Disfagia: sintomas, riscos e qualidade de vida

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Do momento que entra na nossa boca até a hora que chega ao estômago, o trajeto que a saliva e os alimentos percorrem é bastante longo. Embora pareça simples, esse processo é, na verdade, resultado do trabalho em conjunto de muitos órgãos, músculos e nervos. Quando há uma falha nesse caminho, surge a dificuldade de engolir: é a chamada disfagia. Para conscientizar a população sobre esse distúrbio, comum em pacientes oncológicos, o dia 20 de março é celebrado, em todo o País, como Dia de Atenção à Disfagia.

Entre os pacientes oncológicos, a disfagia atinge, especialmente, aqueles que estão em tratamento de tumores de cabeça e pescoço, esôfago, estômago, pulmão, sistema nervoso central (SNC) e mama, além de pacientes que apresentam metástases que comprometam a função de respiração e/ou o nível de consciência. As sessões de radioterapia, quimioterapia e a cirurgia que são realizadas durante o tratamento do câncer também contribuem para o desenvolvimento do distúrbio.

Tosses ou engasgos durante ou após as refeições, dor ao engolir, sensação de comida ou saliva parada na garganta e alimentação mais lenta do que o habitual estão na lista dos principais sintomas da disfagia. No caso de pacientes traqueostomizados, também é preciso ficar atento à saída de alimentos pela traqueostomia, abertura feita na parede da traqueia para facilitar a entrada do oxigênio. 

“O fonoaudiólogo é o profissional habilitado para avaliar, diagnosticar e reabilitar as dificuldades de deglutição, bem como para identificar potenciais riscos para a disfagia. No entanto, o trabalho de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e odontólogos são essenciais para a melhora desse sintoma”, destaca a fonoaudióloga do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Danielle Terto.

Segundo a especialista, algumas regras são importantes para que o paciente com disfagia consiga realizar sua alimentação com segurança, entre eles: permanecer sentado com os pés apoiados no chão ou com o tronco elevado durante e após a refeição; ficar atento à quantidade e velocidade da oferta do alimento; e ingerir alimentos com a consistência mais segura, que não provoque desconforto durante a refeição. “Vale salientar que a consistência mais segura é aquela que não oferece riscos de alteração da deglutição ou a presença de broncoaspiração - por isso, o olhar do profissional especializado, o fonoaudiólogo, é indispensável”, reforça Danielle.

Essas sugestões são importantes para evitar que o paciente sofra com problemas mais graves. “Além de acometer emocionalmente o paciente, favorecendo o isolamento social, a disfagia pode causar problemas como desidratação, desnutrição e pneumonia, além de aumentar o risco de morte por asfixia”, detalha.

 

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