INFLUÊNCIA DA FADIGA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM CÂNCER HEMATOLÓGICO: ESTUDO TRANSVERSAL
Autores
Data
12/05/2026
Ano da publicação
2023
Categorias
Palavras-chave
Neoplasias Hematológicas
fadiga
Quimioterapia
Fisioterapia
Resumo
INTRODUÇÃO: O câncer é um problema de saúde pública. Ele é dividido em cânceres sólidos como o câncer de mama, por exemplo, e os cânceres hematológicos, que são os que acometem as células sanguíneas. Dentre os principais tratamentos para o câncer hematológico está a quimioterapia, que, por poder afetar tanto as células tumorais como as células benignas do organismo, pode causar diversos efeitos colaterais, destacando-se a fadiga, considerada pelos pacientes como um dos sintomas mais estressantes do tratamento. A fadiga por poder interferir nas atividades de vida diária e em aspectos emocionais, consequentemente, podem afetar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. OBJETIVO: Identificar a influência da fadiga oncológica sobre a qualidade de vida dos pacientes com câncer hematológico que estão realizando tratamento quimioterápico. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo Transversal quantitativo que foi realizado na enfermaria de onco-hematologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), no período entre Março a Agosto de 2022 após a aprovação do comitê de ética em pesquisa da referida instituição. A amostra foi obtida por conveniência consecutiva, com pacientes que estavam realizando quimioterapia, o cálculo amostral foi realizado obtendo como valor mínimo um N de 79 pacientes. Foi utilizado como instrumento para avaliação da fadiga e da qualidade de vida nos pacientes o Functional assessment of cancer therapy – Fatigue (FACIT-F). RESULTADOS: Participaram o total de 79 pacientes dos quais a idade média foi de 46 anos e 5 meses, 40 participantes eram do sexo feminino e 39 do sexo masculino. O Diagnóstico atual da amostra indicou que 26,6% dos pacientes possuíam Leucemia Mieloide Aguda. Referente ao Protocolo Quimioterápico implementado nos pacientes, O Hyper CVAD se sobressaiu em 30,4% da amostra. A menor pontuação do FACIT-F relacionada ao protocolo quimioterápico foi a do SMILE com 21,85 de média. O coeficiente de correlação de Pearson foi excelente (r> 0,75) para todos os domínios, exceto para bem-estar social/familiar, que apresentou correlação moderada (r = 0,50). DISCUSSÃO: Estudos tem demonstrado uma forte relação entre fadiga e o tratamento quimioterápico, a fadiga pode ser um sintoma que persistente após o tratamento quimioterápico e consequentemente diminuir a qualidade de vida desses pacientes. CONCLUSÃO: Existe uma grande associação entre a quimioterapia e seus efeitos referentes a causa da fadiga e como consequência a isso pode haver uma diminuição da qualidade de vida.
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