AVALIAÇÃO DO PERFIL IMUNO-HISTOQUÍMICO DO CÂNCER DE MAMA EM HOMENS DO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO NOS ANOS DE 2018 A 2023

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Data 17/04/2026
Ano da publicação 2024
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Palavras-chave
Câncer de mama Homem Perfil imuno-histoquímico

Resumo

Introdução: O câncer da mama masculino é raro e apresenta a taxa de sobrevida global menor, quando comparado às mulheres. O diagnóstico é feito por avaliação conjunta da análise clínica, da avaliação radiológica (mamografia e exame ultrassonográfico) e da biópsia do tecido mamário. O tipo histológico mais comum é o carcinoma ductal invasivo (CDI) de tipo não especial (NST) e prevalece o perfil imuno-histoquímico luminal B e o luminal A. Os imunofenótipos receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) positivos e triplo-negativos são raros. A expressão desses biomarcadores é usada como preditor da resposta terapêutica. Sabendo-se da relativa escassez de pesquisas envolvendo essa patologia em homens, são necessários mais estudos colaborativos nesta área. Objetivo: Avaliar o perfil imuno-histoquímico do câncer de mama em homens do Hospital de Câncer de Pernambuco nos anos de 2018 a 2023, de acordo com os biomarcadores RE, RP, HER2 e Ki67, e comparar com a literatura. Método: Avaliação descritiva, retrospectiva e analítica, por meio de informações obtidas dos prontuários de 45 homens diagnosticados com câncer de mama no Hospital de Câncer de Pernambuco de 2018 a 2023. Resultados: Mais da metade dos pacientes pesquisados (55,6%) tem de 60 a 90 anos e os 44,4% restantes têm de 40 a 59 anos. Com relação à etnia, a maior frequência percentual (40,0%) corresponde aos negros. O tipo histológico predominante foi o carcinoma mamário invasivo do tipo não especial (97,8%) e houve um paciente com o tipo lobular invasivo (2,2%). Quanto ao perfil imuno-histoquímico, as duas maiores frequências corresponderam ao luminal B (48,9%) e ao luminal A (46,7%), enquanto cada uma das categorias HER2 positivo e triplo negativo tiveram frequência unitária. Os graus histológicos mais frequentes foram os 3 e 2 com percentuais iguais de 46,7% e de 42,2% respectivamente, e os 11,1% restantes com grau 1. A maioria dos pacientes (64,4%) tinha o tamanho do tumor de 2 a 5 cm e os demais 35,6%, de 5 a 12 cm. 64,4% dos pacientes apresentaram axila positiva. A prevalência de metástase à distância foi de 11,1%, correspondendo a 5 pacientes. O percentual de tabagistas foi de 40,0%. A história familiar foi positiva para 28,9% dos pesquisados. A mutação BRCA foi verificada em 11,1% do grupo. Conclusão: Pode-se concluir que o perfil imuno-histoquímico predominante dos homens com carcinoma mamário no Hospital de Câncer de Pernambuco corresponde ao luminal B seguido do luminal A. Todavia, observa-se que o imunofenótipo prevalente desses pacientes varia entre os estudos mundiais.

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