AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL PRÉVIO AO TRATAMENTO RADIOTERÁPICO EM PACIENTES COM CÂNCER NA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO

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Data 12/05/2026
Ano da publicação 2021
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TCR
Palavras-chave
Oncologia Extração dentária Osteoradionecrose Neoplasias de cabeça e pescoço

Resumo

Introdução: Embora alguns efeitos adversos da radioterapia (RT) da região de cabeça e pescoço sejam inevitáveis, acredita-se que outros, em particular o risco de desenvolver a osteorradionecrose (ORN), sejam reduzidos por uma triagem odontológica criteriosa para detectar e eliminar focos de infecção, previamente ao tratamento. Objetivo: Avaliar a condição dentária e descrever a necessidade de adequação de meio bucal prévio ao tratamento radioterápico em pacientes com câncer na região de cabeça e pescoço. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal com 103 pacientes diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço com indicação de tratamento com radioterapia, através de entrevista com o paciente e exame clínico. Foram coletados dados sociodemográficos do paciente, informações da doença oncológica, indicação e tratamentos odontológicos realizados. Resultados: Apenas 19% da amostra teve indicação de tratamento cirúrgico, 66% de quimioterapia e todos tiveram indicação de radioterapia tridimensional, com uma dose média de 63,5 Gy. Quanto aos hábitos de higiene oral, 82% relataram escovação dentária pelo menos uma vez ao dia e 88% relataram nunca ter usado fio dental. Foi observada uma média de 14 dentes presentes por paciente, 76% tiveram exodontia indicada no plano de tratamento e o motivo mais frequente foi exposição radicular/lesão de furca (46%). 62% dos pacientes finalizaram todo o tratamento odontológico indicado e houve uma média de 18 dias entre a triagem e a alta para início da radioterapia. Conclusão: A maior parte da população realizou a adequação de cavidade oral completa e em tempo hábil para início da radioterapia. O acesso aos serviços de saúde e a possibilidade de adesão ao acompanhamento odontológico pós radioterapia, devem ser levados em consideração diante do planejamento do tratamento.

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  • TCR- Ana Maria Ipólito Barros