IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA LARINGECTOMIAS TOTAIS NO DEPARTAMENTO DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO NO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO

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Data 18/05/2026
Ano da publicação 2023
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Palavras-chave
Laringectomia total cirurgia de cabeça e pescoço complicações pós operatórias fístula faringocutânea desnutrição equipe multidisciplinar hemoglobina albumina

Resumo

Introdução: O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos dessa região e 2% das neoplasias malignas de forma geral. O diagnóstico por muitas vezes é realizado com a doença em estágio avançado, trazendo implicações diretas no tratamento e influenciando o prognóstico do paciente. A retirada da laringe afeta diretamente as estruturas adjacentes e pode estar associada a algumas complicações, impactando na qualidade de vida e saúde mental do paciente, sendo fundamental a abordagem multidisciplinar no seguimento. Complicações cirúrgicas mais frequentes após a LT são infecção de ferida operatória, hematoma, edema, deiscência de sutura, hemorragia e fístula faringocutânea. Ainda não há consenso sobre qual o principal fator de risco para o desenvolvimento de fístula, porém as principais causas associadas são a desnutrição peri-operatória, baixa albumina sérica, comorbidades, baixos níveis de hemoglobina e localização do tumor. Objetivo: Avaliar a implantação do protocolo para laringectomias totais no Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital de Câncer de Pernambuco, visando diminuir os fatores de risco e as complicações pós cirúrgicas. Metodologia: Estudo longitudinal do tipo prospectivo, descritivo e analítico, em pacientes laringectomizados totais no Hospital de Câncer de Pernambuco, no período de novembro de 2022 a outubro de 2023, que se enquadram dentro dos critérios de elegibilidade. Resultados: Foram analisados 22 pacientes submetidos a laringectomia total no HCP, dos quais 45,45% apresentaram alguma complicação, sendo a mais incidente a fístula faringocutânea. O fator de risco que mais se relacionou com a taxa de complicações foi a hemoglobina < 10, onde 80% dos pacientes apresentaram FFC. A maioria dos pacientes foram classificados no perfil de desnutrição leve, e apenas 7 dos 22 pacientes passaram pelas consultas multiprofissionais no pré-operatório. Conclusão: A hemoglobina baixa foi o principal fator de risco no desenvolvimento de fístula faringocutânea, enquanto a albumina > 3,5g/dl foi o principal fator protetor. Pacientes desnutridos apresentam maiores taxas de complicações, mas respondem bem a terapia nutricional.

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