COMPARAÇÃO DA ESCALA CORMACK LEHANE COM USO DO LARINGOSCÓPIO MACINTOSH versus VIDEOLARINGOSCÓPIO Med3D

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Data 22/05/2026
Ano da publicação 2022
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Palavras-chave
videolaringoscopia Med3D videolaringoscópio por impressão em terceira dimensão via aérea difícil

Resumo

Introdução: O manejo ineficaz das vias aéreas é a principal causa de complicações na anestesia ainda hoje. Sendo assim, as diretrizes de 2015 de Difficult Airway Society recomendam que todos os anestesiologistas sejam treinados no uso do videolaringoscópio e tenham acesso imediato ao dispositivo sempre que, e onde, forem realizados procedimentos nas vias aéreas. A lâmina Med3D de videolaringoscópio tem como proposta ser uma alternativa eficaz e de baixo custo para obtenção da via aérea.
Objetivo: Comparar a visualização da região epiglótica através da escala de Cormack e Lehane com uso do laringoscópio Macintosh e com o uso do videolaringoscópio Med3D. Avaliar também a taxa de sucesso, número de tentativas, necessidade do uso de guia, bougie ou pressão laríngea em pacientes submetidos a anestesia geral para cirurgias eletivas do HCP entre Outubro e Novembro de 2021.
Materiais e Métodos: Realizada uma série de casos com 24 pacientes, submetidos a anestesia geral, necessitando de intubação endotraqueal, procedimento realizado com videolaringoscópio de lâmina Med3D. Após indução anestésica, foi realizada laringoscopia direta com lâmina de Macintosh em todos os pacientes para avaliação da visualização glótica através da escala de Cormack-Lehane, em seguida, realizada avaliação com videolaringoscópio Med3D e procedida intubação. Aplicado formulário para avaliação de preditores de via aérea difícil, registradas classificação de Cormack-Lehane obtida através da lâmina de Macintosh e do videolaringoscópio Med3D, e desfechos (taxa de sucesso, número de tentativas, tempo e necessidade de uso de guia aramado, bougie e/ou pressão laríngea).
O videolaringoscópio Med3D, utilizado no estudo, é uma lâmina de impressão em terceira dimensão (3D), de ângulo agudo, com canaleta removível, proveniente de um projeto criado por um ortopedista do Recife – PE, objetivando facilitar a obtenção da via aérea.
Resultados: Dos 24 pacientes participantes do estudo, 10 pacientes apresentaram Cormack e Lehane maior que 1, em 9 dos 10 pacientes houve melhora na visualização da região glótica. Catorze pacientes apresentaram CL 1, e esta classificação foi mantida após a videolaringoscopia com o Med3D. Em um paciente não foi obtido sucesso de intubação nem com a lâmina de Macintosh, nem com o Med3D, sendo intubado com o videolaringoscópio do serviço. Não se pôde correlacionar idade e sexo com dificuldade na intubação, pelo número restrito de casos e homogeneidade dos valores de IMC.
Conclusão: Embora a amostra deste trabalho tenha sido restrita e sejam necessários outros estudos para confirmar sua eficácia, a lâmina Med3D parece ser uma opção viável do ponto de vista econômico e prático.

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  • TCR-Marcella de Melo Falcão