PADRÕES DE INTERFERÊNCIA E EFEITOS SOBRE A PERFORMANCE MULTITAREFA DE MULHERES SOBREVIVENTES DE CÂNCER DE MAMA

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Data 12/05/2026
Ano da publicação 2021
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Palavras-chave
câncer de mama conduta quimioterápica cognição multitarefa Fisioterapia

Resumo

Introdução: O comprometimento cognitivo relacionado ao câncer caracteriza-se por sintomas de prejuízo cognitivo relacionado ao próprio câncer e ao tratamento. Alterações no desempenho de multitarefas ainda não foi evidenciada de forma objetiva em pacientes com câncer de mama. Neste estudo, investigamos se as características classicamente relacionadas à saúde e ao estado cognitivo e funcional global impactam no desempenho multitarefas de pacientes sobreviventes de câncer de mama após a quimioterapia e os impactos do tratamento quimioterápico isolado e associado a outras abordagens. Métodos: Foi conduzido um estudo transversal, analítico, quantitativo com, com mulheres pós-tratamento quimioterápico ambulatorial de câncer de mama em instituição pública do município de Recife, Pernambuco, Brasil. Além da anamnese para obter características clínicas e sociodemográficas, empregamos uma bateria de testes de aptidão física, funcional e cognitiva. Utilizamos ainda uma bateria de performance em multitarefas. Resultados: Foram incluídos 38 participantes na amostra. Observamos efeitos independentes da comorbidade funcional (n= 37; β= -8,178; IC95%= -13,926 – -2,430) sobre tempo da Dupla-tarefa motora e da cognição geral pacientes (n= 37; β= -6,682; IC95%= -11,076 – -2,288) sobre número de nós realizado nesta tarefa. Também constatamos que o tempo de realização da dupla-tarefa cognitiva (n= 37; β= 2,671; IC95%= 0,111 – 5,231 e multitarefa global (n= 37; β= 3,321; IC95%= 0,264 – 6,379) sobre influência da cognição geral. A tarefa motora secundária da multitarefa sofre impacto da força de preensão palmar (n= 37; β= -1,491; IC95%= -2,898 – -0,084), Timed-up and Go (n= 37; β= -15,369; IC95%= -24,467 – -6,271) e atenção complexa ((n= 37; β= -8,159; IC95%= -14,046 – -2,272). Encontramos que pacientes que terminaram a quimioterapia antes de 12 semanas (dif.= -1,416 desvios-padrão; p= 0,023) ou após 24 semanas (dif.= -1,305 desvios-padrão; p= 0,010) apresentam piores desempenho em testes de funções executivas. Conclusão: A performance em baterias de multitarefas pode ser influenciada por aspectos cognitivos, funcionais e comorbidades, mas não evidenciamos relações entre o tempo após o término da quimioterapia e os tratamentos associados. Pacientes sobreviventes de câncer de mama adotam um padrão de prejuízo na marcha associado na maioria dos casos com a priorização da tarefa motora secundária e pouca ou nenhuma interferência na tarefa cognitiva.

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