DESFECHOS ONCOLÓGICOS EM PACIENTES PORTADORES DE CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CAVIDADE ORAL E OROFARINGE TRATADOS EM HOSPITAL ONCOLÓGICO DE PERNAMBUCO
Autores
Data
18/05/2026
Ano da publicação
2024
Categorias
Palavras-chave
Câncer
orofaringe
cavidade oral
papilomavírus humano
prognóstico
Cabeça e Pescoço
Resumo
Introdução: atualmente o câncer de cabeça e pescoço é responsável por mais de 600.000 casos novos e aproximadamente 325.000 mortes ao ano. A despeito da redução mundial do tabagismo e etilismo, sabidamente fatores de risco para o carcinoma de células escamosas (CEC) de orofaringe e cavidade oral, existe uma tendência de aumento da prevalência dessas patologias. Os tumores malignos relacionados ao papilomavírus humano (HPV) são notadamente contribuintes para esse cenário, sendo associados a um melhor prognóstico. Objetivo: avaliar resultados oncológicos de pacientes portadores de CEC de cavidade oral e orofaringe do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Metodologia: estudo longitudinal do tipo retrospectivo, descritivo e analítico, realizado no Hospital de Câncer de Pernambuco, através da coleta de dados em prontuário de pacientes selecionados em estudo prévio realizado entre maio de 2015 a dezembro de 2018. A análise estatística foi realizada utilizando o Teste de Qui-Quadrado e o Teste Exato de Fisher. A estimativa de sobrevida global e livre de doença foi calculada pelo método de Kaplan-Meier e teste Log-Rank. Resultados: dos 124 pacientes, 80 (64,5%) apresentavam tumores na cavidade oral e 44 (35,4%) em orofaringe. O sexo masculino representou 86,2% dos casos. Tabagismo e etilismo apresentaram taxas 87,9% e 70.9% respectivamente. O tratamento combinado com radioterapia e quimioterapia foi o mais frequente, com 54% dos casos. O DNA-HPV foi detectado em 5 pacientes com tumores de orofaringe (11,4%). A expressão de p16 foi encontrada em 2,5% dos pacientes com tumores de cavidade oral e 16,7% com tumores de orofaringe. Não foi encontrada diferença estatística na sobrevida global ou livre de doença dos pacientes de acordo com a expressão do p16. Conclusão: não foi encontrada associação de infecção pelo HPV e expressão de p16 com pior desfecho nos cânceres de cavidade oral e orofaringe. Assim como não foi observada associação de nenhuma variável sociodemográfica ou tumoral estudada a pior prognóstico.
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- TCR- Danielle Patrícia de Morais de Azevedo