AVALIAÇÃO DO FLUXO SALIVAR DE PACIENTES EM TRATAMENTO COM RADIOTERAPIA PARA CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO, SUBMETIDOS À FOTOBIOMODULAÇÃO EXTRAORAL

Autores
Avatar
Data 12/05/2026
Ano da publicação 2020
Categorias
TCR
Palavras-chave
Terapia com Luz de Baixa Intensidade Neoplasias de cabeça e pescoço Radioterapia Xerostomia Odontologia

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo avaliar as alterações no fluxo salivar de pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento com radioterapia, submetidos à fotobiomodulação extra oral. Foi realizado um estudo transversal de abordagem quantitativa, no departamento de Odontologia do Hospital de Câncer de Pernambuco entre os meses de fevereiro e setembro de 2019. Amostra composta por 23 pacientes de ambos os sexos, tratados com radioterapia para câncer na região de cabeça e pescoço. Os pacientes foram submetidos à fotobiomodulação com laser infravermelho, aplicações intraorais para prevenção de mucosite oral e extraorais para estímulo das glândulas salivares. As aplicações foram feitas três vezes por semana em dias alternados durante todo o período da radioterapia. Foram utilizados os seguintes parâmetros: Intraoral 15mW, 12J/cm2, 10s/ponto, 2.4 J/ponto, e extraoral 30mW, 7,5J/cm2, 10s/ponto, 0,3J/ponto, ambos com comprimento de onda de 830nm e área de 0,028cm². Foram avaliados sintomas subjetivos e objetivos mensurando-se o fluxo salivar em repouso (FSR) através da técnica de spitting antes, durante e após o tratamento radioterápico. Para análise estatística foi adotado nível de significância de 5%. A maioria dos pacientes eram homens (70%) e a idade média de 60 anos. No início do tratamento 22 pacientes apresentavam FSR > 0,2ml/min (grau 1), ao término 15 pacientes permaneceram sem alteração e apenas 3 pacientes evoluíram para grau 3. Quanto à classificação subjetiva, 87% dos pacientes apresentaram Grau 1 antes do início da radioterapia, ao término apenas 7 pacientes apresentou piora, evoluindo para grau 3. Foi possível concluir que o uso da fotobiomodulação extraoral não interferiu significativamente na queixa de xerostomia dos pacientes em tratamento radioterápico, porém, pareceu impedir que os pacientes evoluíssem para graus mais elevados quando mensurado o fluxo salivar.

Arquivos

  • TCR- Lucas Nascimento Ribeiro