AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE A EXPRESSÃO DE RSK1 NO INFILTRADO TUMORAL DO GLIOBLASTOMAS

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Data 29/05/2026
Ano da publicação 2019
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Palavras-chave
Glioblastoma Carcinogênese Sistema Imunitário Sistema Nervoso Central Imuno-Histoquímica Estudos de Coortes Mestrado

Resumo

Os glioblastomas (GBM) caracterizam-se como neoplasias agressivas e altamente invasivas. Estima-se que aproximadamente dois terços dos pacientes com GBM primário com rápido desenvolvimento dos sintomas tem uma história clínica inferior a três meses. As causas associadas ao GBM ainda não foram completamente elucidadas, mas pode-se atribuir seu desenvolvimento a uma rede complexa de diferentes alterações genéticas e moleculares, as quais promovem alterações nas vias de sinalização celular responsáveis pela proliferação celular, vasculogênese, apoptose e inflamação. O presente estudo teve como objetivo avaliar a expressão de RSK1, LAPTM5 e de CD68 em amostras tumorais e correlacionar com a sobrevida global no GBM. Tratou-se de um estudo de coorte retrospectivo e analítico, realizado a partir de amostras da cirurgia de ressecção parcial ou total do tumor de glioblastoma, oriundos de pacientes atendidos no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e no Hospital da Restauração (HR), ambos em Recife/PE. Foram coletadas as variáveis clínicas dos pacientes dos prontuários: sexo, idade, tipo e localização do tumor, data da cirurgia, tipo de cirurgia (total ou parcial), data da segunda cirurgia, tipos de tratamento (quimioterapia e/ou radioterapia), tempo de recidiva, sobrevida a partir do diagnóstico e Karnofsky Performance Status (KPS). Os fragmentos dos tumores foram submetidos a avaliação histológica e processados para imunohistoquímica e análise das expressões de RSK1, CD68, IDH1R132H e LAPTM5. Foram excluídas do estudo amostras de pacientes com história clínica de imunodeficiência secundária, ausência de material biológico e/ou inadequado para análise. Participaram do estudo 52 pacientes, a maioria do sexo masculino (51,9%) e com média de idade de 53 anos. O lobo frontal foi a região de maior incidência de GBM (34,6%). Verificou-se uma redução de 84,0% para 32,7% de pacientes com escala ≥ 70% de KPS entre o pré e pós-cirurgico, respectivamente (p<0,0001). Estimou-se o intervalo de 9,4 mese como tempo médio de acompanhamento, foram registrados 32 óbitos, sendo a taxa de mortalidade geral de 6,82 óbitos a cada 100 pacientes acompanhados a cada mês (IC 95%: 4,82 – 9,64). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na expressão de RSK1, LAPTM5 e CD68
em relação às variáveis: idade, localização do tumor e KPS dos pacientes. As análises de correlação da sobrevida e expressão d RSK1, LAPTM5 e CD68
apontaram um maior risco de óbito dos pacientes com um maior nível de expressão dessas proteínas. Há alta correlação positiva entre as expressões de RSK1 e LAPTM5 (r=0.63; p<0,0001) e RSK1 e CD68 (r=0.57, p<0,0001) e baixa correlação entre CD68 e LAPTM5 (r=0.40, p=0,005). Os dados obtidos neste estudo mostram que a elevada expressão de RSK1, LAPTM5 e CD68 correlacionam a sobrevida global dos pacientes com glioblastoma, sendo possíveis marcadores de prognóstico.

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