HCP Comunica

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Na manhã de hoje (12), foram inaugurados os ambientes restaurados do Departamento de Patologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), requalificação fruto de um convênio entre a instituição e o Grupo Ser Educacional. A reforma foi iniciada em outubro de 2017 e abrangeu o Laboratório de Técnica Histológica, a Sala de Macroscopia e o Arquivo, setores fundamentais no diagnóstico, classificação e estadiamento histopatológico das doenças. Toda a infraestrutura elétrica, iluminação, climatização, exaustão e estrutura física foram recuperadas e modernizadas, garantindo um ambiente de trabalho mais eficiente e seguro para os profissionais do departamento.

“A nova estrutura condiz com a filosofia da instituição. Fazemos o máximo que podemos para melhorar a condição do colaborador, porque sabemos que isso repercute no resultado para o paciente. Por isso, fizemos essa transformação”, pontuou o superintendente geral do HCP, dr. Hélio Fonsêca, que aproveitou para mencionar o importante trabalho realizado pelo serviço de Patologia da instituição. “Quero enaltecer a história dos grandes patologistas que passaram por aqui”, disse. Para o presidente do grupo Ser Educacional - mantenedor da UNINASSAU, Jânyo Diniz, “Fazer a requalificação é um passo que estamos dando para reforçar essa parceria com o HCP, que espero que dure muito tempo. A reforma possibilitou mais qualidade para o trabalhador e com isso, de fato, quem ganha são os pacientes”, afirmou.

Na ocasião, também estiveram presentes a superintendente administrativa do HCP, dra. Claudia Barbosa, o superintendente financeiro, André Amarante e o Assessor da Superintendência de Ensino e Pesquisa, Guilherme Costa. Do grupo Ser Educacional, marcaram presença o diretor executivo de ensino, Adriano Azevedo, a diretora acadêmica, Simone Bérgamo, a diretora adjunta de estágios, Raquel Porto e a consultora de saúde, Lúcia Leão.

O grupo conheceu o serviço realizado pelo setor e visitou a nova estrutura, cuja inauguração foi marcada pelo descerramento da placa de homenagem.  O Coordenador do Departamento de Patologia do HCP, Sérgio Moura, enalteceu a reestruturação: “Hoje vivenciamos o relançamento de um laboratório profundamente requalificado, que oferece a eficiência que o departamento precisa para enfrentar os desafios da patologia do século XXI. Certo de partilhar o sentimento dos trabalhadores e pacientes do HCP, manifesto aqui o mais profundo agradecimento ao grupo Ser Educacional e a todas as pessoas envolvidas na consolidação deste projeto”.

 

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Uma das formas de se diagnosticar o câncer de mama, tumor maligno mais comum entre mulheres em todo o mundo, é a biópsia guiada por ultrassonografia (USG). No Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), instituição que é referência no tratamento desse tipo de tumor, esse serviço foi expandido, já que agora o Departamento de Mastologia também o realiza em lesões impalpáveis. A novidade irá diminuir o tempo de espera das pacientes pela realização da biópsia e foi possível graças a três fatores: a doação de uma máquina de ultrassonografia para o Departamento de Mastologia da instituição feita pela empresa Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.; a aula prática de biópsia guiada por Ultrassonografia (USG) ministrado pela radiologista dra. Patrícia Cravo à equipe que integra o setor e, por fim, a doação de 30 agulhas feita pela empresa Axon Healthcare que possibilitou a realização treinamento.

A biópsia guiada por USG é um procedimento por meio do qual é feita uma punção do material do tumor com o auxílio de uma agulha fina (Punção Aspirativa por Agulha Fina - PAAF) e de uma agulha grossa (Biópsia por Agulha Grossa – Core Biopsy), conforme a necessidade indicada pelo USG. Nessa punção, fragmentos do tumor são coletados e o material segue para análise, que indicará os resultados da presença ou não do câncer. "A agulha que está ligada a uma pistola faz disparos e nesses disparos, fragmentos do tumor ficam dentro dela", explicou a coordenadora do departamento de mastologia do HCP, dra. Denise Sobral. Além de diminuir a fila de espera pelo exame, a expansão do serviço para o setor de mastologia contribui com a agilidade no diagnóstico precoce do câncer de mama, fator fundamental para se alcançar a cura. "A gente vai aumentar o número de profissionais que fazem o procedimento no HCP. Em menos de 30 dias a paciente já receberá o resultado e, em caso de câncer de mama, já será iniciado o tratamento. Nós adiantamos o diagnóstico e tiramos a paciente do terror de estar carregando uma lesão sem saber exatamente o que é", pontuou a médica.

 

Aula prática

Realizada no último sábado de junho (29), o treinamento de biópsia por ultrassonografia foi ministrado voluntariamente por dra. Patrícia Cravo, que é referência em radiologia intervencionista em Pernambuco e no Brasil. Participaram do curso dez profissionais que integram a equipe de mastologia do HCP, incluindo os residentes. Também foram beneficiadas 11 pacientes da instituição que estavam precisando do procedimento.

"Essa assessoria serviu como ponto de partida para um novo aprendizado, para que se possa dar assistência à população, que é carente desse serviço. Conheço vários médicos do HCP e a parceria é no sentido de ter uma conduta multidisciplinar dentro e fora do hospital. Como a equipe de mastologia ganhou o equipamento e precisava do auxílio, disponibilizei a aula para que os pacientes sejam ainda mais beneficiados", pontuou a radiologista. "Dra. Patricia é uma pessoa que colabora muito com o HCP, ela sempre vem para nos ajudar. Acho que é importante enaltecer esses profissionais que vêm voluntariamente e contribuem com nosso serviço", elogiou dra. Denise.

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Doações

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) é uma instituição privada e sem fins lucrativos, que atende os pacientes de Pernambuco e de outros estados por meio do Sistema único de Saúde – SUS. Por esse motivo, precisa de doações contínuas de pessoas físicas e jurídicas para manter a qualidade no atendimento integral e humanizado aos pacientes. Para a coordenadora de captação de recursos do HCP, Norma Bravo, a doação da máquina de ultrassonografia para o setor de mastologia "assim como outras doações, ajuda o HCP a continuar com sua missão, que é acolher e cuidar de pessoas com câncer".

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Totalizando quase R$ 260 mil, desde que a campanha teve início, em novembro de 2018, a rede de supermercados Arco-Mix fez uma nova doação ao Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), agora no valor de R$45.854,88. A ação faz parte do Troco Solidário, iniciativa realizada pelos caixas nas 19 lojas da rede e no atacarejo ArcoVita, que estimulam os clientes a destinarem as moedas do seu trocou ou, se preferirem, outro valor, para ajudar o HCP. A entrega simbólica do valor arrecadado em junho foi realizada na tarde da última quarta-feira (09), na unidade de Igarassu, loja que mais arrecadou durante o mês.   

Na entrega, um dos diretores da Arco-Mix, Bartolomeu dos Santos, destacou a alegria de contribuir com o hospital. “O sentimento de colaborar com o HCP é gratidão. Só temos a agradecer a Deus em poder ajudar as pessoas. Isso já está na nossa cultura, nos nossos valores. A gente faz esse trabalho com o maior prazer. Mexe com a gente saber que os colaboradores compraram a ideia, porque muitos deles já tiveram alguém da própria família que precisou do HCP. Todos estão envolvidos, diretoria, colaboradores e clientes”, ressalta.

Para Simone Lino, caixa da loja em Igarassu, as doações tem um sentido especial. “Explico todo o procedimento para que os clientes confiem na doação, destacando que ela será apresentada no cupom fiscal. Minha mãe já foi paciente do Hospital de Câncer, sei a dificuldade que é. Foram quatro anos lutando, mas ela não conseguiu sobreviver. Porém, existem outras vidas necessitadas ali”, destaca. 

 

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O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lamenta profundamente o falecimento do oncologista Eriberto de Queiroz Marques, aos 76 anos, no último domingo (30). Grande nome da oncologia no estado de Pernambuco, dr. Eriberto assumiu o cargo de superintendente do HCP de 1998 até 2003, instituição onde desempenhou uma importante contribuição. 

Nascido em 25 de março de 1944, na cidade de Pesqueira-PE, dr. Eriberto de Queiroz teve uma história de dedicação ao tratamento de pacientes oncológicos, realizando grandes feitos para Pernambuco. Formado em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-graduado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 1987, o médico fundou o Serviço de Quimioterapia de Pernambuco (SEQUIPE), primeira clínica oncológica privada para atendimento ambulatorial do estado.  Em 1993, fundou o Centro de Oncologia de Caruaru (CEOC). Entre outras contribuições, foi, também, vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da Sociedade Brasileira de Cancerologia. 

Nossas condolências a familiares, amigos e colegas de profissão diante dessa irreparável perda.

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A reabilitação fonoaudiológica é fundamental para promover qualidade de vida aos pacientes que, devido ao câncer de laringe, foram submetidos à laringectomia total e, consequentemente, perderam a voz. Isso porque é através desse processo que esses pacientes oncológicos reaprendem a falar por meio de várias técnicas, entre elas, a voz esofágica. Na última quarta-feira (03), a equipe multidisciplinar do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), responsável por um trabalho de reabilitação que é referência em todo o estado, participou do curso teórico-prático de reabilitação para laringectomizados totais promovido pela Atos Medical. O treinamento foi realizado na biblioteca do HCP e faz parte do projeto de educação continuada da empresa, que tem como objetivo gerar conhecimento e atualização sobre a tecnologia que envolve esse tipo de tratamento em instituições de referência.

Além da equipe multidisciplinar do departamento de cabeça e pescoço do HCP – formada por médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas –, foram convidados para participar do curso representantes de outros hospitais e de universidades, bem como da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O superintendente técnico do HCP, dr. Fábio Malta, enfatizou a importância do evento para a instituição: “É um treinamento que vai agregar conhecimento no tratamento dos nossos pacientes”, pontuou na abertura do curso, que foi iniciado com uma emocionante apresentação do Coral Ressoar, formado por pacientes laringectomizados do HCP. A programação do curso também abrangeu palestras com temas como: conceito de laringectomia total, reabilitação vocal, reabilitação pulmonar e apresentação de acessórios desenvolvidos para a reabilitação.

Para o diretor-geral da Atos Medical, Rafael Diniz, a iniciativa vai levar o HCP a se fortalecer ainda mais como centro de referência: “O HCP tem todo o potencial. O trabalho dos profissionais de cabeça e pescoço devolve a qualidade de vida e o convívio social ao paciente. Ele volta para a sociedade com vontade de viver novamente, com a sensação de que está se curando”, disse Rafael, que aproveitou para elogiar a apresentação do Coral Ressoar: “Fiquei bastante impressionado com a força e o poder vocal deles. Realmente me emocionou. Muito bom, a equipe de fonoaudiologia está de parabéns”. Segundo a coordenadora multidisciplinar do HCP, Roberta Borba, “Como um Hospital de referência no processo de reabilitação de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, a gente tem o dever de disseminar o conhecimento. É importante alertar a população para o cuidado diferenciado que esse paciente precisa ter. Então é fundamental que a equipe tenha esses momentos de atualização”, pontuou.

 

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Mais de dois mil cocos, cerca de 280 kg de açúcar e uma dedicação sem igual, esses foram os ingredientes necessários para que Elenilson Silva (53 anos), comerciante, pudesse produzir 2.400 cocadas, produtos que ele mesmo vendeu por R$1,00 cada, na AV. Dois Rios, no bairro do Ibura. A soma do valor foi a quantia necessária para que pudesse adquirir duas máquinas de costura. Agora você está se perguntando, “qual a relação da máquina de costura com o HCP?”, certo?! Toda! Os equipamentos são essenciais para a produção de perucas, doadas gratuitamente para os pacientes que, pelo tratamento contra o câncer, perderam os cabelos.

Elenilson teve essa iniciativa após assistir uma matéria que falava sobre o serviço de produção de perucas, realizada aqui no HCP, por voluntárias da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer. As novas máquinas aumentariam a produção das peças e, consequentemente mais pacientes poderiam ser contemplados. “Minha esposa foi tratada no Hospital de Câncer, mas infelizmente não resistiu ao tratamento. Passei um tempo muito mal, não conseguia passar nem em frente ao HCP, mas quando vi a matéria, lembrei das pessoas que são tratadas na instituição e de como elas precisam de ajuda. Há cerca de dois meses fiquei doente e fiz uma promessa, caso não fosse nada sério, doaria essas máquinas de costura, com um valor adquirido com o meu trabalho”, lembra. Os calos em suas mãos e as queimaduras nos braços confirmam todo o empenho de Elenilson  nessa empreitada – em um mês e quinze dias produziu e vendeu, todas as cocadas. 

 “Essa doação é muito importante para o hospital e tem uma representação maior ainda para os pacientes que perderam os fios e precisam das perucas. A ajuda do senhor Elenilson chegou para a mudar a vida de muitas pessoas”, alegra-se Norma Bravo, coordenadora do setor de captação de recursos e doações do Hospital de Câncer de Pernambuco. Agora com as novas máquinas, as seis costureiras que trabalham no serviço poderão diminuir o tempo de espera dos pacientes, que antes esperavam cerca de um mês para receber as perucas.  Para a confecção, as voluntárias também utilizam cabelos doados, que podem ser entregues no HCP, de segunda a sexta, das 8h às 12h. Os interessados em doar para a instituição podem entrar em contato no telefone (81) 3217.8025 ou através do site www.hcp.org.br.

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Em prol do Hospital de Câncer de Pernambuco, o Grupo de Teatro Anália Franco realiza, no próximo dia 10 de agosto, nova apresentação da peça A Rediviva de Magdala, que retrata a história de Maria Madalena desde sua passagem como cortesã até a entrega total aos desvalidos do Vale dos Leprosos. A peça foi montada a partir de um texto inédito de Djenane Mendonça e teatraliza a vida da cortesã que viveu no século I. Toda a bilheteria do evento será revertida para o HCP. A peça será apresentada no Teatro do IMIP e custa R$ 25,00. 

Apresentação teatral: A Rediviva de Magdala

Data: 10 de agosto

Horário: 19h30

Local: Teatro IMIP - Rua dos Coelhos, 300 Boa Vista - Recife - PE

Vendas: HCP (recepção central); Livraria Leitura (Shopping Tacaruna); Fraternidade Peixotinho (Boa Viagem) e Lar de Tereza de Jesus (Prado).   

 

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Mais uma pesquisa que consolida o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) como instituição de referência em Ensino e Pesquisa foi realizada por meio do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia da instituição em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center. No último mês, o oncologista clínico Marcelo Salgado defendeu sua tese de doutorado, por meio da qual foram investigadas as alterações no sistema imunológico de pacientes com câncer de mama. "O sistema imunológico é um dos responsáveis por nos proteger contra o câncer, então eu precisava entender o porquê e onde ele estava falhando nessas pacientes", pontuou o médico.

Tumor maligno mais comum entre as mulheres em todo o mundo – de acordo com o Instituo Nacional de Câncer (INCA) –, o câncer de mama pode se apresentar nos estágios de 1 a 4, sendo o primeiro, o nível inicial da doença, com maiores chances de cura, e o último, o mais grave, quando o câncer já atingiu a metástase. Além dos estágios, há diferentes tipos de tumor da mama. O mais agressivo deles, o triplo negativo, representa 20% de todos os casos da doença e foi escolhido como alvo de estudo da tese. Como explicou o oncologista clínico, "Nós temos quatro tipos de diferentes de câncer de mama, o triplo negativo é o mais agressivo e normalmente ocorre em mulheres mais jovens e com piores resultados, com menores chances de cura. No estágio 1A Luminal A, por exemplo, a chance de cura da paciente é de 99%. Porém, nesse mesmo estágio, quando o câncer é do tipo triplo negativo, esse número cai para 84%".

Durante os 4 anos de estudo, o sistema imunológico de 30 pacientes do HCP com câncer de mama triplo negativo no estágio 3 foi analisado antes e depois do tratamento, com objetivo de identificar as possíveis mudanças e se essas mudanças provocavam alguma diminuição ou aumento nas chance de cura da doença. Os resultados da pesquisa, aponta o médico, confirmam a hipótese inicial: "A gente conseguiu identificar duas alterações no sistema imunológico. As pacientes que possuíam essas alterações, tinha um resultado pior no tratamento, as que não possuíam, conseguiam viver mais", destacou. 

A pesquisa é a primeira do Nordeste a estudar o sistema imunológico de pessoas com diagnóstico de câncer de mama triplo negativo, o que resulta em grandes contribuições ao estudo deste tipo de câncer em todo o Brasil, e, consequentemente, em melhorias para os pacientes oncológicos. No HCP, instituição que é referência no tratamento do câncer em Pernambuco, no ano de 2016, 947 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Os dados são do Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer da instituição. 

*Marcelo Salgado possui residência em oncologia clínica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e é membro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica e da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica. Integra também a Associação Americana para Pesquisa Clínica e é doutor em oncologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Hospital de Câncer de Pernambuco com o A.C. Camargo Cancer Center. 

 

 

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Exercendo a principal função de migrar as células de defesa para os tecidos do organismo, as quimiocinas são famílias de citocinas que podem se apresentar tanto de forma benéfica no sistema imunológico do indivíduo – sendo uma das responsáveis por manter a homeostase (equilíbrio do organismo) – quanto de forma maligna  – podendo favorecer o desenvolvimento tumoral e a disseminação de células malignas para formação de metástase em outros órgãos. Avaliar o nível dessas quimiocinas em pacientes oncológicos diagnosticados com tumores gástrico e colorretal foi o objetivo da dissertação de Edla Cabral, nutricionista do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Os resultados da pesquisa, realizada dentro do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da instituição em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center, foram defendidos em abril e conferiram à nutricionista o título de mestra em oncologia.

O câncer colorretal e o câncer gástrico, tumores escolhidos para análise, representam os dois dos tipos de neoplasias mais prevalentes no mundo, ocupando respectivamente, o terceiro e o quinto lugar entre os tumores mais frequentes. Para o Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 17.380 casos novos de câncer de cólon e reto em homens e 18.980 em mulheres para o biênio 2018-2019. Para este mesmo período, estimam-se 13.540 casos novos de câncer gástrico entre homens e 7.750 nas mulheres. Além disso, na região Nordeste, o câncer colorretal ocupa o quarto mais frequente em homens e terceiro mais frequente em mulheres. Enquanto o câncer gástrico ocupa a segunda e sexta posição, respectivamente.

Estudar os perfis de quimiocinas de pacientes idosos com estes tumores, portanto, foi a finalidade da pesquisa. Para isso, foram escolhidas quatro tipos de quimiocinas, MCP-1, RANTES, IL8 e IP-10, cujos níveis foram avaliados em 35 pacientes idosos com câncer gástrico e 34 com câncer colorretal. Para possibilitar a comparação, participaram da pesquisa, também, 20 idosos sem o diagnóstico de câncer. "Estudamos se os níveis dessas quimiocinas se mostravam alterados nessa população do estudo. Então, observamos que algumas dessas quimiocinas estavam alteradas em pacientes idosos com câncer", explicou a nutricionista.

Os resultados do estudo sugerem que as quimiocinas MPC-1 e IL8 se mostram alteradas em pacientes oncológicos, bem como estão associadas à progressão da doença, o que significa dizer que pacientes com tumores mais avançados possuem maiores alterações. "Na metástase, as quimiocinas tinham níveis elevados, o que revela que esses níveis elevados possuem um fator prognóstico ruim para os pacientes", pontuou Edla, cuja pesquisa contribuiu para a consolidação do HCP como referência no campo do Ensino e da Pesquisa.

 *Edla Karina Cabral de Oliveira é nutricionista do HCP, especialista em nutrição oncológica pela Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica (SBNO) e mestra em oncologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do HCP em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center.

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Uma pesquisa de grande impacto, com capacidade de sugerir mudança no procedimento clínico adotado como padrão no tratamento de pacientes oncológicos, foi realizada no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) através do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia da instituição em parceria com o A.C Camargo Cancer Center. Por meio de um Ensaio Clínico, um dos tipos de estudo de maior relevância dentro da ciência, o cirurgião oncológico Vandré Carneiro propôs uma nova forma de tratamento para pacientes com câncer de colo de útero em fase inicial. Os resultados parciais da tese de doutorado foram defendidos pelo médico em abril, e apontam para conclusões satisfatórias que consolidam ainda mais o HCP como uma instituição de referência no campo do Ensino e da Pesquisa.

"O Ensaio Clínico é um estudo com grande repercussão no campo do conhecimento científico atual, porque é quando testamos um tratamento. É por meio do Ensaio Clínico que se consegue os maiores níveis de evidencia que mudam a conduta dentro da medicina. Então nosso estudo tem esse grande fator favorável, é um estudo que tem esse mérito", aponta o médico a respeito de sua pesquisa, que propõe uma cirurgia menos radical para pacientes com câncer de colo de útero em estado inicial do que a que hoje é considerada padrão no tratamento do tumor. "A ideia foi justamente propor o tratamento dessas mulheres através de uma cirurgia menor, que é uma cirurgia que já é feita em outras condições, principalmente para pacientes com doença benigna, mas que não é preconizada para essas mulheres com câncer de colo uterino", explica.

O estudo foi realizado com 40 pacientes diagnosticadas com a doença em fase inicial. Metade delas foi submetida à cirurgia preconizada para este tipo de tumor, enquanto as demais foram submetidas à cirurgia proposta, chamada de braço experimental. A escolha do tipo de tratamento a ser executado foi feita por meio de um sorteio aleatório, o que caracteriza um estudo randomizado. Coordenada pelo HCP, a pesquisa envolveu quatro instituições, onde foram realizados os procedimentos: o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), a Santa Casa de Misericórdia em Alagoas e o A.C. Camargo Cancer Center. "É de grande impacto a realização de um ensaio clínico que envolva mais de uma instituição. Temos pouquíssimos estudos desses realizado em nosso país de uma forma geral, principalmente na região Nordeste", destaca dr. Vandré.

Embora os níveis de evidência ainda não sejam suficientes para comprovar a hipótese de que a cirurgia proposta possui os mesmos resultados oncológicos, os resultados parciais alcançados revelam a eficácia desse tratamento. Como pontua o médico, "Ainda temos um segmento muito curto de 16 meses. Como o objetivo principal é ver se houve ou não o retorno da doença, é interessante que a gente tenha um segmento de pelo menos 3 anos. Mas os resultados parciais mostram que a cirurgia proposta é segura e eficaz do mesmo jeito que a cirurgia padronizada. Então, a cirurgia experimental, que é a causa do nosso estudo, parece, sim, ser tanto segura quanto eficaz em relação a cirurgia que é feita em todo o mundo atualmente", explica, "É uma estratégia que pode beneficiar muitas mulheres, evitando uma cirurgia maior e trazendo os mesmos resultados oncológicos".

Câncer de colo de útero

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. O tumor está associado à infecção pelo papiloma vírus, conhecido como HPV. As estimativas do INCA apontam para 6.030 novos casos na região nordeste, onde o tumor ocupa o segundo lugar de mais frequente entre pessoas do sexo feminino. No HCP, instituição que é referência em tratamento oncológico no Estado de Pernambuco, foram diagnosticados 608 novos casos no ano de 2016, segundo o Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer.

 

 

*Vandré Carneiro é cirurgião oncológico, coordenador do departamento de cirurgia pélvica do Hospital de Câncer de Pernambuco e coordenador da residência de cirurgia oncológica do IMIP. Atua também como médico assistente do Núcleo Especializado em Oncologia e Hematologia (NEOH) e da Oncologia D'or, além de ser diretor do Programa de Câncer Hereditário do HCP, IMIP e Secretaria Estadual de Saúde e doutor em oncologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia do HCP parceria com o A.C Camargo Cancer Center.

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