INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS NA VALIDAÇÃO DA PRESCRIÇÃO ONCOLÓGICA EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM CÂNCER

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Data 11/05/2026
Ano da publicação 2023
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Palavras-chave
Validação da prescrição oncológica Intervenção farmacêutica Erros de prescrição Farmácia

Resumo

Introdução: O número de casos de câncer é crescente em todo mundo e uma das principais formas de tratamento é a quimioterapia, que por envolver o uso de medicamentos que apresentam baixo índice terapêutico, toxicidades mesmo em doses terapêuticas, e, em muitos casos, ser necessário a associação de mais de fármaco, gera risco potencial à integridade e vida das pessoas que a utiliza, caso ocorra erro de medicação. Dentro dessa perspectiva, a validação da prescrição oncológica e a intervenção farmacêutica funcionam como barreiras para prevenção desses erros. Objetivo: Identificar as intervenções farmacêuticas realizadas no processo de validação de prescrições oncológicas provenientes do ambulatório de oncologia clínica e das enfermarias do Hospital de Câncer de Pernambuco. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal, observacional e prospectivo, com duração de 9 meses. Foram consideradas as intervenções farmacêuticas realizadas durante processo de validação de prescrições eletrônicas provenientes do ambulatório e das enfermarias do hospital, que continham protocolos quimioterápicos e tratamentos de suporte. A coleta de dados foi realizada a partir da planilha de registro de intervenções farmacêuticas e da planilha de registro de prescrições atendidas pelo setor de farmácia oncológica. Foram identificados e quantificados os erros de prescrição, as intervenções farmacêuticas, a aceitabilidade, os protocolos validados, os protocolos e medicamentos alvos de intervenções, os custos e as economias geradas. Resultado: foram validadas 23.892 prescrições, que continham 133 diferentes tipos de protocolos quimioterápicos, destacando-se como mais frequentes paclitaxel (12,01%), paclitaxel + carboplatina (11,16%) e gosserrelina (7,74%). Entre os tratamentos de suporte, os mais frequentes foram o ácido zoledrônico (5,41%) e o filgrastim (2,64%). Do total de prescrições validadas, 3,82% continham erros de prescrição, sendo os principais relacionados à sobredose (36,34%), subdose (25,62%) e ao tempo de infusão superior ao recomendado (13,12%). As intervenções farmacêuticas mais frequentes foram as de adequação de dose (63,66%) e as de adequação do tempo de infusão (15,22%). Os protocolos de tratamento que mais sofreram intervenções farmacêuticas foram paclitaxel + carboplatina (33,08%) e trastuzumabe + pertuzumabe (10,73%). Quarenta diferentes medicamentos foram relacionados aos erros de prescrição e intervenções, destacando-se carboplatina (23,08%) e trastuzumabe (19,54%). A aceitabilidade das intervenções pela equipe médica foi de 93,79%. Obteve-se uma economia de (R$) 17.003,43 e quando considerado os medicamentos de alto custo, o valor economizado com as intervenções farmacêutica foi de (R$) 174.619,11. Conclusão: O estudo reforçou que a validação da prescrição é uma atividade bastante efetiva na detecção de erros e a intervenção farmacêutica realizada é capaz de evitar potenciais riscos relacionados aos medicamentos, garantir a segurança do paciente e reduzir custos com tratamento quimioterápico.

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  • TCR- Silvana Helena De Carvalho Nogueira