Linfoma: tipo de câncer que afeta o sistema de defesa do organismo

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Começa mais um mês e o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) inicia uma nova campanha de conscientização contra o câncer - o “Agosto Verde Claro”, um mês inteiro de alerta para a detecção precoce do linfoma, um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático (sistema de defesa do organismo, responsável pela circulação dos glóbulos brancos, que atuam no combate das doenças causadas por vírus e bactérias). Esse tipo de câncer ganhou destaque após as personalidades Edson Celulari e Reynaldo Gianecchini, e a ex-presidente Dilma Rousseff serem atingidos pela doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer de Pernambuco (INCA), 12.710 pessoas foram acometidas pela doença em 2018, sendo 6.850 homens e 5.860 mulheres, desse total, 4.956 pessoas vieram a óbito. Esse quantitativo representa a soma de acometidos pelos dois grupos de linfomas, Linfoma de Hodgkin e Linfoma não Hodgkin. “O linfoma ocorre quando uma célula normal do sistema linfático se transforma, cresce sem parar e se dissemina pelo organismo. A célula afetada, o comportamento e a agressividade desses linfomas os classificam como Linfoma de Hodgkin, 85% dos casos são curáveis se detectados precocemente, e Linfoma não Hodgkin, mais agressivo, tipo que atingiu os atores Edson Celulari e Reynaldo Gianecchini, e a ex-presidente Dilma Rousseff . Nos dois tipos, o diagnóstico precoce pode garantir o sucesso no tratamento, por isso é imprescindível atenção aos sintomas”, destaca a coordenadora do Serviço de Hematologia do HCP,  Danielle Padilha. Surgimento de ínguas (caroços na região do pescoço), sudorese noturna, perda de peso, febre e coceira na pele são os principais sinais de alerta. 

Alteração no sistema imunológico é o principal fator de risco para o aparecimento da doença, nesse caso, pessoas com infecções crônicas, doenças autoimunes e deficiências imunológicas têm maior propensão a desenvolver linfoma – ou seja, pessoas infectadas pelo vírus HIV, de Epstein-Barr e HTLV1 e pela bactéria Helicobacter pylori, pessoas que fizeram tratamento para outro tipo de câncer e transplante de órgão. “Fatores como a exposição a radiação, dieta com muita carne e gorduras, sedentarismo e exposição a agentes químicos, como fertilizantes e solventes, também são relacionados como fatores de risco para o linfoma”, alerta a médica do HCP Danielle Padilha.

O tratamento mais utilizado para o linfoma é a quimioterapia, porém, em casos mais agressivos, onde o paciente não reage bem à quimioterapia, e em alguns tipos de linfomas não Hodgkin é necessário o transplante de medula óssea e, até mesmo, a radioterapia. Entre 2018 e maio de 2019 foram diagnosticados 220 casos de linfoma no HCP, todos do tipo Linfoma não Hodgkin, forma mais agressiva da doença. 

 

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