensagem de esperança para as adolescentes. “Toda vez que eu participar, eu quero ter condições de dar o vestido para cada uma dessas garotas. Isso irá servir como lembrança dessa noite. Eu me sinto mais feliz do que se tivesse recebido dinheiro por todos eles, porque vê-las felizes é uma recompensa que vem do coração”, disse. 

BASTIDORES

A iniciativa do Baile de Debutantes nasceu com Joselane Paiva, voluntária que atua no HCP há mais de 20 anos e que sempre realizou festas para os pacientes da ala pediátrica. Conhecida como tia Jô, é ela quem corre atrás dos parceiros para que o sonho dos adolescentes, que ela conhece de perto, possa ser realizado. “Tem sido muito satisfatório e, esse ano, conseguimos realizar uma festa grande, para 500 convidados. Nós, que somos voluntários, trabalhamos e muito”, disse. 

Mas a verdade é que, por trás de toda a magia da festa, um verdadeiro batalhão de voluntários também se esforçou para que todos os pacientes estivessem bem para aproveitar a noite tão esperada e para que as famílias pudessem estar presentes. Para isso, foram realizados bazares com vestidos de festa doados, venda de lanches, rifas e até captação de recursos com parceiros. “Compramos suplementos especiais, providenciamos transporte e estadia para os familiares que vêm de longe. São muitas coisas que estão envolvidas neste processo e precisamos ajudar para que isso tudo aconteça”, explicou Maria da Paz, presidente da Rede Feminina.

A ideia, segundo Maria da Paz, é que, no fim das contas, todos os adolescentes se sintam felizes e mais fortes para continuar o tratamento. “Fica a sensação de dever cumprido e melhor do que esse sentimento é ver a realidade desses adolescentes alcançando aquilo que esperamos, que é que eles estejam bem. Queremos que eles retomem a rotina, voltem a estudar, a trabalhar. Queremos ver que tudo isso valeu a pena”, finalizou.

 

Hospital da Mulher promove ações de promoção do Agosto Dourado

 

agostodourado3.jpgEm alusão ao Agosto Dourado, o Hospital da Mulher do Recife, no Curado, realiza uma série de ações de sensibilização para o Aleitamento Materno. Do dia 6 ao dia 10 de agosto, estão sendo feitas palestras itinerantes nas salas de espera do Centro de Imagem e do Egresso (consulta de retorno de mãe e bebê após a alta da maternidade). Ao longo do mês, a programação do HMR terá ainda apresentação do grupo Palhaçoterapia, curso de manejo sobre o Aleitamento Materno, exposição de fotos e mamaço.

Nos dias 9, 16 e 23 (quintas-feiras), o Hospital vai receber o Palhaçoterapia, um projeto da UPE - Universidade de Pernambuco.  Por meio de atividades lúdicas, eles vão falar dos benefícios da amamentação. O grupo vai se apresentar no alojamento conjunto - onde mães e bebês ficam internados - , e também nas salas de espera do ambulatório.

Um dos pontos altos da programação acontecerá ainda no dia 16 (quinta-feira) com a realização de um mamaço, ou seja, com um encontro de mães amamentando simultaneamente. Estarão reunidas, mães da maternidade, das consultas ambulatoriais, funcionárias mães e convidadas.

Nos dias 15 e 16, a unidade promoverá o Curso de Manejo do Aleitamento Materno. "O HMR tem a perspectiva de se tornar Hospital Amigo da Criança e parte desse processo é capacitar 100 por cento dos profissionais ligados à mãe e bebê. Esta já é a quarta turma e, até agora, mais de 100 profissionais já foram treinados", informa a diretora geral do HMR, Isabela Coutinho.

Ainda como parte das atividades do Agosto Dourado, haverá exposição  com fotos relativas ao Aleitamento Materno, feitas durante os atendimentos e internamentos no Hospital. "O objetivo é fazer com que nossas usuárias se identifiquem com esse processo", afirma Manoel Adauto, coordenador do Aleitamento Materno do HMR.

Também na programação, haverá palestra sobre a relação entre a Amamentação e a Nutrição, e  lançamento de um álbum seriado, que é explicativo sobre os benefícios da amamentação para o bebê e a mãe.

Unidade da Prefeitura do Recife, o Hospital da Mulher está sob administração do HCP Gestão, organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco. 

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Programação HMR Agosto Dourado:

Dia 07 - Salas de Espera – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério (ambulatório); mini palestra sobre Incentivo à Amamentação.

Dia 09 - Apresentação do projeto Palhaçoterapia; mini palestra sobre Incentivo à Amamentação; Roda de Conversa – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério (alojamento Conjunto)

Dia 14 - Salas de Espera – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério.  (ambulatório); mini palestra sobre Incentivo à Amamentação.

Dia 15 - Curso de manejo clínico do Aleitamento Materno.

Dia 16 - Curso de manejo clínico do Aleitamento Materno; Apresentação do projeto Palhaçoterapia (incentivo à amamentação); Exposição de Fotos; Roda de Conversa – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério (alojamento Conjunto).

Dia 21 - Salas de Espera – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério (ambulatório).

Dia 23 - Mamaço (grupos de mulheres amamentando simultaneamente), Apresentação do projeto Palhaçoterapia (incentivo à amamentação), Lançamento do Álbum Seriado sobre Amamentação. Roda de Conversa – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério. (alojamento Conjunto).

Dia 28 - Salas de Espera – Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério (ambulatório).

Dia 31 - Aleitamento Materno e Nutrição na Gestação e no Puerpério (ambulatório); Mini palestra sobre Incentivo à Amamentação.

UPAE do Arruda completa dois anos com qualidade e humanização

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Nesta sexta-feira (29), a UPAE Deputado Antonio Luiz Filho – UPAE do Arruda, completa dois anos de funcionamento. Para marcar a data, será realizado um evento comemorativo na unidade, às 17h. “É um momento para celebrarmos a confiança dos usuários e a competência e dedicação dos nossos colaboradores”, ressalta Adriana Bezerra, coordenadora geral da UPAE.

A programação começará com uma apresentação do coral formado por funcionários da UPAE. Em seguida, haverá um momento religioso de agradecimento. Além de funcionários e pacientes, o evento contará com a presença do superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, responsável pela Organização Social do Hospital de Câncer de Pernambuco, que administra a UPAE. A unidade pertence à Prefeitura do Recife. "Esse é um modelo gerencial que resultou em inovação da gestão da Saúde, com melhoria da qualidade do atendimento e otimização dos recursos", destaca ele.

Em dois anos de funcionamento, a UPAE do Arruda já realizou 40.974 consultas médicas, 62.858 consultas de profissionais de saúde de outras especialidades, 37.194 exames diagnósticos por imagem, 17.461 sessões de fisioterapia e 127.692 exames laboratoriais. Dados atualizados em 15 de junho de 2018. O evento desta sexta-feira, se encerrará com o corte do bolo comemorativo.

Integrar - Como parte das comemorações de aniversário da UPAE, será lançado, também nesta sexta-feira, a partir das 8h, o projeto Integrar. Criado pela equipe de Psicologia, o objetivo é promover um ambiente ainda mais acolhedor e humanizado para os colaboradores e usuários da unidade. Serão feitas reuniões mensais, onde os funcionários terão um espaço de diálogo permanente, por meio de rodas de conversa, dinâmicas de grupo e outras prática integrativas. 

 

 

Encontro reúne representantes de Organizações Sociais de todo o País

 

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O superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, participou, na útlima segunda-feira (28), do evento “20 anos de parceria – OS é a solução”, promovido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) e Associação Brasileira das Organizações Sociais de Cultura (Abraosc). O encontro, em São Paulo, teve a participação do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que ministrou a palestra de abertura.

Durante o evento foram apresentados cases de sucesso, relacionados à saúde, cultura e ciência, e tecnologia. Também foi anunciado que as 21 organizações sociais que fazem parte do Ibross (instituição do setor de saúde) terão um sistema que vai monitorar indicadores como exames e cirurgias. O sistema entrará em vigor no segundo semestre. O encontro contou com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e da FGV Saúde.

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Emoção toma conta do evento de dois anos do HMR

 

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O Hospital da Mulher do Recife, no Curado, comemorou dois anos de funcionamento com uma programação festiva, na última quarta-feira (08), que emocionou a todos que participaram das atividades. As comemorações começaram com a apresentação de um balanço dos atendimentos da unidade.  Durante o evento, realizado no auditório do HMR, a mesa foi composta pelo secretário de Saúde do Recife, dr. Jaílson Correia, o superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, a superintendente administrativa do Hospital de Câncer de Pernambuco, Cláudia Barbosa, e a diretora geral do HMR, dra. Isabela Coutinho, que deu as boas vindas aos presentes.

“Esta é uma unidade que nasceu com a missão de fazer a diferença positiva na vida das mulheres recifenses; de ser referência na qualidade dos seus serviços e na humanização do atendimento”, afirmou Isabela Coutinho. Em seguida, a diretora técnica, Cinthia Komuro, apresentou um balanço da gestão. Nestes dois anos, o HMR já realizou mais de 600 mil procedimentos. “Além dos expressivos resultados alcançados, o Hospital da Mulher faz da humanização um exercício diário e tem no afeto o seu principal insumo”, destacou o secretário Jaílson Correia, que no ato representou o prefeito do Recife, Geraldo Julio. 

O superintendente geral do HCP Gestão, Filipe Bitu, destacou a importância da parceria entre a Prefeitura do Recife, a quem pertence o Hospital da Mulher, e o HCP Gestão, organização social do Hospital de Câncer de Pernambuco, que administra o HMR. “O Hospital traduz a importância de um novo olhar sobre o serviço público”, afirmou. Ainda durante o evento, houve a apresentação musical do coro de funcionários e a leitura de um poema sobre a construção e funcionamento do Hospital. Após esse momento, Filipe Bitu e Isabela Coutinho receberam uma homenagem dos colaboradores da instituição. Já as mulheres atendidas pelo HMR foram homenageadas através de duas mães que tiveram seus bebês na unidade. Elas receberam um álbum de fotos de seus respectivos partos.

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Ainda como parte das atividades, aconteceu o lançamento da exposição da fotógrafa Andréa Rêgo Barros, com nove telas, que apresenta mães em diversos serviços oferecidos pelo Hospital. Andréa foi homenageada pela direção do Hospital com um buquê de flores. Logo após o lançamento da exposição, foi inaugurado o Espaço Convivência do Hospital da Mulher do Recife, um local de descanso e de interação dos colaboradores. A área foi instalada com sofás e centros de canto, produzidos a partir de palets, e decorada com quadros, plantas e flores. Houve ainda parabéns, corte do bolo e um almoço especial no refeitório da unidade. Em paralelo às comemorações voltadas para os funcionários, foram realizadas atividades para as usuárias, com salas de espera de Nutrição e de Atividade Física.

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Além dos funcionários do HMR, o evento contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde do Recife e do Hospital de Câncer de Pernambuco. À noite, foi servido um jantar especial para os colaboradores do turno. Na ocasião, houve apresentação do grupo Gênesis, também formado por funcionários do Hospital.  

Dados – Desde que foi inaugurado, o Hospital da Mulher do Recife já realizou 116.278 consultas, 416.206 exames e 7.404 partos, sendo 5.484 normais e 1.920 cesáreas. Atualmente, o Hospital da Mulher conta com 671 colaboradores.

UPAEs Belo Jardim e Arcoverde celebram quatro anos de funcionamento.

 

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Equipe da UPAE Arcoverde

O mês de abril marcou as comemorações do aniversário de 4 anos das Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs) de Arcoverde e Belo Jardim. Para marcar a data, as unidades promoveram ações voltadas para funcionários e pacientes. Em comum, as UPAEs apresentaram os indicadores dos quatro anos de funcionamento e também celebraram com bolo a passagem do aniversário. João Peixoto, coordenador geral da unidade de Arcoverde, e Alexandra Silvestre, coordenadora geral da unidade de Belo Jardim, organizaram os eventos junto com suas equipes.

Na UPAE Belo Jardim, foram seis dias de uma programação que se encerrou na última sexta-feira (27). Na ocasião, foram apresentados os resultados destes quatro anos de gestão para os oito municípios atendidos. A unidade realizou cerca de 152 mil exames e 124 mil atendimentos médicos e não médicos. O evento contou ainda com uma benção ecumênica de agradecimento. As comemorações tiveram também apresentação musical de Renato Silva, grupo cultural Contadores de História (da cidade de Tacaimbó), palestra motivacional com a Miria Pereira (RH) e palestra “Amigos da Ouvidoria”, com Valéria Maria (ouvidora).

Na UPAE de Arcoverde, foram apresentados os resultados da Educação Continuada e os indicadores de funcionamento da unidade, que já realizou 165,4 mil exames e 148,9 mil atendimentos médicos e não médicos. Os pacientes também puderam participar de um mini curso de auto maquiagem e limpeza de pele. A instituição também promoveu uma apresentação musical dos funcionários e uma missa com Padre Benevaldo, da paróquia de São Geraldo.

As UPAEs de Belo Jardim e de Arcoverde são unidades de saúde do Governo do Estado, administradas pelo HCP Gestão, a organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco.

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Equipe da UPAE Belo Jardim

 

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