PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM CÂNCER DE PULMÃO SUBMETIDOS A AVALIAÇÃO MOLECULAR NO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO NOS ANOS 2021-2023.
Autores
Data
17/04/2026
Ano da publicação
2024
Categorias
Palavras-chave
CPNPC
Epidemiologia
Estágio IV
Serviço público
Resumo
O Câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) estágio IV é uma doença heterogênea, representando a maior parte do perfil de pacientes ao receberem o diagnóstico. Os dados brasileiros não escassos em relação a informações clínico-epidemiológicas e avaliação moleculares.
É um estudo observacional e retrospectivo que avalia dados clínico-epidemiológicos de pacientes diagnosticados com CPNPC estágio IV de janeiro de 2021 a dezembro de 2023, com realização de análise molecular. Dados foram coletados em um serviço oncológico público de referência no estado de Pernambuco. Estatísticas descritivas foram realizadas.
Analisados 26 pacientes sendo portadores de CPNPC com estágio IV. Média de idade de 62 anos, a maioria era do sexo masculino (57,7%), pardos (88,5%) e tabagistas ou ex-tabagistas (65,4%). Etilistas eram 15,3%, eutróficos (50%), com comorbidades (53,6%). Escolaridade precária, apresentavam primeiro grau incompleto (34,6%), segundo grau incompleto (34,6%) e analfabetos (11,5%). Maior parte tinha grau histológico pouco diferenciado (23,1%). Como modalidades terapêuticas, receberam quimioterapia (92,3%), foram submetidos à cirurgia (8%), radioterapia (65,4%). Avaliação de PDL-1 mostrou maioria maior ou igual a 1% (52,6%), na avaliação molecular 42,3% eram mutados, material insufienciente (42,3%). Receberam terapia alvo (20%), gefitinibe. No seguimento clínico, foi constatado óbito (56%), ainda com doença (24%), status não informado (16%). Dados semelhantes à literatura brasileira e mundial.
Pacientes com CPNPC estágio IV necessitam de acesso a avaliação molecular e tratamentos direcionados. Mais estudos com avaliação de dado reais devem ser estimulados. Além disso, a política de saúde deve ser melhorada a fim de garantir tratamento adequado desses pacientes, com diminuição das disparidades sociais.
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- TCR- Juliana Vieira Francelino