ANÁLISE DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO COM TRASTUZUMABE EM PACIENTES HER2+ EM ESTÁGIO METASTÁTICO COM USO ASSOCIADO OU NÃO DE PERTUZUMABE EM UM HOSPITAL ONCOLÓGICO DE PERNAMBUCO

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Data 12/05/2026
Ano da publicação 2022
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TCR
Palavras-chave
Câncer de mama Receptor ErbB-2 Metástase Neoplásica Anticorpos Monoclonais Farmácia

Resumo

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente em mulheres na maior parte do mundo, sendo o principal problema de saúde pública no mundo no sexo feminino. Está entre as quatro principais causas de morte prematura maioria dos países, sabe-se que há diversos fatores relacionados ao aumento da predisposição para este tipo de neoplasia. Dentre os quatro subtipos de câncer de mama existentes, têm-se os tumores que expressam o gene ERBB2, que codificam o receptor HER2, estão associados a um prognóstico ruim, mas se beneficiam da terapia direcionada, como o Trastuzumabe e Pertuzumabe, que foram incorporados no SUS em 2012 e 2017, respectivamente. O presente estudo tem como objetivo avaliar a eficácia do tratamento com Trastuzumabe associado ou não ao Pertuzumabe, a fim de confirmar o aumento da sobrevida com o uso destes medicamentos. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo e prospectivo, realizado na Farmácia Oncológica no período de janeiro a setembro de 2021, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) de um hospital oncológico de Pernambuco, CAAE nº 40729520.2.0000.5205. Um total de 172 pacientes com câncer de mama metastático HER2+ foram identificadas e selecionadas, a média da idade no momento do diagnóstico metastático foi de 50,4 anos, com idade mínima de 25 e máxima de 86 anos. A maioria dos pacientes residem no interior de Pernambuco, com total de 82 pacientes (47,7%), além disso cerca de 75 pacientes tem sobrepeso (43,6%) e no momento do diagnóstico inicial a maioria tinham diagnóstico metastático (42,4%). O tempo médio de acompanhamento das pacientes foi de 3 anos, a taxa de mortalidade estimada foi de 7,73 a cada 100 mulheres diagnosticadas por ano, esse valor nas pacientes que fazem uso de Trastuzumabe foi de 13 a cada 100 diagnósticos por ano (IC 95%: 9,19 a 18,38), as que foram submetidas ao duplo bloqueio (Trastuzumabe mais Pertuzumabe) esse valor foi de 4,14 a cada 100 diagnósticos por ano (IC 95%: 2,50 a 6,87). Mulheres que fazem o uso apenas do Trastuzumabe tem 3,6 vezes mais chance de ir à óbito do que as que fazem o duplo bloqueio. Portanto, este estudo concluiu que características sociais e demográficas influenciam diretamente no prognóstico da doença, além de que o duplo bloqueio aumenta substancialmente a sobrevida dessas pacientes e diminui significativamente a taxa de mortalidade das pacientes no cenário metastático, em comparação ao uso apenas do Trastuzumabe.

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