ANÁLISE DO PERFIL DE MEDICAMENTOS JUDICIALIZADOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM CÂNCER DE PERNAMBUCO

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Data 11/05/2026
Ano da publicação 2025
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TCR
Palavras-chave
Câncer Judicialização da saúde Antineoplásicos Farmácia

Resumo

No cenário do tratamento oncológico, inúmeros medicamentos não são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), influenciando na condução do tratamento adequado ao paciente. Somado a isso, os medicamentos antineoplásicos apresentam elevado custo, o que dificulta ainda mais o seu acesso por parte da população. Diante dessa problemática, insere-se a judicialização da saúde a fim de garantir o acesso ao tratamento. Desse modo, a presente pesquisa analisou o perfil dos medicamentos antineoplásicos judicializados em um hospital de referência em câncer de Pernambuco. Trata-se de um estudo retrospectivo, transversal, descritivo e de natureza quantitativa, desenvolvido em 2024 na Farmácia Oncológica do Hospital do Câncer de Pernambuco, com base nos dados dos pacientes que judicializaram medicamentos entre janeiro de 2021 a dezembro de 2022. A mostra final foi de 82 pacientes que eram predominantemente do sexo masculino, com faixa-etária acima dos 60 anos e renda média de um salário mínimo. O câncer de pele melanoma foi a doença mais observada e o medicamento mais judicializado foi o pembrolizumabe. O valor total gasto com a judicialização foi R$ 27.385.997,00. A maioria dos pacientes esperou o medicamento judicializado por um período de 3 meses e o principal motivo de interrupção foi a falta no fornecimento do medicamento. Além disso, o principal desfecho foi a interrupção do tratamento por progressão de doença. Observa-se que a judicialização ainda exerce um forte impacto financeiro e que os usuários que dependem desse processo ainda sofrem da incerteza do abastecimento dos fármacos. Dessa forma, o presente trabalho contribuiu para o levantamento de informações inovadoras do processo de judicialização na instituição.

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  • TCR- Letícia Augusta Schmidt Da Costa Miranda