ANÁLISE DAS NOTIFICAÇÕES DO EXTRAVASAMENTO DE AGENTES QUIMIOTERÁPICOS EM UM HOSPITAL ONCOLÓGICO DE REFERÊNCIA

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Data 12/05/2026
Ano da publicação 2022
Categorias
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Palavras-chave
Extravasamento Quimioterapia Enfermagem

Resumo

Dentre os Eventos Adversos associados à administração de quimioterapias, o extravasamento de quimioterápicos acarreta diversos riscos à segurança do paciente durante a terapia intravenosa. Este agravo pode ocorrer em cerca de 6% dos pacientes que fazem tratamento quimioterápico antineoplásico por via endovenosa. O manejo pode ser realizado através de medidas farmacológicas e não-farmacológicas. Essa pesquisa teve como objetivo analisar o evento adverso relacionado ao extravasamento de agentes antineoplásicos a partir da avaliação de protocolos institucionais e os fatores associados. Caracteriza-se como um estudo retrospectivo, documental, analítico, com recorte transversal e abordagem quantitativa. A coleta dos dados foi realizada no período de março a dezembro de 2021, utilizando um recorte transversal de 24 meses completos, correspondentes a janeiro de 2019 até dezembro de 2020. Alcançou-se uma amostra de 467 fichas de notificação distribuídas entre os dois anos do estudo. A coleta de dados foi efetuada através da aplicação de dois formulários de coleta elaborados pela pesquisadora, tendo como base as fichas de notificação de extravasamento, bem como alguns dados dos prontuários dos respectivos pacientes. Os dados foram organizados em tabela e analisados utilizando-se o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) na língua portuguesa. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC), sob o Parecer n. 4.596.150. Verificou-se a predominância do sexo feminino (64,2%), classificação de IMC como eutrofia (44,8%), sem a presença de outras DCNT (70,2%) registradas. O diagnóstico predominante nos casos de extravasamento foi o de câncer de mama (24,2%). Prevalência de 0,83% de extravasamentos nos anos de 2019 e 2020. A análise constatou que a maioria eram classificados como irritantes (53,1%) e a droga mais extravasada foi paclitaxel (34,5%). Ressalta-se que a relevância de que os riscos sejam devidamente notificados, principalmente por enfermeiros habilitados e com condições apropriadas de biossegurança, visando à qualidade na assistência à saúde, bem como a segurança dos pacientes e envolvidos no processo. Sugere-se o investimento em cursos de capacitação para os enfermeiros e técnicos de enfermagem atuantes na CQT, sobre atualizações de condutas que podem ser adotadas visando evitar a ocorrência desses eventos, e, caso ocorra, o manejo adequado para evitar danos permanentes.

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