PERCEPÇÃO DE SINAIS DE RISCO DE BRONCOASPIRAÇÃO NA POPULAÇÃO ONCOLÓGICA
Autores
Data
11/05/2026
Ano da publicação
2025
Categorias
Palavras-chave
Transtornos de Deglutição
Fatores de risco
Equipe de Assistência ao Paciente
Oncologia
Fonoaudiologia
Resumo
Introdução: A broncoaspiração em pacientes disfágicos é o maior potencializador da morbidade e de declínio funcional e, dentre os grupos de risco para este agravo, os pacientes oncológicos apresentam a segunda maior prevalência. É responsabilidade de toda a equipe multiprofissional realizar a identificação dos riscos para broncoaspiração e disfagia, a fim de que sejam realizadas medidas preventivas e seja solicitada a avaliação fonoaudiológica. Objetivos: Analisar a percepção dos profissionais de saúde quanto aos riscos broncoaspirativos em pacientes oncológicos. Metodologia: Foi aplicado um questionário físico aos profissionais de saúde de Oncologia nos setores de enfermaria e Unidades de Terapia Intensiva em um Centro de Alta Complexidade em Oncologia referente à percepção do risco de broncoaspiração de acordo com a situação apresentada em baixo, médio ou alto risco. Resultados: Participaram do estudo 88 profissionais das diferentes profissões. Na associação das características dos profissionais com os sinais de risco broncoaspirativo, houve associação estatisticamente significativa com o setor de atuação do profissional (p = 0,013), no qual os que eram do setor cirúrgico definiram como baixo risco a condição de doenças respiratórias e os demais consideraram alto risco. O tempo de atuação profissional também obteve associação (p = 0,028) quanto à intubação orotraqueal prolongada, no qual os profissionais com menos de cinco anos de atuação (65,4%) definiram como alto risco e os profissionais com tempo entre cinco e dez anos, baixo ou médio risco. Metade dos profissionais que têm educação continuada considerou alto risco a má higiene de cavidade oral, enquanto que os que não tiveram educação continuada o percentual de alto risco foi de 13,3% (p = 0,002). Quanto ao reflexo de tosse reduzido ou ausente, 90% dos residentes e 66,7% da equipe multiprofissional considerou um sinal de alto risco, enquanto a metade dos médicos e um pouco mais da metade dos enfermeiros e técnicos de enfermagem consideraram risco médio. Conclusão: A percepção quanto ao risco de broncoaspiração teve forte associação ao setor de atuação profissional, tempo de atuação, educação continuada e formação multiprofissional, reforçando a necessidade de práticas educativas e integração multiprofissional.
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- TCR- Rhayssa Maria Wanderley Alves