LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA: TRATAMENTO E EVOLUÇÃO DOS CASOS NO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO
Autores
Data
12/05/2026
Ano da publicação
2022
Categorias
Palavras-chave
Leucemia Mieloide Aguda
Evolução Clínica
Terapia Combinada
Enfermagem
Resumo
Introdução: A leucemia mieloide aguda corresponde a uma classe de leucemia e agrupa um conjunto de doenças hematológicas com diferenças nas apresentações clínicas, morfológicas e moleculares. É a leucemia mais presente no adulto com 90% dos casos e corresponde a menos de 15% dos casos em menores de 10 anos. Objetivo: O presente estudo objetivou identificar as características clínicas iniciais, tratamento e evolução dos casos de pacientes com Leucemia Mieloide Aguda tratados no Hospital de Câncer de Pernambuco entre 2014 e 2019, devido à escassez de estudos sobre a evolução clínica com a população local. Metodologia: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo de base hospitalar e ambulatorial. Os dados foram coletados de forma secundária com revisão documental dos prontuários físicos arquivados no Serviço de Arquivo Médico e Estatístico com enfoque nas evoluções médicas, exames e demais documentos como suporte. Os dados foram armazenados em banco de dados informatizado, utilizando o software R versão 4.1.1, representados estatisticamente por frequências absolutas e relativas por meio de tabelas. Resultados: 1 Características sociodemográficas identificamos equivalência entre os sexos, maior porcentagem de pardos e procedência na região metropolitana do Recife. 2 Dados ao Diagnóstico: com 13 (28%) dos diagnósticos em 2017, 35 (74%) prontuários sem descrição dos sinais sintomas iniciais e 40 (85%) com ausência dados do hemograma ao diagnóstico, 17 (36%) apresentaram de 60% a 79% de blastos SP ou MO. 3 Tratamento e resposta: todos recebem o tratamento de indução e consolidação padrão, resultando em 28 (60%) que atingiram a remissão completa, 11 (23%) não teve sua resposta avaliada devido a complicações do tratamento e doença seguido de óbito. 10 (21%) pacientes precisaram da terapia de resgate, destes 80% por recidiva. Referente a TCTH apenas 6 (13%) realizaram. Ocorreram 23 (49%) óbitos em toda amostra, destes 13 (56%) em até 3 meses e as causas mais recorrentes foram sepse 9 (39%) , secundário a neutropenia febril 5 (22%) e terciárias a LMA conforme a descrição nas declarações de óbito. Conclusão: Nas características sociodemográficas a amostra divergiu um pouco da população brasileira. Os paciente receberam o tratamento no padrão mundial no que tange Indução, Consolidação e Resgate, entretanto responderam com menos efetividade quando comparada a estatísticas mundiais atuais. A mortalidade atingiu 49% da amostra, destes 56% em até 3 meses.
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