AVALIAÇÃO DO ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA NO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO APÓS DEZ ANOS DE AÇÕES E PROGRAMAS PÚBLICOS DE CONTROLE DO CÂNCER.

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Data 28/05/2026
Ano da publicação 2017
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Palavras-chave
Câncer de mama estadiamento políticas públicas rastreamento

Resumo

O Câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres no mundo, porém é o que mais leva ao óbito entre as mulheres. Apesar de ser considerado, em geral, um câncer de bom prognóstico quando diagnosticado e tratado precocemente, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil. Embora os primeiros reflexos dos programas públicos voltados para o controle da mortalidade levem ao menos 10 anos para serem notados, a efetividade destes pode ser avaliada indiretamente com a análise do estadiamento do câncer de mama no momento do diagnóstico. O Brasil tem carência de estudos a respeito do estadiamento por falta de dados coletados ou imprecisão dos mesmos. Dessa forma, o principal objetivo deste estudo foi avaliar e comparar o estadiamento do câncer de mama no Hospital de Câncer de Pernambuco após estes dez anos de ações e programas públicos destinados ao controle do câncer de mama no país. Realizou-se um estudo analítico e retrospectivo com a análise de dados coletados no Registro Hospitalar de Câncer do HCP dos anos de 2004 e 2013. A população do estudo foi constituída por 1222 cadastros de casos analíticos tumor primário de mama que receberem tratamento no HCP nos anos de 2004 (520 casos) e 2013 (702 casos). Foi evidenciado que o estadiamento clínico inicial de maior incidência isolada tanto em 2004 quanto em 2013 foi o IIA. Conclui-se, com base nos resultados do presente estudo, que apesar do aumento nas taxas do estadiamento inicial, estes dados ainda são inferiores aos observados em países desenvolvidos que possuem programas de rastreamento eficazes.

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