AVALIAÇÃO DE TAXA DE RECIDIVA EM CÂNCER DE MAMA EM PACIENTES TRIPLO NEGATIVO ENTRE 2009 E 2013
Autores
Data
26/05/2026
Ano da publicação
2019
Categorias
Palavras-chave
Neoplasias da Mama
Neoplasias de Mama Triplo Negativas
Recidiva Local de Neoplasia
Protocolos de Quimioterapia Combinada Antineoplásica
Resumo
O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.
O câncer de mama triplo negativo é particularmente comum em mulheres afro americanas com menos de 50 anos e é também o fenótipo característico dos cânceres de mama associados a BRCA1. Possuem características patológicas e clínicas bastante diferentes dos demais subtipos de câncer de mama. Eles tem prognóstico desfavorável e não são passíveis de tratamento pela terapia endócrina ou por trastuzumabe, pois são negativos para receptores hormonais e não apresentam hiperexpressão nem amplificação de HER2.
Este estudo foi realizado para analisar a taxa de recidiva em pacientes de fenótipo triplo negativo entre 2009 e 2013 do Hospital de Câncer de Pernambuco, bem como fazer um perfil epidemiológico dessas pacientes.
Realizada busca ativa nos prontuários de 92 pacientes, identificou-se uma taxa de 22,8% de recidivas, sendo que a média de idade destas pacientes foi de 52,9 anos. Das recidivas, 76,2% foram à distância e 95,2% apresentaram o tipo histológico carcinoma ductal invasivo, sendo 47,6% de alto grau. A maioria das pacientes (66,7%) realizou mastectomia radical modificada. Quimioterapia foi indicada em 90,5% dos casos, sendo o esquema mais utilizado o FAC 6X (63,2%). Oitenta e um por cento possuíram estadiamento patológico de tamanho tumoral T2 e 61,9 % não apresentaram linfonodo metastático em axila. Após cirurgia, 81% obtiveram margens livres e 71,4% realizaram radioterapia.
As taxas identificadas no presente estudo não diferem muito dos dados encontrados em outros estudos em relação a recidivas, idade média, tipo histológico, grau tumoral, tamanho tumoral, quimioterapia, radioterapia. Apenas em relação ao esquema utilizado de quimioterapia é que o mais utilizado no presente estudo encontra-se defasado em relação aos estudos atuais.
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