AVALIAÇÃO DE SOBREVIDA GLOBAL EM PACIENTES COM CÂNCER DE COLO UTERINO SUBMETIDAS A EXENTERAÇÃO PÉLVICA NO HOSPITAL DO CÂNCER DE PERNAMBUCO ENTRE ABRIL DE 2015 E FEVEREIRO DE 2024.
Autores
Data
17/04/2026
Ano da publicação
2024
Categorias
Palavras-chave
câncer cervical
exenteração pélvica
sobrevida global
Resumo
Introdução: O câncer de colo de útero é a quarta neoplasia mais incidente no mundo, correspondendo a 600 mil novos casos no Brasil a cada ano². Estima-se um total de 6.627 óbitos por esta causa no ano de 2020³. Para os estadios IB2, IIA IIB, IIIA, IIIB e IVA, as evidências científicas atuais orientam tratamento combinado de radioterapia com quimioterapia, e posterior braquiterapia 6 . No entanto, para paciente com doença localmente avançada restrita a pelve, considerando que há possibilidade de ressecção completa do tumor com margens livres, a exenteração pélvica (EP) oferece melhores chance de sobrevida 7 , com taxa de sobrevida global de 20 a 55%, porém com elevada morbidade e prejuízos para qualidade de vida em mais de 50% dos casos 9. Objetivos: Avaliar taxa de sobrevida global e sobrevida livre de doença em pacientes submetidas a exenteração pélvica total ou posterior decorrentes de câncer de colo uterino após tratamento definitivo. Metodologia: Este é um estudo retrospectivo observacional conduzido com base em dados coletados de prontuários , com pacientes submetidas a exenteração pélvica total ou posterior, no Hospital do Câncer de Pernambuco, entre março de 2015 e fevereiro de 2024 como consequência de recidiva ou persistência de câncer de colo uterino. Resultados: De 105 pacientes submetidos a exenteração pélvica total (EPT) ou exenteração pélvica posterior (EP – útero + anexos + reto), 54 (51,45%) apresentavam sítio primário em colo de útero, dos quais 35 pacientes (64,81%) forma submetidas a exenteração pélvica total e 19 (35,18%) a exenteração pélvica posterior. Das 54 pacientes operadas, 18 (33,33%) foram a óbito nos primeiros 6 meses pós-operatório; 29 pacientes (53,70%) foram a óbito no primeiro ano pós cirurgia, decorrentes de complicações cirúrgicas. Sete pacientes seguem vivas no momento. Tais achados representam sobrevida livre de doença (SLD) de 13% e correspondendo a 46,3% de sobrevida global (SG) no primeiro ano de pós-operatório. Conclusão: É necessário avaliação mais criteriosa na seleção dos pacientes a serem submetidos a cirurgia para um melhor desfecho de sobrevida.
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- TCR- Maria Daniele de Miranda